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27/05/2014 08:26

Mais mulheres e idosos estão no comando das propriedades rurais por todo o país

Mário Sérgio Lorenzetto
Mais mulheres e idosos estão no comando das propriedades rurais por todo o país

Mais mulheres e mais idosos no comando das fazendas

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Pesquisa realizada pela Ipsos MediaCT com 2.581 entrevistados que comandam fazendas no país mostrou que as mulheres já são as responsáveis por 10% das propriedades, ante 3% em 2003. O estudo também apontou o envelhecimento dos responsáveis pelas propriedades. Em 2013, 26% tinham entre 41 e 50 anos, mesmo percentual de 2009. Todavia, 25% tinham entre 51 e 60 anos, ante 19% quatro anos antes.

Conforme a pesquisa, a grande maioria dos responsáveis pelas propriedades rurais tem um nível de escolaridade compatível ou melhor que a população em geral. A velha historieta do Jeca Tatu, analfabeto, não faz mais parte da realidade dos proprietários rurais. E ainda que eles mesmos adotem um estilo de vida voltado para o passado – com suas botas, chapéus e fivelas largas – avançaram muito. Mas, ainda terão de abrir suas porteiras ainda mais. O comparativo “cidade x campo” demonstra o largo caminho a ser percorrido - aproximadamente 20% das empresas urbanas brasileiras são comandadas por mulheres. E a comparação pertinente que aponta para o futuro está na região Sul. Essa que é uma das mais prósperas regiões do país conta com 57% dos novos negócios sob o comando de mulheres. As filhas terão espaço para suceder os pais na administração das propriedades rurais? Quantas mulheres deixarão seus negócios no mundo da moda para adentrar o mundo da soja e do milho?

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Santa morte: a guardiã dos traficantes mexicanos

O Catolicismo nas colônias nunca foi “puro”. O Brasil é um exemplo vivo da mescla de diferentes raízes e culturas que produziram novas religiões e compreensões do sagrado. O México, por sua vez, também tem suas reinterpretações. A santa morte usualmente é representada como um esqueleto de uma mulher, com cabelos longos e em um vestido de casamento. Oferendas para a santa geralmente envolvem cigarros, álcool e drogas. A santa, conhecida como “Niña Blanca” ou “La Flaquita” tem cada vez mais devotos, a maioria deles proveniente das camadas baixas da população.

Traficantes, presos, prostitutas buscam a proteção da santa morte, pois estão em atividades em que a morte é sempre presente. Além da proteção contra a morte, pedidos envolvendo relacionamentos amorosos também são feitos para a santa. Antes dos “conquistadores” os astecas prestavam suas honras a uma deusa que tinha a forma de uma rainha esquelética que cuidava dos mortos. As aparições da santa morte são antigas, em 1793 a Inquisição espanhola ordenou a destruição de dois templos dedicados a ela. Em 1940, ela parece ter retornado para operar milagres amorosos, mas hoje os cartéis a adotaram como símbolo.

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Estima-se que 10 milhões de pessoas estejam ligadas à santa

A santa é vista como uma “marginalizada” e produz identificação entre seus adoradores, a ideia é que ela “não julga” aquilo que as pessoas fazem. Outra ideia é de que “todos somos iguais” diante da morte. Ela não discrimina. E um país desigual como o México o fator “igualitário” da morte é um apelativo para as massas. Desde o início da guerra pelas drogas no México em 2006, estima-se que 100 mil pessoas foram assassinadas. Por isso, não é apenas uma questão simbólica, a morte faz parte da vida das pessoas no cotidiano. O México é o segundo país em número de católicos no mundo, perde apenas para o Brasil. 82% dos mexicanos se dizem católicos. Em 2012 uma família foi presa pela realização de um ritual de sacrifício com duas crianças e uma mulher, que foram mortos como oferendas para a santa. Ao que tudo indica, casos de sacrifício humano são excepcionais. Como no Brasil, em que as pessoas incorporam diferentes rituais de diferentes religiões sem acreditar que isso signifique uma grande contradição, no México muitos não entendem que é contraditório adorar a santa morte e ser bom cristão.

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Mato Grosso do Sul importa menos e exportação desacelera em 2014

A balança comercial sul-mato-grossense tem apresentado oscilações positivas nos ponteiros, como provam os dados do Ministério do Desenvolvimento divulgados mensalmente. Na prática, estamos exportando mais. São 3,46% mais na comparação dos primeiros quatro meses de 2013 com este ano. Só saberemos de maio ao fim do período, que é divulgado até a primeira semana de cada mês. Mesmo com o saldo positivo nas exportações, desaceleramos. Das 20 primeiras empresas que lideram o ranking de embarques, nove apresentaram queda, algumas foram significativas. No segundo lugar na balança comercial das exportações, a ADM do Brasil LTDA, viu os envios caírem em 6,41%. Segundo os dados do Ministério do Desenvolvimento, no primeiro quadrimestre de 2014, a empresa embarcou R$ 195,6 milhões em mercadorias. Bem menos que os R$ 183 milhões que igual período do ano anterior.

Isolada no primeiro lugar está a Eldorado Brasil Celulose, que assistiu ao crescimento de 69,51% nos embarques, saindo de R$ 137 milhões no ano passado para R$ 232,2 milhões no primeiro quadrimestre de 2014. Também houve acréscimo nas exportações da JBS (20%) e o maior destaque foi para a Louis Drayfus Commodities Brasil, que saiu de R$ 8,8 milhões no período de janeiro a abril do ano passado para R$ 26,5 milhões neste ano, no mesmo período. A evolução foi de 200,53%. No total, as exportações sul-mato-grossenses cresceram de R$ 1,6 bilhão para R$ 1,7 bilhão. Houve queda nas negociações da Bungue Alimentos (- 36,24%); Cargil Agrícola (-37,15%); Mineração Corumbaense Reunida (- 69,82%) e na BRF (-16,82%).

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Principais produtos embarcados foram a soja, seguida por madeira e carnes desossadas

Os embarques de soja aumentaram 35,76% e de carne 14,52%. Miudezas de galinha tiveram aumento de 22,2% nos embarques. A China, que segue como principal compradora dos produtos produzidos no Estado, elevando em 29,40% a participação. Em segundo lugar fica a Holanda, seguida por Rússia, Itália, Hong Kong, Estados Unidos, Coreia do Sul e Tailândia.

Se por um lado Mato Grosso do Sul exportou menos, também importou menos. A redução foi de 12,99%. No ano passado, compramos R$ 1,8 bilhão e em 2014, foram R$ 1,6 bilhão em compras de produtos de outros países. A principal mercadoria continua sendo o gás natural, que responde por 64,28% das importações do Estado e cuja compra caiu 2,35%, ficando em R$ 1,2 bilhão no primeiro quadrimestre de 2014. Houve queda também nas compras feitas pela JBS, em 13,49%. Além do gás, os produtos campeões em exportações são cobre refinado, laminados de aço e ligas de alumínio, carne desossada e fio de poliéster. O gás natural tem origem na Bolívia, principal exportador do produto para Mato Grosso do Sul. Os demais produtos saem da China, do Chile, Argentina, Paraguai, Estados Unidos e Indonésia.

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Aumenta insatisfação da população com a polícia

No segundo semestre, a insatisfação com a polícia atingia 31% da população. No mesmo período do ano seguinte, 38% já estavam insatisfeitos. O indutor da queda de satisfação ocorreu com as manifestações de junho do ano passado, segundo dados do Índice de Confiança na Justiça – chamado de ICJBrasil – que é medido pela FGV (Fundação Getúlio Vargas).

O índice aponta que a confiança na polícia é maior entre as pessoas com maior escolaridade. Chega a 35% enquanto não passa de 27% entre os de baixa escolaridade. As pessoas acima de 60 anos confiam mais na polícia do que os mais jovens na faixa etária de 18 e 34 anos. Chegam a 37% contra 27% da confiança dos jovens. Entre as pessoas que recebem de 1 a 4 salários mínimos (de R$ 724 até R$ 2.896), 31% confiam na polícia. A confiança cai para 26% na faixa da população que recebe remuneração abaixo do mínimo.

O mesmo índice apontou queda de 10 pontos percentuais na confiança da população na justiça, passando de 39% para 27%. Entre as explicações da FGV para a queda na confiança ao poder judiciário estão os escândalos protagonizados por magistrados. Entre as demais instituições, as Forças Armadas gozam de maior prestígio da população, com 66%. No segundo lugar fica a Igreja Católica (56%); Ministério Público (45%), imprensa escrita (41%), grandes empresas (37%) e emissoras de televisão (30%).

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