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28/01/2014 07:50

Obra do Ipea demonstra percepção sobre a produção agrícola de MS

Mário Sérgio Lorenzetto
Obra do Ipea demonstra percepção sobre a produção agrícola de MS

Último estudo do Ipea mostra a posição do MS na produção agrícola

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O Ipea (Instituto de Políticas Econômicas Aplicadas) acaba de lançar um imenso estudo sobre fatores econômicos que promovem o desenvolvimento brasileiro com o título: “Brasil em Desenvolvimento 2013, Estado, Planejamento e Políticas Públicas”. Em três volumes, esse trabalho nos dá uma boa percepção do que ocorre em cada estado da Federação.

Uma das afirmativas do Ipea é a de que a agropecuária em conjunto com a agroindústria é a principal atividade econômica do Brasil. Uma constatação que fere suscetibilidades da industria e daqueles que trabalham com o comércio e em serviços.

Devido a seu grande porte econômico - em 2012 representou R$ 970 bilhões de um PIB (Produto Interno Bruto) de R$ 4,4 trilhões – a agroindústria é uma área na qual o Brasil deveria centrar foco, tornando-a a primeira do mundo. Está é outra posição do Ipea. Também entende que esta interpretação, debatida desde 1970, ajudaria a resolver dois problemas importantes: a baixa agregação de valor aos produtos da agropecuária, inclusive nas exportações e o desenvolvimento desigual da agropecuária no território brasileiro.

Esse desenvolvimento desigual no setor agropecuário tem, de um lado, causas estruturais e, de outro, fatores inerentes às diferenças produtivas nas fazendas.

Obra do Ipea demonstra percepção sobre a produção agrícola de MS
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O pensamento do governo e seus órgãos oficiais sobre as falhas bate?

A falta de infra-estrutura, os limites estruturais dos minifúndios, a educação de baixa qualidade e o baixo nível de financiamento da produção e da assistência técnica estão entre as falhas das políticas públicas. Esta posição do Ipea, um órgão do governo federal, reflete o pensamento médio dos demais ministérios? Difícil de acreditar!

Os estudiosos afirmam, ainda, que o poder multiplicador da agropecuária era em 1989, nos EUA, algo de 10 vezes o valor do PIB agrícola daquele país. Assim, US$ 161 bilhões de PIB agrícola geravam um PIB do complexo agro-industrial de US$1,6 trilhão. No Brasil, essa relação encontra-se em torno de três vezes, o que indica enorme espaço a preencher, exigindo ganhos de produtividade e competitividade.

O setor agrícola, sozinho, responde por mais de 16 milhões de empregos e ocupações, incluindo trabalhadores temporários, em tempo integral, proprietários e parentes de fazendeiros. Na agroindústria são mais 3,2 milhões de pessoas. Ou seja, 34% de todos os postos de trabalhos da indústria de transformação.

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Ipea apresenta os números do crescimento da agropecuária nos Estados e regiões

Assim, diz que entre 1990 e 2011, a região Centro Oeste apresentou a trajetória mais acentuada de crescimento na agricultura, passando de 7% para 20% do VBP (Valor Bruto da Produção Agropecuária) total do Brasil. Vale considerar que o objetivo de VBP é o de medir o aumento ou diminuição da riqueza de um país e, portanto, do nível de bem estar dos membros dessa sociedade. Assim, convencionou-se uma metodologia que foi desenvolvida pelas Nações Unidas e que é adotada com algumas adaptações, pela maioria dos países.

Entretanto, a região Sudeste reduziu sua parcela do VBP de 38% para 33% e o Nordeste de 20% para 15%. A Sul oscilou em tornou de 28% do total nacional. As hipóteses para explicar essas mudanças seriam: o encarecimento da terra e da mão-de-obra no Sudeste. O oposto no Centro Oeste. E o clima, com falta de água no Nordeste.

Por Estados, o maior incremento na participação nacional do VBP ocorreu no vizinho Mato Grosso, com variação de enormes 324% de 1990 a 2010. No mesmo período, o segundo posto ficou com o outro vizinho, o Estado de Goiás que um crescimento de 139%. O Mato Grosso do Sul também se destacou, ocupando o terceiro lugar no crescimento do VBP com 57%.

Obra do Ipea demonstra percepção sobre a produção agrícola de MS
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Sempre fora do ar – a telefonia brasileira

A expansão da banda larga móvel saturou as redes e a paciência dos usuários. Todos querem subir imagens e visitar o Facebook 20 vezes por dia, mas ninguém quer ter uma antena celular perto de sua casa. Quem resolverá a questão?

Gastar uma parcela importante do salário, receber a cobrança de uma chamada que nunca realizou e chamada que sempre cai ou que não completa. Dificilmente será encontrado alguém que não passe por essa experiência. Há um consenso: a desesperante e crescente má qualidade do serviço de telefonia celular.

No Brasil, um mercado com mais de 270 milhões de linhas ativas, só em 2012 foram feitas 172.119 reclamações ao DPDC (Departamento de Proteção e Defesa do Consumidor). Em julho passado, a Anatel proibiu a Claro, Oi e Tim de vender durante 11 dias seus serviços móveis. A Claro é a pior de todas no quesito reclamações, 31 em cada 1 mil clientes. A empresa é seguida longe por dez da Vivo e por nove da Oi. Os números da própria agência.

Eis os totais:

Obra do Ipea demonstra percepção sobre a produção agrícola de MS
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No fim dos anos 1980, viajar significava ficar horas ou dias sem poder ser localizado

Um estado impensável para os que hoje têm menos de 30 anos. Poucos podiam alardear ter um "tijolão" – eram assim chamados os primeiros celulares. O preço médio era de US$ 4 mil. Em 15 anos, a penetração da telefonia celular superou todas as barreiras imaginadas. Serviços como mensagens de texto passaram a ser tão universais quanto o serviço de voz. Tudo isso, junto com a evolução para a tecnologia digital, fez com que os telefones móveis adquirissem um novo significado para os usuários. Já não se trata mais de apenas um aparelho para se comunicar. Passaram a ser diferenciadores de personalidade, como se fossem uma bela roupa ou um corte de cabelo.

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Massividade faca de dois gumes que acarretou maiores exigências para as operadoras

Os especialistas concordam que o mesmo usuário que exige melhor qualidade dos serviços é um dos obstáculos para melhorar a infraestrutura. Parece evidente para todos que, quanto mais antenas, melhores deveriam ser as comunicações. Por estarem mais próximas umas das outras, tornariam a conexão melhor. Poucos, todavia, estão dispostos a ter uma antena por perto devido ao temor de que as ondas radioelétricas provoquem câncer.

Nem a OMS (Organização Mundial de Saúde), nem os mais de 10 mil estudos que existem sobre o irreal perigo foram capazes de derrubar esse mito em torno da instarão dessas antenas. No Chile, o absurdo é tão grande que estão implantando antenas disfarçadas de árvores.

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A Copa do Mundo será uma prova de fogo para a telefonia celular

Muitos estimam que o pontapé inicial para a Copa do Mundo de Futebol será um momento significativo para avaliar quanto ou quão pouco se avançou em destravar o mercado de telefonia móvel. O governo de Dilma Rousseff desembolsou US$ 100 milhões na implementação de redes 4G e melhorias na banda larga. Será suficiente para que 100 mil pessoas subam fotos, vídeos e postagens ao mesmo tempo dos estádios?

A grande prova de fogo ocorrerá em 2020. Nessa data será fechada o que os técnicos denominam de lacuna digital - a exigência de US$ 370 bilhões em investimentos das telefônicas na América do Sul. Elas colocarão essa montanha de dinheiro em cima da mesa? Parecerá um milagre. O outro milagre é aguardar o dia em que os usuários conseguirão discar um número sem que sua chamada fique presa, talvez em uma "nave alienígena".

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Como profissionais de venda, mulheres ganham dos homens, mas há conselhos para eles

Professor da FGV e especialista em Marketing e Vendas Cláudio Tomanini aconselha os homens a assumir a parte feminina para melhorar o desempenho em networking e vendas.

Visão periférica: característica feminina desenvolvida para proteção da prole e que, no campo das vendas, auxilia na identificação de oportunidades otimizando tempo e contato com o interlocutor;

Delicadeza e atenção: prestar atenção aos detalhes as torna flexíveis e vendedoras imbatíveis;

Emoção: não ter medo de demonstrar e, depois disso, usufruir dos resultados. O cliente precisa entender que não é alvo de uma simples transação comercial, mas de um elemento que proporciona experiência. Essa é uma das chaves da fidelidade do cliente.

Empatia: como precisou desenvolver a compreensão das necessidades familiares – como na maternidade ao compreender o que o filho necessita – elas conseguem ler as entrelinhas e a linguagem corporal com mais facilidade. Por isso, consegue se alinhar mais rapidamente e objetivamente com o cliente durante a venda e se conectar com suas reais necessidades.

Saber ouvir: há o mito misógino que mulheres falam mais. A verdade que escutam mais e essa é uma condição básica para venda. Saem na frente porque demonstram interesse e disposição em conhecer as necessidades do cliente.

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Se sem copa os celulares não funcionam, na Copa é que não vai funcionar mesmo.
 
Pedro Ribas em 28/01/2014 09:44:57
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