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05/12/2015 07:05

O Secretário de Educação do Estado de São Paulo, Herman Vooward merece nota zero

Mário Sérgio Lorenzetto
O Secretário de Educação do Estado de São Paulo, Herman Vooward merece nota zero

Secretário de Educação que não conhece luta pelos direitos civis nos EUA, merece nota zero.

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O Secretário de Educação do Estado de São Paulo, Herman Vooward, merece nota zero. Ele desconhece algo que é essencial na educação de qualquer país nas três Américas - a do Norte, a Central e a do Sul: a importância da localização da escola para a população.

No contra fluxo das acusações do tratamento dispensado pelos norte-americanos para com sua população negra, feitas pelos nazistas julgados em Nuremberg (os nazistas se defendiam argumentado que os negros nos EUA eram mais maltratados que os judeus na Alemanha), ocorreu um debate na justiça dos EUA que transformou a educação naquele país e nos demais países americanos. O caso é conhecido como "Brown x Board Education" (Brown, uma menina, contra o Conselho de Educação, em tradução livre). Uma pobre menina negra foi impedida de estudar em uma escola para brancos. O apartheid, a segregação racial nos EUA, era terrível; existiam até banheiros públicos separados dos brancos e dos negros. Não eram apenas as escolas que segregavam, a vida cotidiana - ônibus, sistema de saúde, empregos....a vida era separada pela cor da pele.

Após um difícil debate nas instâncias superiores da justiça, veio a primeira e grande derrota do apartheid, a menina Brown venceu, conquistou o direito de estudar com as crianças brancas na mesma escola. É claro, que tal como no Brasil, um "jeitinho" foi encontrado: com bons subsídios e benefícios governamentais surgiram as "ótimas" escolas particulares nos EUA. Mas a vitória de Brown, que residia nas proximidades da escola dos brancos, foi o caso deflagrador da imensa luta pelos direitos civis. A questão de estudar na escola que fica próxima à residência das crianças conquistaria os educadores dos países de todas as Américas.

O Secretário de Educação do Estado de São Paulo, Herman Vooward merece nota zero
O Secretário de Educação do Estado de São Paulo, Herman Vooward merece nota zero

Os jovens de São Paulo deveriam fazer uma prova com o Secretário de Educação com uma só questão: "O Senhor sabe o que é democracia?"

Herman Voodward deve ter faltado às aulas no dia que explicaram o que é democracia. Ele não sabe que existe debate em uma sociedade que se quer democrática. Para além da questão técnica de onde o estudante deve estudar, se é mais econômico para os cofres governamentais que a organização dos estudantes seja por ciclos (por idade), o maior desrespeito do Herman foi não incentivar a discussão dos métodos e reorganização educacionais que propunha. Herman deveria saber que quem se nega a debater e deseja implantar com bombas, é tão somente um mero ditador. Um pequeno e esquecível ditador que todos esqueceremos brevemente. Aliás, de pequenos ditadores o Brasil está abarrotado e sufocado. Eles pululam em todos os estabelecimentos públicos.

O Secretário de Educação do Estado de São Paulo, Herman Vooward merece nota zero
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Pague a pensão ou fique 4 anos na prisão.

A entrada em vigor do novo Código de Processo Civil, em março, dará força para punir devedores de pensão alimentícia. Se o pagamento for interrompido sem justa causa, o juiz encaminhará o caso para o Ministério Público e o devedor responderá pelo crime de abandono material, com pena de até 4 anos de prisão e multa de até dez salários mínimos.

É bem diferente da atual prisão civil, de no máximo 60 dias (que, depois do tráfico de drogas e pequenos furtos, abarrota as prisões brasileiras). Em geral, os atuais presidiários deveriam ficar em prisões específicas, sem convivência com outros tipos de detentos. Os atuais "canistas" respondem apenas pelos três últimos meses de inadimplência e não podem, depois de liberados, voltar à prisão pela mesma dívida. No novo Código, "verificada a conduta procrastinatória do executado", poderá ser remetido direto para a cadeia.

O Secretário de Educação do Estado de São Paulo, Herman Vooward merece nota zero
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Nosso carro. O compartilhamento de automóveis cresce no mundo.

No começo os automóveis serviam apenas para passeios. Status e liberdade eram conceitos que não estavam ligados aos carros. Esse conceito, o dos carros voltarem a ser usados apenas em passeios, cresce no planeta.
Mas o que mais cresce é o compartilhamento de carros ou como o denominam os povos de língua inglesa - o "carsharing". Entre 2006 e 2014 ocorreu o crescimento de 1.300% no número de usuários do compartilhamento automotivo. Em 2006 eram apenas 350 mil pessoas a compartilharem seus automóveis. Oito anos depois, quase 5 milhões de pessoas compartilham seus carros. Já existem experiências em São Paulo, Rio de Janeiro e Curitiba.

Na mesma pista, a ideia de carro como fator de status entrou em decadência. A pesquisa da Associação Brasileira de Engenharia Automotiva, que ouviu apenas estudantes para entender a relação deles com os carros, mostrou que, se antes ter um veículo estava atrelado apenas ao status, hoje as prioridades são tecnologia e eficiência energética. Para os jovens devemos dar adeus ao diesel e à gasolina, a saída para eles está no etanol e nos carros elétricos. E tem gente que não desapega do diesel e ainda grita por benefícios. Arcaicos.

O Secretário de Educação do Estado de São Paulo, Herman Vooward merece nota zero



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