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10/05/2015 08:23

Novidades: consultas psicológicas pelo celular e uma nova síndrome mental.

Mário Sérgio Lorenzetto
Novidades: consultas psicológicas pelo celular e uma nova síndrome mental.

Consultas psicológicas pelo celular e uma nova síndrome mental.

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A Talkspace montou uma linha fordista de atendimento psicológico. Essa é a maior novidade nesse serviço. A Talkspace é uma empresa norte-americana que conta com mais de 70 mil clientes. Cada um deles paga US$ 25 por semana para ter ao alcance de uma mensagem de celular um analista disponível 24 horas por dia, sete dias por semana. Ou quase isso, a empresa recomenda que só escreva seis dias por semana. Entendem que os pacientes necessitam de algum tempo para a reflexão. A Talkspace conseguiu no fim de 2014 um aporte de US$ 3,5 milhões e conta com uma equipe de mais de 100 psicólogos. A iniciativa coincide com uma crise da terapia convencional no mercado dos EUA. A média de clientes que um profissional atende por dia naquele país é de 2,75. Eram quase 10 nas décadas de 1950 e 1960 e cinco pacientes nos anos 1990. A maior parte dos pacientes da Talkspace tem menos de 40 anos. Além de sigilosa, a consulta por mensagem de texto sai mais em conta. Os pacientes estão economizando algo como US$ 300 por mês. A empresa oferece aos assinantes um número ilimitado de mensagens de seus psicólogos, mas a resposta pode demorar algumas horas. Os psicólogos da Talkspace entendem que a espera faz parte do tratamento. É um "chat" dessincronizado, as mensagens ficam lá, paradas por algum tempo, até o profissional ler, pensar sobre as questões e só responder quando tiver condições.

A terapia por celular conforme faz a Talkspace não alimentaria a nomofobia. Uma das aflições do século XXI, a nomofobia é a síndrome ainda não descrita academicamente mas já tratada em consultórios que consiste no medo de ficar sem celular - o nome vem das primeiras sílabas da frase "no mobile" (algo como "sem celular"). Além da ansiedade extrema provocada pela falta de acesso ao aparelho, os sintomas incluem ouvir um "ringtone" inexistente (os sons de chamada do celular) e sentir uma vibração no bolso vazio. As primeiras discussões levam a crer que a nomofobia não é exatamente como o vício em drogas ou em jogos. Creem que ela possa ser atenuada e não exige que a pessoa rompa com o uso do aparelho para se livrar da compulsão.

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Ainda não entenderam a importância da indústria turística.

Brasil e México estão à frente em termos de viagens e turismo na América Latina, segundo o Índice de Competitividade em Viagens e Turismo de 2015 do Fórum Econômico Mundial que acaba de ser publicado na Suíça. O relatório avalia o potencial para gerar benefícios econômicos e sociais através desse setor em 141 países, dos quais o Brasil ocupa o posto 28 e o México, o de número 30. O dado mais importante do turismo internacional é o de que ele contribui com 9,5% para a economia global. Os números do Brasil mostram que o turismo apresentou uma contribuição total - que inclui as atividades diretas, indiretas e induzidas do turismo - de 9,2% do PIB brasileiro, o equivalente a US$205 bilhões. Os Estados Unidos lideram as receitas do turismo com US$ 1,4 trilhão e em seguida vem a China com US$ 850 bilhões. 

A indústria turística do Mato Grosso do Sul ainda é incipiente. Não foi dada a importância que seu potencial permite. Em um estudo da Fipe - Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas - nenhuma cidade do Mato Grosso do Sul aparece no ranking das 30 cidades mais visitadas do país. Em outro ranking do mesmo estudo, apenas Bonito aparece ocupando uma boa posição: está no posto 14. Esse estudo também permite visualizar a renda das pessoas que sonham em visitar Bonito: 1,7% tem renda entre 0 a 4 salários mínimos, 2,5% com renda entre 4 a 15 salários e 3,1% com renda elevada acima de 15 salários. Bonito tem potencial bastante elevado de atrair pessoas com capacidade de gastar muito dinheiro, fundamental para sua economia.

Novidades: consultas psicológicas pelo celular e uma nova síndrome mental.
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Brincando na escravidão.

As crianças escravas são personagens quase invisíveis nas cenas da casa-grande e senzala da história nacional. Pouco conhecimento existe a respeito delas. Desde a chegada das primeiras famílias portuguesas, as crianças da elite conviviam, já em tenra idade com personagens da escravidão: ama de leite, mucamas, criadas, babás e aias. As regras daquela sociedade impunham certo afastamento da figura da mãe ao filho e até mesmo o ato de amamentar, um dos momentos mais importantes no desenvolvimento infantil, era como tarefa exaustiva que muitas vezes era desempenhado pelas escravas. Anúncios nos jornais da época constatam que era grande a procura por amas de leite.

Devido à violência, as duas infâncias - a branca e a escrava - eram muito curtas. A sociedade estimulava que os meninos brancos se tornassem homens o mais cedo possível. O convívio das crianças brancas com os pequenos escravos era interrompido quando os primeiros cresciam e iam estudar, especialmente na Europa, de onde deveriam retornar graduados em medicina ou direito. Do lado de fora da casa, quando atingiam 7 anos de idade, os filhos dos escravos já podiam ser separados dos pais e vendidos, indo trabalhar em outros locais, dedicando seu tempo ao aprendizado de um ofício. Antes, aos 4 ou 5 anos de idade, eram pajens domésticos e serventes de alimentos à mesa. Nas fazendas, o menino escravo, por volta de 10 anos, já trabalhava como um adulto. Era campeiro e, a cavalo, tangia o gado.

Algumas vezes, os senhores, desejando que seus filhos tivessem companhia para brincar, compravam crianças escravas para distrair seus pequenos e acompanhá-los nas brincadeiras. Essa relação tinha um limite, aos 14 anos, qualquer relação igualitária era evitada senão proibida. Os laços de amizade entre os meninos livres e escravos começavam a se diferenciar desde cedo, muitas crianças brancas "aprendiam a cultura senhorial" brincando com um chicote. Sob chicotadas "de brincadeira" os meninos escravos eram transformados em cavalos de montaria e burros de liteira. Com as meninas não era diferente. Apesar das brincadeiras de compadrio e batismo, comum entre meninas brancas e negras, no universo das pequenas meninas escravas predominava a diferenciação nos brinquedos: enquanto elas mesmas faziam suas bonecas, com retalhos e roupas velhas, sementes e caroços de frutas, as meninas brancas ganhavam bonecas de louça, de olhos azuis e pele clara. Para as meninas da casa-grande era aconselhado o recato. As pequenas escravas se espalhavam pelos quintais e eram encaradas como servas das sinhazinhas. As brancas reproduziam o que viam: davam ordens às pequenas criadas para que alimentassem suas bonecas.

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Os "contratos de zero hora", sem garantias de salário mínimo.

Esse tipo de contrato, que proliferou na Europa da crise, outorga todo o controle ao empregador e deixa o empregado em uma situação terrivelmente instável e mais vulnerável a abusos. Na prática, o empregador não precisa demitir, apenas deixa de convocar o empregado para algum trabalho. Os trabalhadores de "zero hora" precisam estar disponíveis 24 horas por dia, todos os dias da semana e, na maioria dos casos, têm uma cláusula que os impede de ter outro trabalho. Além disso, muitos não sabem que horário terão de trabalhar e quanto irão ganhar. A rede de fast food é uma das campeãs nessa modalidade de trabalho; cerca de 83.000 pessoas, 90% de seus funcionários no Reino Unido, estão submetidos a esse tipo de trabalho. Os trabalhadores tornam-se escravos de seus celulares. Funciona assim: uma empresa necessita de um funcionário e solicita a uma agência de empregos. Esta manda um torpedo para um dos trabalhadores cadastrados e marca o trabalho para o dia seguinte, informando quantas horas trabalhará e quanto receberá. O trabalhador não tem seguro desemprego ou qualquer outro direito comum aos demais trabalhadores
Se para muitos é um dos piores tipos de relação entre empregadores e empregados, para os estudantes é um alívio e uma boa alternativa. Muitos deles, especialmente para os mais qualificados, viram nesse tipo de relação uma saída para suas situações aflitivas de incompatibilidade entre estudar e trabalhar.

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