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04/03/2015 10:05

Os números desnudam a ineficiência e a má gestão da prefeitura de Campo Grande

Mário Sérgio Lorenzetto
Os números desnudam a ineficiência e a má gestão da prefeitura de Campo Grande

Se as palavras contam a má gestão da Prefeitura da Capita, os números desnudam a ineficiência

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As críticas aos desastrosos dois últimos anos da administração pública campo-grandense florescem em todos os segmentos sociais e bairros. São adjetivos nada lisonjeiros ao prefeito e sua equipe, bem como aos vereadores. São os responsáveis, direta e indiretamente, pela decadência da cidade.

Pior que as palavras são os números. As despesas dos vários setores da administração de Campo Grande, quando comparadas com a média dos outros municípios brasileiros, desnuda o desconhecimento da organização e administração.

Comecem a ficar chocados com a saúde. Campo Grande gasta 37,1% do dinheiro que arrecada com a saúde, enquanto a média nacional é de 30,6%. Como? Campo Grande gasta acima da média? Sim. Esta é a verdade.

A Prefeitura da Capital gasta bem mais do que a média dos municípios e apresenta um serviço que pode ser classificado entre ruim e péssimo.

Infelizmente as dores não se circunscrevem apenas à saúde pública. Gastam 23,44% da arrecadação com educação enquanto a média nacional é de 18,94%. Esse é o melhor serviço que a administração apresenta desde há décadas.

Todavia, a atual gestão não conseguiu elevá-lo ao patamar do ótimo desejável; quando muito, é um bom serviço. No item urbanismo, a despesa é inferior à média dos municípios; a despesa é de 7,41% e os demais municípios brasileiros apresentam a média de 11,42%.

No quesito transporte há uma imensa despesa que não aparece - 8,37% em Campo Grande e 1,39% de média nacional.

Eles também não querem saber de ter grande despesas administrativas, é apenas burocracia no entendimento dos burocratas. Não inovam, não atendem bem ao público - apenas 6,99% contra 17,58% nos outros municípios.

Também são um tanto avessos às despesas com gestão ambiental - apenas 1,8% contra 2,52% de média nacional.

O mesmo quadro se repete na assistência social - a despesa é de tão somente 1,33% nesse item fundamental, enquanto a média nacional está em 2,6%.

Novamente há repetição com no item habitação - ridículos 0,67% de despesas contra 2,27% na média nacional.

A cultura recebe apenas 0,42% na prefeitura de Campo Grande, enquanto a média dos demais municípios do país essa despesa é de 0,95%.

Para finalizar, um número difícil de ser explicado: a previdência gasta 8,54% enquanto a média nacional é de 3,09%, onde estariam tantos aposentados?

Os números desnudam a ineficiência e a má gestão da prefeitura de Campo Grande
Os números desnudam a ineficiência e a má gestão da prefeitura de Campo Grande
Os números desnudam a ineficiência e a má gestão da prefeitura de Campo Grande

Os Indicadores Gerenciais também demonstram a ineficiência da prefeitura de Campo Grande

O primeiro indicador é a "Receita Tributária Per Capita", isto é, quanto cada cidadão da capital paga de imposto como média. É um número muito elevado: cada pessoa paga R$ 739,60.

O próximo número também é ruim - o "Resultado Fiscal" mede o percentual que a prefeitura consegue economizar ou que gastou a mais frente a receita total.

Campo Grande gastou 0,89% a mais do que arrecadou. Facilitando o entendimento: para cada R$ 100 que arrecadou, gastou quase R$ 101.

Nos indicadores fica transparente as dificuldades administrativas. Reza os bons códigos da administração pública que ela deve ter despesas equilibradas entre a prestação de serviços e os investimentos.

No entanto a prefeitura gastou R$ 2.304,90 na área de serviços por pessoa (e eles não aparecem) e tão somente investiu por pessoa R$ 326,90.

Todas as administrações que Campo Grande elegeu, até a comandada por André Puccinelli, foram ciosas quanto ao endividamento bruto.

A partir de então ocorreu uma explosão do "Endividamento Bruto", que mede o percentual entre receita orçamentária e de operações de crédito, precatórios, obrigações a pagar em circulação, obrigações legais e tributárias. O percentual atual do endividamento é de 15,45%. Outro absurdo inqualificável.

Os números desnudam a ineficiência e a má gestão da prefeitura de Campo Grande
Os números desnudam a ineficiência e a má gestão da prefeitura de Campo Grande

Quando se paga em amendoins, só se consegue macacos

A antiga máxima de pagar em amendoins, pagar pouco, está começando a tomar força no país. A alternativa correta e lucrativa é pagar bem e conseguir os melhores profissionais.

Só com uma boa oferta se consegue ir buscar os melhores, ou, quando já os temos ao nosso lado, o bom trabalho tem de ser valorizado. Da mesma forma que o trabalho medíocre não deve sê-lo. As progressões automáticas são um erro comum na iniciativa privada e nos serviços públicos.

Com essas progressões, o sinal que se transmite é o pior possível: faça o que fizer, terá aumentos, benesses e regalias. É um grande incentivo apenas para se recostar na cadeira e passar o dia jogando no computador.

Cada governante ou administrador deveria ganhar um calendário e descobrir que já vivemos 15 anos no século XXI, em que o avanço tecnológico lhes dá condições de transformações em seus trabalhos. Substituir homem por máquina é um dos maiores dilemas dessa nova sociedade.

Centenas de profissões estão se tornando obsoletas. E insistem em preservar as mesmas condições do século passado, pagando em amendoins.

Os números desnudam a ineficiência e a má gestão da prefeitura de Campo Grande
Os números desnudam a ineficiência e a má gestão da prefeitura de Campo Grande

A ideia roubada ou Síndrome da lagarta-borboleta

Quando uma mulher faz uma sugestão, ela é posta de lado, ignorada, como se faz com uma lagarta no caminho. Então, um colega homem percebe o potencial daquela ideia, a traz à tona novamente e ele é tratado como um gênio.

A mesma ideia que é ignorada na voz de uma mulher é supervalorizada na boca de um homem. É a ideia roubada ou Síndrome da lagarta-borboleta.

É um dos padrões que foram identificados recentemente em uma pesquisa realizada pela Universidade Harvard (EUA) que entrevistou 127 executivas e 93% delas afirmaram que passaram pelo menos uma vez por esse tipo de preconceito.

As outras duas atitudes recorrentes no mundo do trabalho identificadas pela pesquisa foram o "Prove novamente" e o "Corda Bamba". No primeiro, as mulheres são obrigadas a fazer muito mais que os homens para adquirirem as mesmas condições e o mesmo status. Elas só são promovidas pelo desempenho comprovado em muitos trabalhos e eles apenas pelo potencial.

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