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02/04/2014 08:31

Puxa-sacos e seu papel na hierarquia dos órgãos públicos e privados

Mário Sérgio Lorenzetto
Puxa-sacos e seu papel na hierarquia dos órgãos públicos e privados

Está na hora de defender os puxa-sacos?

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Se você iniciou a leitura desta nota, são boas as chances de você ser um bajulador, um puxa-saco. “A maioria dos funcionários das empresas e dos órgãos públicos passa a vida profissional tentando subir na hierarquia das empresas e órgãos públicos, o que os torna covardes e falsos”. Foi o que disse o empresário Luke Johnson em uma recente coluna no Financial Times. Ele afirmou que o mundo corporativo é totalmente falso.

Os escravos dos salários, disparou Luke Johnson, aprendem desde cedo a viver na mentira. Os mais falsos chegam a cargos de diretoria, onde trapaceiam e caluniam uns aos outros, disse o revoltado empresário.

A única maneira de evitar essa situação é fazer como o próprio Johnson e trabalhar por conta própria. Aos 20 e poucos anos, ele jurou que não seria mais tratado como bobo por seu chefe em um banco de investimentos. Um ano depois, abria sua própria empresa. Agora, a bajulação é coisa do passado. Ele é franco e, na maioria das vezes, diz o que pensa. Aqueles que não toleram o puxa-saquismo estarão pensando: Excelente! É isso mesmo! Não há dúvida de que esse tem fibra.

Mas a maioria estará contrariado com as assertivas de Mister Johnson. A estes não seria interessante assumirem a maneira de agir e dizer com clareza: “Eu sou um puxa-saco”. Não está na hora de sair do armário do puxa-saquismo? Talvez a frase soe como vulgaridade.

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Puxa-saco. Simples, mude para bajulador, tem algum charme

Talvez a bajulação seja uma parte essencial do seu charme, crucial para à sobrevivência nas empresas e órgãos públicos, mas também em qualquer encontro com alguém que envolva conseguir aquilo que você quer. Talvez a bajulação seja uma das habilidades necessárias para se sair bem em qualquer lugar. Outras habilidades como a diplomacia, o trabalho duro, a sociabilidade, a ambição e o talento, completem seu perfil. E há outra “habilidade” que é muito praticada e pouco aceita – a crueldade.

As empresas e os órgãos públicos são lugares difíceis e complicados, onde as pessoas emocionalmente sofisticadas podem acabar se dando bem. Há outro fator que concorre em favor dos bajuladores. Os anti-bajuladores podem ser algum tipo de bolchevique, talvez um desajustado que não aprendeu a se comportar em sociedade de maneira educada. Alguns são disléxicos e foram tão mal na escola que encontraram as portas de carreiras normais fechadas.

Talvez a bajulação seja como falar uma língua estrangeira. Algumas pessoas têm os genes que facilitam, outras não. E, assim como acontece com os idiomas, é preciso prática para aprender o comportamento nas empresas e órgão públicos. Será que aqueles que mais resistem em bajular não são os que mais desejam ser bajulados?

Puxa-sacos e seu papel na hierarquia dos órgãos públicos e privados
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O Ministério da Fazenda promoverá a alta dos preços dos shampoos e cosméticos?

A Associação Brasileira da Indústria de Higiene Pessoal, Perfumaria e Cosméticos apresentou no dia 31 de março um estudo que mostra que uma eventual mudança na cobrança de PIS e Cofins d setor causaria um impacto de 0,37% na inflação. Os reajustes de preços das linhas de shampoos e cosméticos chegariam a 24% acima do IPCA em alguns produtos. O IPCA (Índice de Preços ao Consumidor) é o índice da inflação.

A movimentação do setor se deve à sinalização de que o governo pode transferir a cobrança de PIS e Cofins das fabricantes para as distribuidoras. A medida faria parte de um pacote para compensar a alta do custo energético, por conta do acionamento das termelétricas.

A comitiva de gigantes como Natura, Avon e Unilever ressaltou a “agenda positiva” do setor, como o emprego de 5 milhões de pessoas, direta e indiretamente, 80% mulheres. A construção de novas fábricas, o investimento anual de R$ 4,5 bilhões em marca e a contribuição para a saúde e bem estar. Eles argumentaram que não têm elasticidade para conseguir elevar preços e demorariam de 2 a 3 anos para a recuperação. A média de tributação no setor é de 40%.

O Brasil vem mantendo o título de terceiro maior mercado do setor, com 9% do faturamento global. Os Estados Unidos continuam com o primeiro posto e a China acaba de desbancar o Japão. Os chineses estão na segunda posição e o Japão desceu para o quarto lugar. São faturamentos bilionários – mais de R$ 90 bilhões só mercado no brasileiro.

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Energia elétrica também terá modalidades pré e pós-pagas

A novidade foi aprovada e divulgada ontem pela diretoria da Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica). O assunto não é novo, foi discutido em reuniões ainda em 2012 em dez capitais, segundo a Aneel. Também houve um seminário em Maués, no Amazonas, onde a modalidade foi testada em algumas comunidades isoladas. E, agora, é real, mas voluntário, diz a agência. Só que o martelo, quem bate, é a distribuidora conforme a área de concessão.

De acordo com a explicação da agência, o sistema vai funcionar assim: o cliente vai receber um crédito inicial de 20 kWh que será pago na próxima compra. Depois, poderá comprar mais, sendo o mínimo de 5 kWh. Não vai haver diferença entre a tarifa da energia pré e da pós-paga. Descontos promocionais ficam a critério, conta e risco das concessionárias. O consumidor também poderá voltar ao modelo convencional, com prazo de 30 dias para ser atendido a partir da data da solicitação.

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Sul-mato-grossenses contratam mais planos de saúde

Mato Grosso do Sul está entre os estados com maior desempenho na contratação de planos de saúde em 2013, conforme o boletim “Saúde Suplementar em Números”, divulgado ontem pelo IESS (Instituto de Estudos de Saúde Suplementar). A quantidade de beneficiários dos planos médico-hospitalares no Estado passou de 460.418 em 2012 para 477.779 no ano seguinte, perfazendo variação anual de 3,8%. A variação anual foi de 4,6%, abaixo do Centro-Oeste, que ficou 7,3% acima. No ranking nacional, Mato Grosso do Sul está em décimo nono lugar, ocupando a nona posição em relação à taxa de cobertura.

Entre as justificativas para o crescimento da adesão da população aos planos de saúde está o aumento da oferta de planos coletivos empresariais. No país, a disponibilidade deste tipo de serviço cresceu 6,7% de 2012 para 2013.

No País, o ano fechou com 50,3 milhões de beneficiários, um crescimento de 4,6% no acumulado de 12 meses. Em 2013, o mercado nacional foi impulsionado, principalmente, pelos planos coletivos empresariais, que, no País, registram um crescimento de 1,6% no último trimestre e de 6,7% em 12 meses.

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ANS cria sistemas que permitem troca de plano e acompanhamento de queixas

Os dois serviços foram disponibilizados já no fim de março e garantem ao consumidor o acesso a informações importantes sobre os planos de saúde, como a possibilidade de portabilidade e o acompanhamento das reclamações feitas para a Agência Nacional de Saúde Suplementar. A ANS é o órgão do governo federal que regula os planos de saúde. O primeiro serviço é o COMPROVA, assim mesmo, com todas as letras maiúsculas. Por meio do sistema, o consumidor consegue verificar dados pessoais como o nome, data de nascimento, nome da mãe, CPF e o número do Cartão Nacional de Saúde. Se houver algum item incorreto, a correção pode ser informada no próprio site da ANS (www.ans.gov.br) que faz a mudança.

Além disso, o COMPROVA permite ao consumidor o acesso ao Código de Controle Operacional – uma espécie de espécie de CPF do consumidor de plano de saúde. É este o número que vai permitir a consulta ao Guia de Planos e poderá ser usado para dar início ao processo de portabilidade. Com o dado é feita a consulta pela internet à rede credenciada do plano.

Também no site da ANS está disponível o acompanhamento das reclamações registradas contra os planos de saúde. Após registrar a queixa, o usuário terá acesso à demanda, pareceres e, até, às respostas das operadoras. Segundo a ANS, as principais queixas consideradas não assistenciais são: aplicação de reajustes indevidos; rescisão unilateral de contrato e não envio de carteira do plano de saúde. Nestes casos, a operadora tem dez dias úteis, contados a partir do primeiro dia útil após o recebimento da notificação para se pronunciar.

O prazo para a justificativa da operadora cai para cinco dias úteis quando a reclamação do usuário é classificada como assistencial, como: descumprimento de prazos máximos para agendamento de consultas; exames e cirurgias; negativa de autorização para realização de procedimentos e dificuldades para recebimento de reembolso.

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Sucessos momentâneos, sorte e frenesi

Por mais de um ano, 10 milhões de americanos têm encontrado tempo diariamente para dedicar-se a uma tarefa: usar seus celulares e tablets para organizar docinhos coloridos em filas. Eles estão jogando Candy Crush Saga, um jogo altamente viciante, que já foi baixado mais de meio bilhão de vezes. Você pode jogar gratuitamente, mas muitas pessoas estão dispostas a pagar por ajudas e vidas extras tornando o jogo extremamente rentável. No ano passado, o produtor do Candy Crush, uma empresa irlandesa chamada King Digital Entertainment, teve quase US$ 2 bilhões em vendas, sendo US$ 567 milhões correspondentes a lucro puro. No mês passado, a King anunciou sua Oferta Pública Inicial na bolsa de valores, com a expectativa de valorizar a empresa em US$ 5 bilhões.

A Oferta Pública Inicial não é uma surpresa, levando em conta o domínio da King sobre o mercado de jogos para celulares, porém é provável que isto não termine bem. A razão é que a King é parte de uma venerável tradição: empresas com apenas um sucesso. O negócio da King é dependente de apenas um produto-estrela. Embora a empresa tenha mais de 100 jogos, quase 80% da receita vem do Candy Crush. A King tem feito um grande trabalho em fazer dinheiro por meio do jogo e o atualizando, mas o Candy Crush é ainda um modismo e, como todos os modismos, tende a desaparecer. Os dados da King são claros, o número de pessoas que pagam pelo jogo já tem começado a diminuir, assim como as vendas e os lucros.

A King afirma que um “modelo único e diferenciado” para o desenvolvimento de jogos permitirá a criação de novos hits e muitos analistas acreditam que a King descobriu o código para envolver os consumidores. Improvável. O mundo da cultura Pop contém muito mais empresas de apenas um sucesso que fábricas de hits. Afinal, a sorte tem um papel importante – há alguma explicação para o frenesi do bambolê na década de 50? – e, ainda mais fundamental, é difícil manter a inovação ao longo do tempo. Estudos sugerem que a maioria dos novos produtos fracassa.

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Na indústria dos jogos, o sucesso tem sido altamente imprevisível. Não há fórmula secreta

Produtos testados frequentemente fracassam no mercado, enquanto um fracasso interno pode se tornar um hit da indústria. É verdade que algumas companhias como a Disney se mantêm constantemente no mercado. A King, contudo, tem o azar de estar numa indústria onde isto é especialmente difícil por conta da alta competição. “É tipicamente muito caro entrar na indústria tradicional e fazer um produto”, afirma Michael Cusumano, professor do M.I.T. (Instituto de tecnologia de Massachusetts).

“Porém, o custo marginal com softwares é próximo a zero, tornando fácil o acesso de novos competidores ao mercado”. A Disney se manteve não apenas pelo gênio criativo, mas também porque historicamente, a animação sempre foi incrivelmente cara e trabalhosa. Apenas poucas empresas poderiam custear a rede de distribuição e a operação de marketing necessárias para levar os filmes para os espectadores. Estas barreiras ainda persistem em Hollywood e na indústria de vídeo games.

Apenas empresas como a Marvel ou a Activision podem custear produtos como Os Vingadores ou Call of Duty. Ainda assim, o sucesso depende da sorte – por esta razão, os estúdios amam as sequências – e o fracasso é sempre uma ameaça. A empresa Harmonix que lançou o Guitar Hero e o Rock Band, jogos que foram tão grandes quanto o Candy Crush, acabou sendo vendida após alguns anos por US$ 50 e uma pilha de dívidas. Os custos de desenvolvimento dos aplicativos de jogos são muito baixos. Angry Birds foi produzido por apenas US$ 140 mil e o Candy Crush foi criado por um time de menos de dez pessoas. As empresas estabilizadas no mercado têm alguma vantagem referente ao poder de marketing, mas o hit pode vir de qualquer lugar.

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