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20/05/2016 08:03

Nada é mais importante que o verbo confiar neste momento

Mário Sérgio Lorenzetto
Nada é mais importante que o verbo confiar neste momento

Com base na confiança fecham-se grandes negócios. Com base na confiança contratam-se grande quadros. Atribuem-se promoções. Delegam-se responsabilidades. Com base na confiança investe-se e deposita-se dinheiro no banco. Somente com a confiança elegemos nossos candidatos. Na falta de confiança mandamos todos embora.

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Confiar passou a ser o verbo preferido de todos em tempo de crise. Quando há menos dinheiro no sistema capitalista mundial, resta aos humanos agarrarem-se à confiança. Dar provas, transmitir confiança no cotidiano é tudo que se espera de empresários e de governantes.

O verbo confiar ganhou enorme destaque em uma era em que quase tudo é "desconfiável": os indicadores macroeconômicos, os banqueiros e suas práticas menos transparentes, os políticos - à esquerda e à direita - a lista é infindável. Uma pesquisa da Inova Business School mostrou que a característica mais importante para o empresário ou político deixou de ser a "competência" e passou a ser a confiança. Tudo pode ser levado ao desastre, desde que adquira confiança. Tempos diferentes. Os Neros podem incendiar suas cidades e empresas. Sendo "confiáveis", permanecerão no poder.

Nada é mais importante que o verbo confiar neste momento

Era de Aquarius, o fim do Ministério da Cultura na gestão Temer.

Segundo a visão cristã ortodoxa, a Era de Aquarius surgiria para substituir a de Pisces (Peixes). O Peixe é um dos principais símbolos do cristianismo - devido às iniciais de Jesus Cristo, em grego. Assim, a Era de Aquarius seria aquela em que a Terra perderia a influencia de uma religião primitiva por algum tempo. O desaparecimento do tempo em que tudo se dá e nada se cobra. Uma era de profundas transformações.

Nada mais simbólico que a manifestação anti governo Temer acontecida no Festival de Cannes pelos atores e diretor do filme Aquarius. É o fim de uma era. Era de imensa prodigalidade com o dinheiro público. Artistas recebendo muito dinheiro para produzir coisa alguma. O mecenato, em agradecimento ao apoio político-partidário-petista, levado ao paroxismo. Artistas influenciaram parcelas importantes da população para votar em candidatos petistas e tiveram de retorno uma imensa fartura de recursos para suas "artes". Tudo com uma fiscalização exígua. A festa acabou. O mecenato faliu. Após uma década, os artistas terão de produzir arte, terão de criar e atrair o público. Papai-Estado e Mamãe-Estado foram embora e deixaram seus rebentos sem o dinheiro fácil.

Mas há algo maior que a extinção do Ministério da Cultura - as manifestações acontecem pelo Brasil para cada departamento, para cada Ministério que seja eliminado. Uma exigência da população, a diminuição drástica de ministérios e de cargos comissionados, que vem sendo recebida com enorme barulho dos contrariados.

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Morte, aranhas, acidentes de automóveis e... falar em público. Os 4 grandes medos.

Esses os principais medos dos indivíduos. Dos mais tímidos aos mais extrovertidos, há indivíduos de todos os gêneros e personalidades que temem falar em público. A razão que está por trás disso não tem a ver com falta de conhecimento, nem com a ausência de técnicas de discursar, nem com a boa ou má disposição e nem com ser simpático ou antipático. Nada disso.

A grande preocupação que está por trás dos discursos é o "medo do julgamento". Aí reside a chave que elucida e pode ajudar aqueles que temem os discursos. As pessoas vivem demasiado tempo pensando o que os outros pensarão deles. Os que receiam falar em público, segundo os estudiosos do assunto, tem um pensamento dominante que os derruba: " estarão pensando mal de mim?" Assim, pouca valia tem os treinamentos, com professores ou na frente do espelho, a saída é bloquear essa maléfica ideia fixa que assoma o pensamento de muitos. Só um pensamento tão negativo pode por, lado a lado, no mesmo ranking, a morte, as aranhas e a arte de falar em público para dezenas ou milhares de pessoas.

Nada é mais importante que o verbo confiar neste momento

Terra insana, cadastros suspeitos.

Ocorreu no Brasil uma abrupta autoinscrição de imóveis rurais no Cadastro do Incra, entre 2003 e 2014. No período, a área total cadastrada de imóveis pulou de 418,5 milhões de hectares para 740,4 milhões de hectares, dado muito suspeito por representar 7% do território nacional. Esse movimento de cadastramento está fortemente concentrado nos imóveis acima de 10 mil hectares até 100 mil hectares, abrangendo cerca de 3 mil imóveis em todo o Brasil.

Denota forte suspeição de fraude e de grilagem de terras públicas. O IBGE informava, em 2006, que as terras públicas abrangiam em conjunto 23,2% do território nacional - 198,2 milhões de hectares. Também informava que as terras aparentemente devolutas públicas - designadas no cadastro como "outras ocupações" - correspondiam a 36,2% do território - 308,5 milhões de hectares. Obviamente, a soma da terra pública e dos imóveis rurais não pode ultrapassar o tamanho total do território nacional que é de 850,4 milhões de hectares. Houve nesse período - 2003 a 2014 - a formação de uma indústria da grilagem da terra sob o olhar complacente do governo federal?

O cadastro do Incra não serve para avaliar coisa alguma? Mas há outra indagação que não é respondida: qual será o valor do CAR - Cadastro Ambiental Rural - que talvez só seja montado em dezenas de anos? O CAR eliminará o cadastro do Incra (até hoje incompleto e eivado de erros e problemas)? A terra no país sempre teve tratamento de insanidade e seus cadastros continuam sofrendo de grande suspeição. Basta lembrar que "imóvel rural" é um conceito administrativo, autodeclaratório, servindo para pagar impostos e contratar empréstimos em bancos. Há algo que escapa a muitos fazendeiros - inscrição em cadastro não guarda correspondência com registros cartoriais e tampouco comprova direito de propriedade.




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