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16/03/2016 07:22

No Twitter, polarização política está se esvaziando

Mário Sérgio Lorenzetto
No Twitter, polarização política está se esvaziando

O que se viu nas ruas com manifestantes que protestaram contra o PT, mas também repudiaram representantes do PSDB – o governador paulista Geraldo Alckmin e o senador Aécio Neves – pode ter como explicação uma mudança no comportamento dos brasileiros a partir do fim da eleições até hoje. O Twitter e a Fundação Getúlio Vargas apresentaram um estudo que mostra a diferença substancial entre a grande manifestação de 15 de março de 2015 e a de 13 de março de 2016.

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Entre os dois movimentos, aumentou substancialmente a proporção de pessoas que não estão alinhadas aos polos anti e pró-governo. Nos gráficos em forma de globo, é possível observar um aumento explosivo do grupo independente – representado pela cor amarela – que se utiliza de uma linguagem inerente ao humor e, às vezes, sarcástica. Com isso, os independentes deslegitimaram o debate entre situacionistas e oposicionistas. Isso reflete na verdade um sentimento de rejeição a todos os políticos, a todo o sistema político brasileiro.

Esse fenômeno pode significar a abertura de um novo horizonte de identidade política, não alinhada a nenhum partido ou político eleito. Estamos presenciando apenas o início de um processo cujo desfecho é difícil de prever. Quem capitalizará esse desgaste do mundo político ainda é uma questão em aberto.

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No Twitter, polarização política está se esvaziando

Mais velho, mais sábio, mais feliz.

Dinheiro, por exemplo, costuma ser fortemente associado a felicidade, mas tudo indica que na prática não é assim. Os pesquisadores da Universidade da Califórnia do Sul levantaram a hipótese de que, se a renda de cada habitante fosse aumentada, isso poderia ampliar a felicidade de todos. Essa relação, no entanto, não se confirmou. Ficou constatado que, acima da linha de pobreza, a possibilidade de o dinheiro atrair mais felicidade é bastante relativa.

Além do ponto em que as necessidades básicas são atendidas, mais riqueza não garante acréscimo de satisfação. Mesmo uma vida de intensa estimulação, profundamente agradável, em lugares luxuosos, plena de mimos, não garante a felicidade. Afinal, quanto mais uma experiência prazerosa for repetida, menos satisfação trará ao longo do tempo. Coisas maravilhosas são sentidas assim na primeira vez em que acontecem, mas sua fascinação se dissipa com a repetição. Para quem adora chocolate basta lembrar que a primeira mordida nesse alimento pode te encher de satisfação, mas quem come a quinta barra de chocolate em pouco tempo, a satisfação não se repete.

Muitas pesquisas indicam que ficamos mais alegres à medida que envelhecemos. Um estudo com mais de 340 mil adultos mostra que, o sentimento geral de contentamento e satisfação com a vida, começa se elevar cada vez mais a partir da faixa etária entre 54 e 57 anos.

No Twitter, polarização política está se esvaziando
No Twitter, polarização política está se esvaziando

Uma família é como uma empresa. Gestão e filhos.

Decidir ter filhos não é apenas pensar em dinheiro. É analisar disponibilidade mental, tempo e estrutura familiar. Criar filhos custa dinheiro. É uma verdade inquestionável. Criar filhos pode custar muito ou pouco dinheiro, dependendo das opções de cada família. Mas tem sempre a preocupação de uma poupança para alguma eventualidade. Também é possível acreditar que a maioria dos bens materiais esticam: a casa basta para todos, a roupa dos irmãos ou dos primos está guardada e sempre há algum amigo a quem pedir emprestado. Serve o empréstimo para a roupa, o carrinho, o berço, e tantas outros produtos que são necessários.

Não dá para acreditar no sistema público de saúde. Há de ter algum dinheiro guardado para assegurar os pequenos problemas que quase sempre aparecem após o nascimento do filho. Há um velho adágio que deve ser repensado: "onde come um, come dois". O que come um adolescente não confirma o pensamento popular - a conta do supermercado vai às alturas. Decidir ter filhos é uma tarefa complexa, mas o mais importante é que a criança venha com saúde. O resto vamos resolvendo na montanha russa do dia-a-dia.

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De onde vem sua roupa?

Apesar de se muito se falar em uma invasão de roupas produzidas na China, 85% do vestuário consumido no Brasil é produzido por fábricas instaladas aqui mesmo. Com faturamento de mais de R$ 200 bilhões em 2014, o país é o quarto maior produtor de roupas do mundo. Esse setor da economia gera 1,6 milhão de empregos – 75% da mão de obra é composta de mulheres. Esse é um setor estratégico, não existe uma só diminuta cidade, um distrito ou uma pequena vila em que não tenha pelo menos uma lojinha para vender roupas.

De fato, o setor conta com 160 mil lojas de roupas cadastradas, sem contar outro número elevado das que estão fora da órbita dos governantes, vivendo na informalidade. As lojas de vestuário empregam 1,5 milhão de pessoas e vendeu 6,5 bilhões de peças em 2014. E de onde é originário o algodão para produzir essa montanha de roupas? O Brasil colheu 1,4 milhão de toneladas de algodão em 2015, o país é um dos cinco maiores produtores do mundo. Em alguns estados há problemas na colheita. Ela é conhecida por requerer grande esforço físico da mão de obra. E pior, temos quase 60% de trabalhadores informais no campo, especialmente no Nordeste, quase o dobro do número registrado no trabalho urbano. Pessoas de baixa escolaridade e muito pobres.




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