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01/03/2016 08:23

Política aposentada libera pesquisa eleitoral na Capital

Mário Sérgio Lorenzetto
Política aposentada libera pesquisa eleitoral na Capital

Um grande partido de Campo Grande já colocou o trem de campanha em movimento. Os primeiros preparativos para organizar seu comitê tiveram início na semana passada. A ação é coordenada; ao mesmo tempo que montam a infraestrutura do comitê, convenceram uma proeminente política aposentada a liberar seu nome para constar em pesquisa eleitoral que já está nas ruas. Conforme o resultado que a pesquisa encontrar, tudo será diferente.

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A nova reforma da Previdência e os rachas no PT.

É importante recordar que um racha importante no PT foi ocasionado por uma reforma previdenciária. No início da gestão Lula, em 2003, a cobrança previdenciária dos inativos foi a certidão de nascimento do PSOL. Mas também é honesto afirmar que esse cisma nada significou para o PT, o PSOL não cresceu e nem apareceu. Continua tão desimportante quanto no momento de sua criação.

A nova aposta governamental é de uma reforma previdenciária que restabeleça a importância da idade mínima para a aposentadoria. As mil e uma lambanças de Brasília fizeram com que as mulheres aposentassem aos 52 anos (idade média) e os homens aos 55 anos. Somente 13 países no mundo ainda sustentam a prática do tempo de contribuição. Tudo piorou com a aprovação tresloucada da oposição ao governo federal do fim do fator previdenciário e a negociação que o governo fez da fórmula 85/95. As despesas previdenciárias de médio e longo prazo se tornarão inexequíveis.
A teoria, que não é da conspiração, em Brasília, é de que as mudanças preconizadas pelo governo Dilma remeterão a uma saída de muitos parlamentares do PT para outros partidos. A ideia dos governantes seria dar a largada para um período de transição, que ficaria sem partido, mas governando. Um governo Dilma que conversaria bem com os tucanos e demais oposicionistas. A leitura complementar do governo é a de que os tais "exércitos de Lula" não passam de "exércitos de Brancaleone" (dignos de riso). Também demonstraria que quem está organizado não consegue se movimentar. E quem se movimenta, ainda que minimamente, parece não seguir comandos organizados.

Política aposentada libera pesquisa eleitoral na Capital
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A crise derrota os jovens.

A crise pode ser expressa por números. Pobre, inflação ou qualquer outro. Mas a face oculta e hedionda da crise ainda não foi estudada por nenhum economista: ela está na derrota dos jovens, no abandono das esperanças nos estudos.
Uma das maiores conquistas brasileiras dos últimos anos se deu nas famílias que, pela primeira vez, a primeira geração, conseguiu colocar seus filhos na faculdade. As famílias deixaram de necessitar da mão de obra dos filhos, pai e mãe passaram a perceber salários razoáveis e puderam retirar seus filhos do trabalho. Também, com o auxílio dos financiamentos governamentais, os jovens conseguiram "pagar" a única faculdade que lhes é oferecida pelo Brasil - a privada. A faculdade pública, ainda que tenha melhorado, pertence à classe média e aos mais ricos.
Se esse cenário de recessão continuar, os jovens que tiveram condições de entrar no mercado de trabalho após a faculdade, terão que abandonar os estudos para trabalhar e ajudar a família. Enquanto isso, os políticos se divertem...

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Febre dos coquetéis com bebidas destiladas ameaça império da cerveja.

A cerveja "deixa cheiro"; esse é o argumento dos jovens que estão migrando da bebida alcoólica mais comprada no mundo para os coquetéis feitos com destilados. Apesar da mania da cerveja artesanal, em 2015, pelo sexto ano consecutivo a cerveja perdeu mercado para os destilados na receita total obtida com bebidas alcoólicas nos Estados Unidos. A participação de mercado da cerveja nos EUA caiu de 56% (ano 2.000) para 48% (2015). Já a dos destilados subiu de 29% para 35% no mesmo período e a do vinho saiu de 16% para 17%. Os destilados, antes párias no mundo do álcool, ganharam popularidade devido ao renascimento dos coquetéis com bares especializados, a volta da publicidade na TV e jovens consumidores flexíveis, que alternam entre cerveja, uísque, vinho e, agora, os coquetéis. Eles não são leais a um tipo de bebida.

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