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01/08/2014 09:52

Mais um ato inócuo do Confaz para acabar com a guerra fiscal

Mário Sérgio Lorenzetto
Mais um ato inócuo do Confaz para acabar com a guerra fiscal

Mais um ato inócuo do Confaz para acabar com a guerra fiscal

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Não é possível acreditar em unanimidade no órgão que congrega todas as Secretarias de Fazenda dos estados brasileiros - o Confaz (Conselho Nacional de Política Fazendária). Mas essa regra, dos tempos da ditadura, permanece com validade até os dias atuais por intransigência do Estado de São Paulo. No entanto, mais uma tentativa (será a milésima?) de tranquilizar os empresários foi realizada. Um grupo de 21 estados, o Mato Grosso do Sul dentre eles, decidiu estabelecer normas e prazos em que se comprometem em retirar, ao longo dos próximos anos, os benefícios fiscais concedidos sem aprovação do Confaz.

A principal regra é anistiar a todas as empresas que hoje usufruem dos benefícios. É uma mera carta de intenções dos atuais governantes em fim de governo que não tem validade prática de espécie alguma. Os empresários continuarão a receber os benefícios e as Secretarias de Fazenda continuarão a concedê-los e o Congresso Nacional continuará a exercitar as conversações que sempre foram infindáveis.

Mais um ato inócuo do Confaz para acabar com a guerra fiscal
Mais um ato inócuo do Confaz para acabar com a guerra fiscal

BNDES aprova empréstimo obras da rodovia BR-163

O banco liberou R$ 1,4 bilhão no total em empréstimos provisórios. Para a rodovia BR-163, no Mato Grosso do Sul serão destinados R$ 646,6 milhões. A rodovia está sob a administração da CCR. O dinheiro também será aplicado no sistema rodoviário composto pela BR-163 e pela BR-070, ambas no trecho do Mato Grosso para a Concessionária Rota do Oeste S.A., subsidiária da Odebrecht, que receberá R$ 762 milhões. As vias integram o Programa de Investimento em Logística, da União.

Os recursos são para investimentos previstos para 2014 e 2015, enquanto o financiamento de longo prazo não está fechado. No Estado, o dinheiro será usado na recuperação da rodovia, construção e implantação de edificações, infraestrutura de obras civis na implantação de equipamentos e sistemas, além da duplicação de trechos.

Mais um ato inócuo do Confaz para acabar com a guerra fiscal
Mais um ato inócuo do Confaz para acabar com a guerra fiscal

Ambev demonstra animada resultado da campanha “Copa sem aumento”

Durante o torneio, a Ambev lançou a campanha “Copa Sem Aumento”, com objetivo de incentivar mais de meio milhão de donos de bares e restaurantes a não subir os preços das cervejas. Conforme a assessoria de imprensa da companhia, a iniciativa foi um sucesso. De janeiro a junho, apesar da demanda crescente, o aumento dos preços das cervejas ficou abaixo da inflação geral. No período, o IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo) foi de 3,8%. No mesmo período, a inflação de cervejas cresceu menos, 3,0%, considerando os dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

Houve destaques para o fortalecimento das marcas Budweiser e Brahma, intituladas as cervejas oficiais do mundial. A divisão de refrigerantes também cresceu, em especial o Guaraná Antarctica, como marca patrocinadora da Seleção Brasileira, e Pepsi, com o lançamento da garrafa de vidro retornável de 1 litro. A média de market share da Ambev em refrigerantes foi recorde: 19,3% no segundo trimestre.

No primeiro semestre do ano, A Ambev aportou R$ 2 bilhões nos 16 países onde atua. O montante é 50% maior que o investimento feito no mesmo período de 2013. Nos investimentos constam as construções das fábricas em Uberlândia (MG) e outra em Ponta Grossa (PR).

Mais um ato inócuo do Confaz para acabar com a guerra fiscal
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A mobilidade urbana e os ingurgitamentos

Na obra Ensaio Sobre a Cegueira, Saramago brinca com os segundos existentes entre o fim da travessia dos pedestres e a liberação da pista para os automóveis. Seriam os segundos para troca do sinal vermelho para o verde os responsáveis pelos “ingurgitamentos” do trânsito. Os engarrafamentos. Estudo da Firjan (Federação das Indústrias do Rio de Janeiro) não consideram a acidez irônica do autor, mas endossam o quanto os tais ingurgitamentos, que Saramago traduz como engarrafamentos, pesam na economia.

Para São Paulo e Rio de Janeiro, os engarrafamentos custam R$ 98,4 bilhões anuais. Custaram isso no ano passado. O valor supera o PIB (Produto Interno Bruto) de 17 estados, entre eles o Espírito Santo. Chega a 2% do PIB total do país, a 2,3 vezes o investimento previsto na concessão de 7,5 mil quilômetros de rodovias para os próximos 25 anos.

Conforme a Firjan, o que não faltam são períodos de picos nas duas cidades e suas respectivas regiões metropolitanas. Somadas, atingem 11 horas. No Rio de Janeiro, eles ocorrem das 5h30 às 11h e das 14h30 às 19h30; e em São Paulo das 5h30 às 8h30, das 10h30 às 14h30 e das 17h30 às 19h.

Planejamento é a sugestão da Firjan para resolver o problema que, sabemos, não acontece somente lá. Até mesmo cidades de porte médio, como Campo Grande, vivem seus pequenos castigos com o trânsito. Lá tem solução ainda, para a Firjan, e aqui?

Mais um ato inócuo do Confaz para acabar com a guerra fiscal
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Luzes e sombras na vida do proprietário das lojas Zara

Em pouco mais de 35 anos, Amâncio Ortega levantou um império que dá trabalho a milhares de pessoas. Ele é um homem discreto que iniciou sua carreira como garoto de recados aos 14 anos de idade. Não dá entrevistas e vive retirado. Sua capacidade de adaptação e versatilidade são os motores do êxito. A empresa Zara fabrica 840 milhões de peças de roupas por ano. Confeccionam, ao mesmo tempo, roupas de verão e inverno para públicos diferentes e sua máxima é não armazenar nada. Se uma camiseta não vende, separam, mudam a cor e ela retorna à loja renovada. Muitas são as vitórias desse homem que se fez sozinho. Os números da Forbes o avaliam como o terceiro homem mais rico do mundo. Conta com mais de 128 mil empregados e tem um volume de negócios de mais de 58 bilhões de euros. Estas são suas luzes.

Entre suas sombras, ele tem fama de baratear custos com mão-de-obra barata e salários miseráveis e montou fábricas em países asiáticos e africanos que estão sendo constantemente denunciados por exploração semelhante à escravidão. Algumas dessas ações têm ocorrido no Brasil. Também é frequentemente denunciado por copiar roupas de outras empresas. A estratégia é sempre a mesma em ambos os casos: a Zara não polemiza. Mas continua com as mesmas práticas - abuso de mão-de-obra e cópias.

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