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06/12/2014 08:45

Para qual dos diversos partidos migrará o clã dos Trad, se sair do PMDB?

Mário Sérgio Lorenzetto
Para qual dos diversos partidos migrará o clã dos Trad, se sair do PMDB?

Em qual partido se encaixam os Trad?

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O clã dos Trad está arrumando as malas para sair do PMDB. Dois componentes desse grupamento, Marcos Trad e Paulo Siufi, já anunciaram a migração. Estão insatisfeitos com o companheirismo que não construíram dentro da sigla partidária. A quase totalidade dos peemedebistas também está insatisfeita com seus discursos e ações. Há um divórcio anunciado e desejado pelos dois lados. Só resta uma indagação a ser respondida: para qual partido migrarão? A resposta os conduz de volta ao PMDB, ainda que todos se quedem insatisfeitos. Explica-se: de acordo com a legislação eleitoral em vigor, um político só pode migrar de seu partido atual para um partido novo. Existem duas formas de organizar um novo partido: pela fusão de partidos atualmente em funcionamento e coletando assinaturas de eleitores para organizar um novo partido.

O Brasil tem hoje 32 legendas autorizadas a participar de processos eleitorais. Além desses 32 partidos, 21 novos partidos entraram com solicitação junto ao TSE para serem criados e, entre eles, somente cinco têm alguma viabilidade organizacional para disputar as eleições municipais de 2016. Esses são números brasileiros.

Para qual dos diversos partidos migrará o clã dos Trad, se sair do PMDB?
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Siglas para todos os gostos e credos

No Mato Grosso do Sul, 19 solicitações foram feitas para a criação de novos partidos, dois deles ainda não apareceram em nosso território. Há novas siglas para todos os pensamentos e ideologias, Partido dos Aposentados, Partido Cristão, Arena (ressuscitando a famigerada sigla que deu sustentação ao regime militar), Partido Ecológico Cristão, Partido da Educação e Cidadania, Partido Militar Brasileiro, Partido da Mulher Brasileira, Partido Universal do Meio Ambiente (PUMA) e a Rede Sustentabilidade. De todos eles, apenas a Rede seria alvo de interesse do clã dos Trad.

Pesa contra a migração anunciada a ausência de pensamentos que os congregue. Também pesa contra essa decisão a comprovada ineficiência dos membros da Rede para organizar seu partido, neste momento não se aproximarem da coleta de 32 mil assinaturas

de eleitores obrigatórias para o surgimento dessa nova sigla. Não estão em boa comunhão no PMDB, mas nada indica que conseguirão um acordo razoável em uma nova sigla e o risco de não terem contempladas suas candidaturas é grande. Será que após tantas desavenças conseguirão construir um novo relacionamento dentro do PMDB?

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Gladiadores: o grande espetáculo de Roma

Uma enorme arena. A maior que já havia sido construída. Abrigava 50.000 espectadores. Esse era o Coliseu de Roma onde se promoviam os espetáculos dos gladiadores.

Mas, a história não é bem assim. Não começa assim. Inicialmente, as lutas entre os gladiadores era um ritual religioso, funerário. As oferendas de sangue, que saia dos corpos dos lutadores, serviam durante os funerais de pessoas importantes e ricas para auxiliar o falecido nos trâmites para um novo mundo, o dos mortos. Os romanos eram um povo muito supersticioso, acreditava em muitos fantasmas que prejudicavam o caminho dos mortos até sua nova morada. E as lutas entre os gladiadores se davam apenas no âmbito familiar. Logo, foi parar nos cemitérios com a mesma ideia.

Somente no ano 264 antes de Cristo que as primeiras lutam se tornam públicas. Os primeiros espetáculos se deram em um mercado de carnes. E virou um entretenimento. Mas não um mero entretenimento. Roma era uma sociedade de guerreiros e passou a utilizar os gladiadores como um espetáculo educativo. Era o esporte nacional dos romanos. Nessa época os gladiadores eram condenados que pagavam por algum crime em combates usando apenas uma espada, sem escudo de proteção. Saiam deles cortados ou, uma minoria, mortos.

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As mentiras de Hollywood

O gesto típico de soberanos ou dos espectadores dos espetáculos de gladiadores de posicionar o dedão para baixo ou para cima, decretando a morte ou a vida para os gladiadores é uma invenção de Hollywood. Nunca existiu. Em verdade o público gritava ou balançava suas bandeiras determinando a vida do gladiador derrotado. Quando desejava a morte fazia o gesto que ainda usamos de passar a mão em torno do pescoço, gesto de degolar.

Os combates não eram tão violentos como Hollywood nos quer fazer acreditar, em muitas ocasiões saiam ambos vivos. Existiam árbitros que usavam varas para separar os contendores e eram economicamente anti-rentáveis uma vez que, para cada morto, os organizadores tinham de pagar grandes quantias para as escolas de gladiadores (ludus). Nas escolas, eles levavam uma boa vida. Dispunham de ditas similares a dos nobres e dos melhores médicos existentes. Aprendiam técnicas de luta e como conquistar o público, que eram os jurados de suas vidas.

Não só lutavam escravos e criminosos, mas também profissionais de luta e mesmo alguns imperadores como Nero e Cômodo. Vale esclarecer que também existiam mulheres gladiadores que lutavam com os peitos desnudos. Para elas, a morte era proibida. E, mais interessante, também existiram os batalhões de gladiadores homossexuais - os tunicatus.

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Xiítas versus sunitas: o Corão na ponta das lanças

Novamente, o Iraque foi convertido no cenário da luta entre sunitas e xiitas, as duas grandes correntes do Islã. Em seu avanço para Bagdá, o Exército Islâmico do Iraque e Levante - EIIL, que pertence à comunidade sunita, ameaçou exterminar a população xiíta e destruir os santuários de Kerbala e Nayaf, os lugares santos para esta corrente minoritária do Islã. Este confronto que colocou o país árabe mais uma vez na fronteira da guerra civil, é mais um dos choques entre essas comunidades islâmicas, que vivem em um clima de competição e tensão que se originou em 632, há quase 14 séculos, com a divisão entre os fiéis após o falecimento do profeta Maomé.

O falecimento de Maomé deixou órfã uma população islâmica que então integrava umas cem mil pessoas. Além disso, o mensageiro de Deus, que é como como é conhecido entre os mulçumanos, morreu sem deixar amarrado quem haveria de ser seu sucessor. Todos os seus filhos homens haviam falecido, por isso não havia um herdeiro. Assim, a maioria ficou com Abu Bakr, uma das pessoas mais próximas de Maomé. Ele assumiu o posto de califa, isto é, de líder político da comunidade. Seus partidários asseguravam que, em seu leito de morte, Maomé o designara sucessor.

Todavia, um pequeno grupo afirmava que a comunidade devia ser liderada por Alí, o primo de Maomé, que estava casado com sua filha Fátima. Alí havia sido um dos mais leais seguidores do Profeta depois de sua revelação e havia mostrado que era um valoroso guerreiro, além de ser um bom secretário e diplomata.

A divisão estava gestada Os que apoiaram Abu Bakr, a maioria, acabaria séculos depois sendo denominados sunitas, seguidores da "suna", termo que equivale à "tradição deixada pelo Profeta". Por outro lado, os seguidores de Alí foram denominados "xiís", palavra procedente da expressão Shiat Ali, "partidário de Alí". Desde aquela época, ambas facções têm uma conotação essencialmente política - a luta pelo poder. Em uma de tantas batalhas cada lado carregava o Corão na ponta das lanças. E continua a carregar na ponta dos fuzis.

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