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18/10/2016 07:05

Por quem dobra a gorda Antonia e o pontual Francisco?

Mário Sérgio Lorenzetto
Por quem dobra a gorda Antonia e o pontual Francisco?

Muito diferente era a Campo Grande de poucos anos atrás. Entre a cidade e o campo imperava um nítido contraste. A cidade não se estendia em subúrbios de casas humildes. Ao contrário, era compacta. O vulto altaneiro das igrejas dominavam a silhueta da cidade. Havia um enorme contraste entre a luz e a escuridão, bem como entre o silêncio e o ruído. A Campo Grande moderna praticamente desconhece a escuridão e o silêncio profundos, assim como o efeito de uma lamparina solitária ou de uma voz distante.

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Havia um único e inconfundível som que vencia sempre o clamor da vida agitada: o dobrar dos sinos. Anunciavam o luto, a paz, a desordem e a alegria. Eram conhecidos por apelidos um tanto óbvios. O da igreja de Santo Antônio, na Calógeras, era a "gorda Antonia". O do final da 14 de julho, que emoldurava a ainda belíssima igreja, recebia o apelido de "pontual Francisco".
Conhecia-se o significado dos toques. Ninguém era indiferente a esses sons, a despeito de seu uso excessivo.

Também as procissões exerciam um efeito profundamente comovedor. Em tempos de medo, elas eram frequentes. Todos participavam ou assistiam. Muitas vezes aos prantos.
Mas, por quem dobrava a gorda Antonia e o pontual Francisco? Dobravam pela proteção dos campo-grandenses. Era quase uma oração para que o povo esquecesse as armas e vivesse em paz. Dobravam pelos humildes cristãos. Anunciavam ruidosamente o nascimento, o casamento e morte dos poderosos.

Eram tempos em que um Plinio vendeu parte de suas terras para pagar as dívidas da Prefeitura. Época em que Fadul levou para o Rio de Janeiro uma jovem promessa do trabalhismo, Trad seria primeiro um emérito advogado para, bem depois, virar político. Um período em que a maior luta de Wilson era ter uma central elétrica que nos tirasse dos atropelos das luzes contadas no relógio.

Em que Ludio varava os campos comprando e vendendo gado. Em que o povo votava com orgulho e sem receio de errar. Dobrem por nós Antonia e Francisco.

Por quem dobra a gorda Antonia e o pontual Francisco?

Um revólver cheio de balas

O mundo, depois do pico da crise econômica, tornou-se estranho. Assim como no Brasil juízes, procuradores e policiais ocuparam o lugar dos políticos, os bancos centrais passaram a ter um protagonismo sem precedentes na história. Essas instituições, outrora distantes, que tinham como tarefa dominar a inflação, passaram a estar no olho do furacão, como se fossem botes salva-vidas de economias em apuros. As políticas expansionistas de créditos esticaram mais do que muitos julgavam ser possível. Nunca, em toda a história dos bancos, venderam tanto dinheiro.

Todas as medidas tradicionais, bem como as pouco ortodoxas, que foram implementadas até agora, no entanto, não surtiram o efeito desejado. As economias mundiais estão comprimidas, sufocadas. O crescimento global continua estagnado e as pressões inflacionárias permanecem moderadas. Isto fez com que os investidores sentissem que a política monetária atingiu seu limite. Em termos práticos, os grande investidores no mundo querem tirar o dinheiro dos bancos e colocar em outros setores mais rentáveis da economia. Mas estão temerosos. Desejam garantias que os favoreçam ainda mais. Facilidades nas questões trabalhistas, garantias governamentais, leis flexíveis e sindicatos cordatos.

Mas as munições dos bancos centrais ainda não acabaram. A política facilitadora de vendas de dinheiro será mantida no curto prazo. Um revólver que tem mais balas do que economistas pressupunham. Em suma, tudo continuará como dantes nos próximos meses.

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O líder é, obrigatoriamente, corajoso

Não existe um só bom líder que não seja corajoso. A coragem está na essência da boa liderança. São muitos os ingredientes que compõem a receita para "cozinhar" um líder. Mas, há um ingrediente que é mais importante que todos os demais: a coragem, para proteger as equipes e para arriscar quando é necessário. É essa coragem, essa "gana" que permite que os profissionais sejam encarados e apreciados por suas equipes como líderes excelentes e verdadeiramente inspiradores. Seguem o bom líder não porque precisam, mas porque querem.

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Funcionários e empresas podem negociar sem sindicatos

Caso o sindicato se negue a negociar e exista prova cabal da recusa, a partir de agora, funcionários e empesas podem negociar diretamente condições de trabalho. A decisão é do Tribunal Superior do Trabalho (TST), última instância da Justiça do Trabalho. O julgamento é o primeiro a tratar do tema. Segundo advogados da área, servirá de precedente às empresas. Para os sindicatos de trabalhadores, porém, a novidade poderá oferecer riscos aos trabalhadores. O caso específico envolvia a Braskem e o Sindicato dos Trabalhadores da Indústria Química e Petroquímica de Triunfo (RS). A empresa havia feito um acordo com os empregados e o sindicato não o aceitava.




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