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18/09/2015 08:18

Não há "almoço grátis", mas o almoço pago "por fora" na legislação eleitoral

Mário Sérgio Lorenzetto
Não há almoço grátis, mas o almoço pago por fora na legislação eleitoral

Legislação eleitoral: não há "almoço grátis", mas o almoço pago "por fora" é mais caro.

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Com a nova-velha legislação eleitoral que está sendo aprovada em Brasília está montado o almoço "por fora". Mas não é apenas a legislação que está determinado o rumo das finanças nas próximas eleições. Há um crescente número de empresários que se negam a trabalhar para os governos. Não aceitam contratos com os governos devido ao crescimento do risco de calote e por receio dos escândalos. A frase mais ouvida entre empresários é: "trabalhar para os governos é para quem está no manicômio". Está desmontando o ambiente moral dos governos.

Tivemos a chance de restringir as despesas de campanhas e a perdemos. O montante a ser gasto nas eleições deveria ser limitado. O pior é a despesa com a televisão. Os candidatos deveriam falar a partir de um cenário comum, sem filmes sobre casas próprias, retroescavadeiras, tubulações, pontes e pobres sorrindo sem nem mesmo saber por que. Teriam de seguir um só roteiro: apresentação do currículo, seus principais valores - família, gay, maconha, Estado ou mercado, aposentadoria...Em seguida viriam as atuais mentiras cognominadas "propostas": como tirarão a Capital do caos. Logo mais apresentariam as críticas aos concorrentes. Também poderíamos criar antídotos à demagogia - novas ideias devem ser apresentadas com uma clara resposta a quem vai pagá-la, de onde sairá o dinheiro. Mas o ceticismo impera. Ainda que todos saibamos que não há "almoço grátis", o almoço "por fora" determinará os rumos das eleições.

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Aumento de impostos é um remédio atrevido.

Vale para qualquer governante. É atrevimento falar em aumento de impostos antes de cortar suas próprias despesas. Todos eles desejam, mas é um remédio atrevido. Eles têm de mostrar o caminho de como isso pode ser revertido nos próximos anos. A União necessita cobrir o rombo orçamentário, o Estado precisa pagar a União e a Prefeitura tem de pagar todo mundo. O governo federal estuda aumento do imposto de renda, da Cide da gasolina e tomar uma parte do ITCD. O governo estadual pensa em aumentar o ICMS de bebidas e cosméticos, além do ITCD. É óbvio que a Prefeitura começará a estudar mais um hiper aumento do IPTU, tal como ocorreu no curto mandato anterior do prefeito que retorna. Todos os aumentos entremeados com anistias.

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O risco da mudança de nome da TAM.

Você tomaria uma Coca-Cola chamada Pingo-Cola, mesmo sabendo que está na garrafa o mesmo produto de sempre? Essa é a dúvida do mercado para a mudança do nome da TAM em 2016. A marca desaparecerá. Ela deixará de estampar os aviões, hangares, material publicitário e uniformes. O novo nome será LATAM, a unificação de TAM com a chilena LAN. Segundo seus executivos, os nomes TAM e LAN eram consolidados demais em seus respectivos mercados para que um único fosse escolhido. Optaram por LATAM, uma substituição vista como arriscada.

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O sucesso da Khan no ensino de matemática e os alunos motivados.

A Khan Academy é um site criado em 2008 pelo norte-americano Salman Khan. Ele reúne mais de 6 mil vídeos aulas e 150 mil exercícios sobre temas que vão de aritmética básica a bioquímica. Tudo de graça. No Brasil, a Khan chegou em janeiro de 2014, pelas mãos da Fundação Lemann, do empresário Jorge Paulo Lemann. A instituição traduz o conteúdo e leva a ferramenta a escolas públicas. Mais de 53 mil alunos de 326 escolas a utilizam, em 1.89 municípios. A Khan permite que alunos com diferentes níveis de conhecimento estudem juntos, como se jogassem fases diferentes de um mesmo jogo. Todavia, os especialistas acreditam que estudar online só funciona para alunos motivados...e esse é o papel prioritário dos professores.

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Peixes desaparecem e número de pescadores cresce. O milagre da multiplicação de pescadores.

Equivalente a um salário-mínimo, o seguro-defeso é pago aos pescadores artesanais durante a fase anual de reprodução de determinadas espécies, quando a atividade da pesca é proibida por três a cinco meses. Em 2014, os pescadores-artesanais eram 883 mil pessoas. E esse número já era uma "criação" de alguém pois o Censo de 2010 dizia que eles eram apenas 275 mil. Para piorar, em 2015 surgiram 491 mil novos pescadores-artesanais. Um milagre que santo algum acredita.

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