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27/02/2015 07:48

Planos de saúde 18% mais caros. Preparem os bolsos para mais esse novo aumento

Mário Sérgio Lorenzetto
Planos de saúde 18% mais caros. Preparem os bolsos para mais esse novo aumento

Preparem os bolsos para mais um aumento: os planos de saúde proporão reajuste de 18%. Também discutem novos modelos.

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Os planos de saúde proporão neste ano um reajuste médio de 18% para os convênios médicos. De acordo com a consultoria Aon a proposta é uma das maiores do mundo (média de 10%). No Brasil, há quase 34 milhões de usuários. Variação do dólar por causa de equipamentos e medicamentos importados, falta de leitos hospitalares e por causa do descontrole na utilização dos convênios - esses seriam os agentes causadores do pleito de 18% de acordo com seus administradores. Eles insistem na tese de que em outros países os usuários têm mais cautela para acionar os planos de saúde uma vez que seu histórico de utilização é o fator determinante do reajuste.

Diante dos custos elevados dos planos de saúde, as empresas estão buscando alternativas para reduzir despesas. Estão em pauta a coparticipação dos funcionários com uma parcela dos custos e o mais interessante: estão montando e incentivando programas preventivos e de uma vida mais saudável. A dor no bolso acabando ou postergando a dor no corpo. É importante ressaltar que os 18% serão pleiteados, ainda não é definitivo.

Os administradores dos planos de saúde começam a discutir modelos existentes em outros países devido aos altos custos que afirmam ter. Hoje, o sistema mais comum no país prevê a remuneração antecipada com base na expectativa dos gastos futuros. Um jovem paga pouco e uma pessoa idosa, paga mais, é a base do raciocínio. Nosso modelo também funciona como um seguro de modelagem antiga: pague primeiro pelos danos que poderão ocorrer no futuro. A alternativa que estão colocando em debate é denominada de "stop loss" (pare com a perda). Ela é comum no mundo das bolsas de valores. Por exemplo: se você comprar uma ação a R$ 100 e acredita que se ela cair a R$ 95 poderá cair ainda mais, você pode cadastrar uma ordem stop loss em sua corretora. Se a cotação de sua ação cair a menos de R$ 95, sua ordem stop loss dispara uma ordem de venda da ação automaticamente. Para o mundo dos planos de saúde o raciocínio é o mesmo. Você contrata um plano por R$ 100 e prevê que seus gastos poderão ultrapassar R$ 105, a despesa extra é paga ao plano. O stop loss possibilitaria um custo mais brando do plano, com um reajuste mais módico. Se você adoecer e gastar mais do que previsto, pagará a diferença.

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Uma novidade na declaração do Imposto de Renda

O prazo de entrega da declaração vai de 2 de março até 30 de abril. A novidade na declaração deste ano é a possibilidade de se fazer um rascunho com as informações coletadas ao longo de 2014. O aplicativo Rascunho IRPF, disponível para computadores e celulares, permite o preenchimento prévio de algumas informações necessárias à Declaração de Ajuste Anual do Imposto Sobre a Renda, exercício 2015, mas sua utilização é opcional.

As informações salvas no rascunho não constituem uma Declaração IRPF 2015. Também é possível começar o rascunho em um celular e continuá-lo no computador e vice-versa.

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Empregador doméstico e empresas do Simples terão de fazer o e-Social

As empresas estão tendo agora uma noção maior do que será exigido pelo temido e-Social. O sistema obriga as empresas a prestarem informações, em tempo real, sobre obrigações fiscais, previdenciárias e trabalhistas. Está disponibilizada no site do e-Social a versão que entrará em vigor.

O sistema deverá ser obrigatório para os empregadores domésticos, empresas do Simples e microempreendedores individuais. Esse grupo terá um tratamento diferenciado, simplificado e favorecido. O cronograma com os prazos oficiais de entrada em vigor do e-Social será publicado em março.

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