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18/02/2014 07:45

Mato Grosso do Sul será o segundo maior produtor de seringueira do país?

Mário Sérgio Lorenzetto
Mato Grosso do Sul será o segundo maior produtor de seringueira do país?

MS e a produção de seringueira no cenário nacional

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É o que indica a velocidade do aumento da área de plantio registrado nos últimos anos. Em 2012, tínhamos 12 mil hectares de área plantada e 5 mil novos hectares foram adicionados no ano seguinte.

Nem cana-de-açúcar, nem eucalipto; muitos fazendeiros da região do Bolsão estão otimistas com as seringueiras. Para a população a vantagem do plantio da seringueira sobre a pecuária é grande – a cada seis hectares, é necessária uma pessoa para trabalhar, com média salarial de R$ 1 mil. Isto leva à contratação de 166 pessoas trabalhando em uma fazenda de 1 mil hectares. Nem todas as fazendas com pecuária empregam seis pessoas em 1 mil hectares. Frequentemente o número é menor.

Mato Grosso do Sul será o segundo maior produtor de seringueira do país?

Rentabilidade e área de reserva legal fazem diferença

Para o fazendeiro, o maior interesse está na rentabilidade, estimam de R$ 4 mil a R$ 5 mil mensais para cada dez hectares, após 5 ou 7 anos do plantio. O outro interesse do produtor rural está na legalização da área destinada à reserva florestal. Estima-se que 70% das propriedades do Mato Grosso do Sul não têm reserva legal. Admite-se o plantio da seringueira para áreas de formação ou recomposição.

Também há a perspectiva de ainda em 2014 termos, em Cassilândia, a implantação de uma usina que processará a borracha. Hoje, toda a matéria-prima vai para uma usina em Bálsamo, no interior paulista.

O Brasil, como quarto maior produtor de automóveis do mundo, é um grande consumidor de borracha natural de seringueira, sobretudo devido à necessidade de produção de pneus. Além do excepcional desempenho das exportações, a produção de pneus bateu recorde histórico, no ano passado. Segundo dados preliminares da Anip (Associação Nacional da Indústria de Pneumáticos), em 2013, os dez fabricantes instalados no país produziram mais de 68 milhões de unidades. Anteriormente, a melhor marca havia sido obtida em 2007, quando foram produzidos 67,3 milhões de pneus.

O país vive hoje a condição de importador líquido de borracha natural, principalmente para a produção de pneus. São motivos que levam mais produtores rurais ao plantio da seringueira.

Mato Grosso do Sul será o segundo maior produtor de seringueira do país?

Fundaram o GPS – Grupo de Produtores do Sul

Nos últimos dias de 2013, foi criada uma nova organização que se propõe em defender e a expandir o agronegócio dos Estados brasileiros do Sul – Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul em conjunto com os argentinos e uruguaios. Uma entidade que nasce forte sob a denominação de Grupo de Produtores do Sul.

Não montaram uma entidade para ficar de braços cruzados. Nesta semana alguns de seus membros, acompanhados pelo ex-ministro da Agricultura Roberto Rodrigues se reuniram com os diretores do Instituto de assuntos internacionais ChathamHouse.

Essa organização, Chatham House, sediada em Londres, é o mais importante think-tank do mundo fora dos EUA. O maior catalisador de ideias que se propõem em criar novas agendas, empreender novas iniciativas e esteio para novos investimentos. Um dos endereços mais seletos do mundo empresarial.

Será muito difícil organizar uma entidade envolvendo o agronegócio do Oeste do Brasil? Algo como a união de esforços e interesses dos Estados de Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Goiás e as áreas mais próximas do Estado de São Paulo.

Mato Grosso do Sul será o segundo maior produtor de seringueira do país?
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Está calor e isso representa mais gastos

E não é só na conta de energia elétrica devido ao uso com maior frequência de aparelhos de ar condicionado e ventiladores. A inflação do verão chegou a 8,61%, conforme o Ibre/FGV (Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getúlio Vargas). A alta de preços está acima da inflação acumulada em todo o ano passado e medida pelo IPC (Índice de Preços ao Consumidor), que fechou em 5,61%.

É possível prever os produtos que mais contribuíram para a alta de preços: bebidas, claro. Houve 67,75% de aumento no preço da erva mate; 13,83% no suco de fruta; 12,60% nos refrigerantes/água mineral e, ainda, 10,92% das cervejas e chopps. Os índices apontam os produtos consumidos fora de casa. No supermercado, polpa de fruta, cervejas, refrigerantes/água mineral e as bebidas de soja compradas no supermercado ficaram 16,16%; 11,69%; 9% e 6,82% mais caros, respectivamente.

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Além de refresco, calor também significa sol forte, é lógico, que demanda proteção

E proteger-se ficou 8,48% mais caro entre fevereiro de 2013 e janeiro de 2014. Houve, ainda, aumento de 6,38% nos preços das mensalidades nas academia de ginástica; 8% na hospedagem; 6,75% nas passagens aéreas e as atividades de recreação encareceram 5,71%. Também ficaram mais caros liquidificadores, 7,10%; de geladeiras e freezeres, 7,10%; ar condicionado, 3,77%; e ventiladores e circuladores de ar, 2,27%.

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Obrigado, Coca Cola!

O SuperBowl, o jogo final entre os times campeões de cada liga do Futebol Americano é um espetáculo esperado com muita ansiedade. Não se trata apenas de um jogo, é uma grande festividade que envolve shows de bandas do momento, algum famoso cantando o hino do EUA, anúncios comerciais caríssimos e, ainda, sobra algum espaço para o Futebol Americano.

Para quem já se aventurou em acompanhar uma partida, além da estranheza inicial (como assim pegar a bola com as mãos?) e pelo eventual desconhecimento das regras (de vez em quando eles chutam), algo que é bastante notável é a quantidade de intervalos. O jogo tem 60 minutos de duração é divido em dois intervalos de 30 minutos e quatro quartos de 15. Além dos intervalos previstos entre os tempos também são feitos vários outros durante cada um dos quatro.

Por isso, a partida não segue um horário definido como o nosso futebol, durando em média 3 horas. Os intervalos, portanto, formam um prato cheio para a publicidade que, nos EUA procura convencer por meio da repetição. Assistir TV nos EUA é esperar para ver o comercial de coisas mais surpreendentes como remédios para tratamento de câncer, advogados que procuram reunir pessoas para ações coletivas, seguros, carros, comida, muita comida para todos os gostos.

Eventualmente, alguma propaganda macabra contra o cigarro – uma pessoa no leito de morte respirando de maneira ofegante – ou contra o Obamacare também podem surgir – questionavam se você, que é atlético e saudável, iria sustentar pessoas gordas que jogam videogame.

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Eles são, definitivamente, apelativos

Porém, uma vez ou outra, alguém apela para valores sociais importantes como a tolerância. A propaganda que a Coca Cola divulgou durante o SuperBowl é uma bela mensagem em nome da diferença das culturas, das diferentes etnias que formaram e formam os Estados Unidos.

Não se enganem, a Coca não é “comunista” – a única igualdade que eles querem promover é que todos consumam Coca Cola. E não há nada de errado em promover um valor liberal como a tolerância, esta é a mensagem que o belo comercial da multinacional divulgou e enfureceu os “rednecks” - racistas.

Um dos motivos do ressentimento foi criado pelo fato da música “America the Beautiful”, uma canção patriota, ter sido cantada em diferentes idiomas. Enquanto no Brasil vivemos os dilemas de achar que não somos racistas por causa da miscigenação, lá eles acreditam que existe um “americano nativo” ou torcem o nariz para famílias miscigenadas, como no caso do comercial dos cereais Cheerios.

Do imbróglio não resta muito senão agradecer à Coca Cola por lembrar-nos de um importante valor liberal como a tolerância das diferenças, um primeiro passo para construir pontes entre culturas radicalmente distintas, para o multiculturalismo. No meio das discussões gerada pela propaganda um detalhe acabou passando desapercebido, uma família gay apareceu pela primeira vez durante o Super Bowl. Sim, a propaganda ainda coloca uma mulher usando um véu e judeus usando o quipá no meio disso tudo. Ou seja, reúne judeus e árabes.

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Campo Grande News:
Camapuã vai se tornar o município de maior produção de seringa no Estado de MS. Cabe aqui uma reportagem especial.
 
Thaisa Vilela em 19/02/2014 07:29:12
Mario, conheço-o de algum tempo. Chegante em Campo Grande em 1980, fazias parte de meu círculo pessoas interessantes e partilhava de meus interesses de jovem estudante. Respeito e admiro sua inteligência e capacidade de trabalho. Esta sua "Revista" é interessante. Mas, creio, muito modestamente, que terás que optar por uma linha. Nada de panfletos, causas fatalistas ou certezas. mas a coisa flutua do pueiril aos noticiários (curtos, tipo radar) da Revista Exame.
Apenas uma respeitosa e sincera opinião.
Sergio
 
Sergio Leal em 19/02/2014 05:30:32
Muito boa a ideia de criar uma entidade para defender o agronegócio do Oeste. Com a palavra a bem administrada Famasul.
 
Marcel Ribeiro em 18/02/2014 10:52:43
O assunto despertado pela Coca Cola é digno de agradecimento mesmo. Não sabia desse jogo, mas a maneira como trata o multiculturalismo é impressionante. Colocaram judeu junto com árabe e ainda tem um gay na parada? Impressionante.
 
Noelma Nascimento em 18/02/2014 09:43:42
Parabéns pelas informações a respeito das seringueiras. O quadro está completo e muito bem explicado.
 
Fábio Mello em 18/02/2014 08:36:29
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