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20/09/2016 07:05

Meu nome é Idiota

Mário Sérgio Lorenzetto
Meu nome é Idiota

Somos o que comemos. Essa é uma máxima popular, criada por médicos, nutricionistas e pela indústria alimentícia. Mas, somos muito mais do que comemos. Somos o que falamos, o que escrevemos e o que ouvimos. Também somos o que falam, o que escrevem, o que se ouve de nós.

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Se todos disserem: "ali vai um imbecil", imbecil será. Mesmo que fôssemos gênios. Em tempos de redes sociais a coisa ganha ainda mais importância. Palavras constroem ou destroem reputações em segundos. Piscou? Sua reputação, dançou! O que importa não é a realidade e sim, a divulgação de alguma realidade construída e divulgada. Ao contrário de nosso passado onde tudo se resolvia com um revólver 38, hoje, ganha sempre quem fala mais alto, mais grosso e mais rápido. Quem nomeia antes de ser nomeado. E que se dane a verdade. Basta passar os olhos (apenas passar, e não olhar com profundidade) na propaganda eleitoral. É um adeus definitivo à verdade. Ou basta olha a menina cujo nome é Idiota.

A história é real. A polícia de Arkansas (EUA) entrou em uma casa para verificar a denúncia de que lá havia crianças sofrendo abusos. Encontrou várias. Uma delas chamou a atenção. Era uma criança de 4 anos cheia de hematomas. Tinha o olhar vago. Não respondia a estímulos. Mas atendia quando chamavam o seu nome. A menina atendia pelo nome Idiota. Era assim que seus (criminosos) cuidadores a chamavam. Nem Mary, nem Ann, nem Michele: simplesmente Idiota. Somos todos a menina de Arkansas? Meu nome é Idiota.

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"Isso acontece de repente". As fotos que recriam os estupros

"Não, não me doe o útero e sim a alma". Assim se expressou a adolescente de 16 anos vítima de um estupro publico e coletivo, há pouco tempo, no Rio de Janeiro. O caso ficou conhecido após a postagem de um vídeo pelos estupradores.

O estupro acontece com qualquer pessoa, em qualquer lugar, sem razão. Simplesmente acontece. Essa é a premissa de uma série de fotos da artista bielorussa Yana Mazurkevich. As fotos foram inspiradas depois do caso de Brock Turner, um estudante da Universidade de Stanford que ficou tão somente 3 meses depois de abusar sexualmente de uma jovem inconsciente.

As imagens da fotógrafa geraram fortes reações de pessoas que as consideram demasiadamente explícitas.
A fotografa diz que não concorda que essa ideia. Pelo contrário, ela pensou em adicionar sangue para que elas se tornassem ainda mais difíceis de serem vistas. "Esse tema não deveria ser fácil de ser visto", diz a bielorussa.

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Meu nome é Idiota
Meu nome é Idiota

Trabalho infantil cresce 15%

O trabalho infantil é proibido no Brasil para menores de 16 anos. Em 2014, havia quase 70 mil crianças, entre 5 e 9 anos, trabalhando no país. Esse número representa 15% a mais que no ano anterior. Outro dado é que o patamar de 2013 se mantinha desde 2005.

As crianças mantêm jornadas de trabalho diárias nas seguintes atividades: 30 mil na pecuária, 21 mil na agricultura, 2 mil são vendedoras e 1,4 mil são garçons e copeiros. Os efeitos da crise econômica podem elevar ainda mais os números preocupantes. Vivemos tempos de informalidade e ela é a porta de entrada para o trabalho infantil.

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O bolso do Neymar e outras engambelações

O jogador do Barcelona passou pelo Brasil. Alguns poucos jogos para torná-lo ainda mais famoso. E rico. Conta a internet que Neymar ganha R$360.000 por mês... só para alisar o cabelo. O jogador de 24 anos tem muitos relógios de ouro, jóias raras, mansões, uma frota dos mais caros carros do mundo e iates. Se fosse uma empresa, seria uma potencia.

Milionário antes dos 20 anos, Alexandre Pato, vive da arte de enganar nos campos e participar de festas e badalações. Ganhava R$800 mil por mês no Corinthians e continua ganhando a mesma fortuna, agora, na Espanha.
Thiago Silva, 31 anos, ganha R$ 144 mil por dia para jogar futebol no Paris Saint Germain. Aos 32 anos, Fred, que vai aos treinos de futebol em um Porsche Panamera, passou a receber quantia igual à de Pato, ao trocar o Fluminense pelo Atlético Mineiro.

É indiscutível que os quatro ganham muito. Em tempos de crise no Brasil, ganham demais. E, sabendo que jovens da idade deles se matam estudando, para depois engordar os números do desemprego, seus salários chocam. Seus ganhos chegam a ser imorais.

Mas, será que a profissão de jogador de futebol é aconselhável para seus filhos? A pesquisa demonstra que 82% dos jogadores profissionais no Brasil ganha menos de R$ 1.000 por mês. Outros 13% auferem ordenados entre R$ 1.000 e R$ 5.400. Só 0,8% ganha acima de R$ 54.000. É mais fácil ganhar na loteria esportiva que virar um esportista que ganha salário de loteria. Pura engambelação.




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