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07/03/2014 08:05

MG terá primeira usina transformadora de lixo em energia

Mário Sérgio Lorenzetto
MG terá primeira usina transformadora de lixo em energia

A primeira usina que transformará lixo em energia será construída em Minas Gerais

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Perder o bonde da história. Talvez fosse melhor dizer: “perder a usina da história”. Para Campo Grande, a preocupação com o destino do lixo espelha essa frase. Campo Grande relegou ao passado aquele que seria o melhor e mais moderno projeto econômico, social e ambiental para a destinação dos resíduos sólidos. Bonde, Campo Grande nunca teve. Usina, quem sabe?

O fato é que o município de Boa Esperança, no Sul de Minas Gerais, foi o local escolhido para receber a primeira usina térmica do país, capaz de gerar energia elétrica a partir de resíduos sólidos, ou seja, transformar lixo em energia elétrica. A inovação produzirá energia suficiente para atender toda a prefeitura da cidade.

A usina terá capacidade de produzir 24 megawatts diariamente, ultrapassando a marca de 8 mil por ano. A iniciativa é fruto de uma parceria da Furnas Centrais Elétricas, da Innova – empresa especializada em projetos de energia renovável e da UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro). A previsão é de que a usina comece a operar no segundo semestre de 2014. O investimento é de R$ 21,5milhões.

MG terá primeira usina transformadora de lixo em energia
MG terá primeira usina transformadora de lixo em energia

Não se enganem, o que está em jogo na Ucrânia é o gás russo

O novo governo da Ucrânia acusou a Rússia de aumentar a pressão para dominar a região da Crimeia, ao afirmar que os russos haviam determinado que as forças ucranianas se rendessem ou enfrentassem uma invasão. A Rússia negou que tivesse feito o ultimato. Enquanto a Ucrânia acusa a Rússia da tentativa de invasão, a pressão na região só aumenta. Os ministros da União Europeia se reuniram em uma reunião de emergência para discutir medidas de emergência contra a Rússia a menos que o país tire suas tropas da Crimeia, uma região que fica dentro do território ucraniano, mas desfrutando de forte autonomia e com maioria de cidadãos russos. Porém a França e a Alemanha, que dependem do gás russo, negaram o uso de sanções contra a Rússia antes de um diálogo com o país. A Rússia, por sua vez, afirma que está protegendo o interesse de seus cidadãos que moram na região e procura justificar o uso de tropas até a normalização da situação política na Ucrânia.

O ministro das relações exteriores da Rússia, Sergey V. Lavrov, afirmou que as tropas foram dispostas para proteger pessoas de etnia russa de ataques de ultranacionalistas. Com o novo governo de Kiev perdendo a Crimeia e piorando a sua situação econômica, um time de membros do FMI (Fundo Monetário Internacional) agendou uma visita ao país no dia 10 de março para investigar a verdadeira situação financeira dos ucranianos. O governo afirmou que está preparado para realizar uma reforma econômica rígida se for necessário para estabilizar o empréstimo feito pelo fundo.

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Nos últimos dias, a incerteza dos mercados atingiu os dois países

O mercado russo despencou na última segunda-feira e o banco central da Rússia tomou medidas para proteger o rublo após queda de 2,5% perante o dólar. O monopólio de gás russo, Gazprom, que abastece a Europa pela Ucrânia, teve queda de mais de 13% durante o mesmo período. O mercado global também foi atingido pelas tensões na região. As bolsas de valores em todo o mundo ficaram instáveis, eis que os investidores passaram a vender ações de empresas que estivessem expostas à Ucrânia ou à Rússia, e investindo em ações mais tradicionais como títulos dos EUA ou no Iene.

Os mercados de energia preocupam-se com a crise, pois cerca de 80% do gás natural russo destinado para a Europa passa pela Ucrânia. A Europa, por sua vez, é muito dependente deste combustível para as residências e para a indústria, porque a Rússia é responsável por 40% do combustível importado pelos europeus.

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Em resumo – o gás é russo, mas a torneira do gás é ucraniana

Há pouco tempo os russos quiseram aumentar o preço do gás e os ucranianos, insuflados pelos governos da França, Inglaterra e Alemanha, se postaram contrários. E a tensão entre russos e ucranianos começou. O preço do gás natural subiu 6% no mercado inglês e as ações da Gazprom caíram mais de 10%.

Além da questão econômica, a questão cultural também é complicada na Ucrânia, enquanto o oeste do país, voltado para a Europa e onde está situada Kiev, procura autonomia cultural e econômica, o leste, com fortes laços culturais com a Rússia – na Crimeia uma maioria expressiva tem o russo como língua materna e não o ucraniano – é favorável à aproximação do país com a Rússia. Pode até parecer uma tensão da Guerra Fria, mas estamos em 2014, ela não tinha acabado em 1989?

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Tá calor pra Kawaka

A cerveja Heineken escalou um esquimó para o lançamento de sua nova marca com suco de limão. O esquimó ao descer do avião em terras brasileiras recita um novo bordão: “Tá calor pra Kawaka”. Tá calor para esquimó e para brasileiros. Não existe conversa que não passe pelo tema meteorológico e a preocupação do governo federal com os possíveis apagões atingiu o ponto máximo no termômetro do medo de Brasília (DF).

Ainda com a previsão de queda na produção da soja no Mato Grosso do Sul da ordem de 5%, sob os efeitos do intenso calor e de uma pequena estiagem, os preços cotados para os próximos meses são todos positivos. O mesmo vale para o milho, que também tem previsão de pequena alta nos preços até maio. Já o algodão deverá ter alta mais elevada, o mercado está aquecido.

Também a previsão de preços para o boi gordo mostra um pequeno aquecimento no preço da arroba do boi gordo. Tempo frio para o trigo com previsão de com a pior previsão de colheita. Dezenas de navios já estão atracando nos portos nacionais trazendo trigo, especialmente da Argentina. Assim como com a cebola e o feijão que também estão passando por um período “climático” de queda na produção. Para o agronegócio, tá calor pra Kawaka.

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