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26/06/2015 08:15

Pisar no freio é a única política implementada pelos governantes para o trânsito

Mário Sérgio Lorenzetto
Pisar no freio é a única política implementada pelos governantes para o trânsito

O Brasil é um dos países que mais matam no trânsito. Pisar no freio é a única política implementada pelos governantes.

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A tragédia nas estradas e avenidas já é a segunda causa de morte violenta, fica atrás apenas dos homicídios. Não é para menos, em 2001 existiam 24,5 milhões de automóveis trafegando no país, em 2012, passaram a mais de 50 milhões. Aumento estratosférico de 104%. O crescimento do número de motos é ainda mais avassalador - de 4,5 milhões em 2001 para 20 milhões em 2012. Aumento inimaginável de 339%.

O país todo debate a mobilidade urbana pensando exclusivamente em construções - metrô, trem, BRT (Bus Rapid Transit) e VLP (Veículo Leve sobre Pneus). As possibilidades das obras almejadas pelos prefeitos e governadores aproxima-se do zero. Por outro lado, engajar a sociedade em processos de mudança nem sempre é fácil. Principalmente se as mudanças almejadas tocarem em pontos sensíveis como a comodidade de entrar em um carro, ir onde se queira, sentado confortavelmente, ouvindo música, sem passar frio ou calor. Os políticos não admitem, mas estes são os maiores desafios das cidades médias e grandes brasileiras. Sempre houve e haverá resistência a mudanças drásticas que pensem em inibir o uso do carro próprio.

O raciocínio dos governantes é simplista (pragmático, dizem eles): se não conseguem inibir o uso do carro e não existe dinheiro para as construções sonhadas, organizam a política de pisarmos no freio. O pisar nos freios, sermos multados por "excesso de velocidade", está se tornando a única política adotada pelos governantes. Além de restringir o número de mortes nas avenidas e estradas, auferem exorbitantes recursos para os cofres públicos.

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BNDES divulga ganho de R$ 6 bilhões com o JBS.

O BNDES divulgou, pela primeira vez, os resultados de seu empréstimo à JBS. O banco estatal afirma que os efeitos de seu investimento foram positivos pois permitiu a internacionalização de produtos brasileiros, a redução de abates clandestinos de gado e melhores práticas socioambientais por parte dos fornecedores para o frigorífico. Entre 2007 e 2009, o BNDES investiu R$ 5,6 bilhões na compra de parte da JBS. Hoje, se o banco vendesse as ações que ainda tem em sua carteira, poderia embolsar cerca de R$ 11,5 bilhões, um lucro de quase R$ 6 bilhões.

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Lula no confessionário? Bem-vindo ao inferno.

Lula se reuniu com membros da Igreja Católica em seu instituto. Presentes o bispo de Mogi das Cruzes e das pastorais da Terra, Operária, Imigrantes, da Rua, Carcerária e da Criança e Adolescente. Também esteve na reunião o pastor da Assembléia de Deus de Mogi das Cruzes. O bispo D.Pedro Stringhini afirmou que "é importante reconhecer o senhor e os avanços em seus oito anos de governo. Mas, diante da crise atual, esse esforço tem de ser continuado". Entre os debates públicos mais preocupantes, o bispo ressaltou a proposta de redução da maioridade penal de 18 para 16 anos.

Entre críticas a parte do setor privado brasileiro, em especial bancos e instituições financeiras, o padre Julio Lancelotti, da Pastoral do Povo da Rua, ressaltou que "pagamos o preço por crescer economicamente, mas não humanamente". "Os sintomas disso são o individualismo, o ódio. A última encíclica do Papa critica também os bancos, o capitalismo, esse sistema que causa muita destruição. Precisamos de mais rebeldia contra o sistema, e buscar alternativas".

Todavia, a questão que levou a reunião às manchetes da imprensa nacional foi a análise feita por Lula de que ele, Dilma e o PT estão no "volume morto". Referência ao último estoque de água da represa paulista no verão passado que indicava uma aterrorizante falta desse insumo da vida, Lula afirmava que todos eles estão no "fundo do poço" na política nacional. Na represa falta água, nas eleições faltarão votos para os petistas. Lula irritou-se com os clérigos atribuindo a eles o vazamento da análise da situação petista. Lula pensou que estava no confessionário? Bem-vindo ao inferno que nos meteram.

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Você tem coração quente?

A ideia de ter um coração-fornalha, um coração que esquentava o sangue, vem desde a Idade Media. Acreditavam que o sangue era formado no fígado pela ação dos alimentos e depois ele viajava para o coração, onde era aquecido antes de sair pelas veias. Tudo errado. Quem descobriu o verdadeiro papel do coração, o de uma bomba, foi um médico inglês denominado William Harvey, em 1628.

Harvey quase foi à falência por suas teorias. Foi acusado de charlatanismo pelos seus colegas. A maior descoberta médica de todos os tempos, o funcionamento do coração, foi feita por uma observação minuciosa realizada por Harvey. Ele chegou à conclusão de que o papel do coração não era o de uma fornalha e, sim, o de bombear o sangue para as artérias, olhando as válvulas. As válvulas já eram conhecidas e descritas (Girolamo Fabrizio, um anatomista italiano as havia descrito quase um século antes), mas ninguém compreendia como o sangue viajava das artérias para as veias. Harvey elucidou o enigma mesmo sem usar o microscópio. Ele afirmou que isso acontecia através de minúsculos vasos, tão pequenos que ele não podia enxergar. Ele estava certo. Mas viveu o resto de seus dias em precárias condições por ter emitido uma ideia tão "ousada". A ousadia sempre foi perigosa quando enfrenta o conservadorismo de um grupo social.

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Rico dorme na pedra, pobre em almofadas.

Dormir é uma necessidade fisiológica e a cama é mais antiga do que pensamos. A primeira cama descoberta está fazendo 77 mil anos. São restos de um colchão costurado à mão, tecido com folhas e juncos. Essa cama foi encontrada por arqueólogos na África do Sul. Na Escócia também encontraram uma cama datada de 5 mil anos. É uma cama elevada esculpida em pedra. Dormir em cima de pedra nos parece uma péssima ideia, mas nem sempre o humano pensou assim: no Egito, a nobreza preferia camas que se inclinavam para baixo ou se curvavam no meio. Estranhamente, para os humanos do século XXI, enquanto os pobres dormiam em pilhas de almofadas, os ricos egípcios descansavam a cabeça em travesseiros curvos esculpidos em madeira, marfim ou pedra. Essa prática servia para proteger seus penteados muito elaborados e cheios de enfeites da desarrumação de uma noite de sono. Todo sacrifício em nome da vaidade. Tal como hoje.

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