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05/04/2015 08:31

Quando irá acabar a guerra contra as drogas? Em alguns países já acabou.

Mário Sérgio Lorenzetto
Quando irá acabar a guerra contra as drogas? Em alguns países já acabou.

A guerra contra as drogas vai acabar?

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A ONU diz que sim. Em verdade, já acabou em muitos países. A luta contra essa guerra teve mais um round no World Drug Report 2014. A ONU foi longe, reconheceu que o combate aos entorpecentes é inviável. Os EUA que tem a polícia mais organizada, inteligente e apetrechada do mundo, conseguiram reprimir apenas 10% do tráfico de drogas. Imaginem no Brasil. É claro que não estudam o percentual de ineficácia. Prender usuários é uma política obsoleta, racista e elitista. Só vai preso se for negro e pobre. Mas o quadro é pior. Na Europa, 56% dos presidiários usam drogas. Esse percentual também não existe no Brasil. Não querem saber desses estudos. Ou seja, nem nas "barbas da lei, a repressão é eficaz". E a Europa dispõe do mais organizado sistema de presídios do mundo. Agora imagine em nossas senzalas, também apelidadas de presídios, a quantidade de presos usuários de drogas.

Mas não para por aí. Essa é uma guerra cara demais. Pagamos uma fortuna imensa para obtermos resultados pífios. Só os Estados Unidos poupariam entre US$ 85 bilhões a US$ 90 bilhões por ano. Esse número também não existe no Brasil. Preparem-se, essa nova percepção da mais alta cúpula de governantes do planeta sobre o fracasso do atual sistema antidrogas pode mudar tudo daqui para frente. Em 2016, uma sessão especial da Assembleia Geral da ONU deve lançar novas diretrizes sobre como o mundo deve encarar esse enrosco. Só existe uma verdade: quebramos a cara e jogamos montanhas de dinheiro fora em um combate que está nos goleando todos os dias. As drogas têm de virar um grave problema de saúde pública e não de polícia.

Quando irá acabar a guerra contra as drogas? Em alguns países já acabou.
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34% dos atestados de óbitos não expilam a verdadeira causa do falecimento.

Uma parcela importante dos atestados de óbitos brasileiros é ineficaz. Utilizam os denominados "garbage code" (algo como "códigos inúteis"). O termo diz respeito a expressões genéricas, que não deixam claro ou pouco dizem sobre a causa da morte. "Trauma cerebral", por exemplo, pode ser tanto resultado de um acidente de carro quanto um aneurisma. Os dados brasileiros foram considerados como não confiáveis, porque 34% dos atestados continham garbage codes. O problema da carência de informação é que as verbas da saúde pública acabam sendo distribuídas em desacordo com as necessidades de cada área. Mais uma nota negativa para o sistema de saúde brasileiro. As estatísticas mais importantes estão furadas.

Quando irá acabar a guerra contra as drogas? Em alguns países já acabou.
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O império das empreiteiras e dos marqueteiros dominará os governos até quando?

Ninguém fala, mas todos sabem. As eleições brasileiras sofrem de duas doenças crônicas: os marqueteiros e os empreiteiros. Discutem muitas mudanças para as futuras campanhas eleitorais mas nada dizem sobre aqueles que corroem a democracia. Quem realmente "elege" os representantes do povo são os marqueteiros e empreiteiros. E eles se assenhoram do poder e do cofres públicos com imensa desfaçatez. Para eles tanto faz destruir a democracia ou serem os fiadores do processo democrático. Se tornaram fortes há muito tempo e continuaram a trilhar um longo caminho rumo a fortunas indescritíveis. Com democracia ou ditadura. Há uma parcela importante dos políticos brasileiros nos legislativos e nos executivos que são marionetes dos marqueteiros e empreiteiros. Basta um número para confirmar a afirmação - os empreiteiros financiaram as eleições de 2012, nada menos que 95% do custo "por dentro" (legalizado) das campanhas saiu de empreiteiras. Se o dinheiro sai das empreiteiras para onde vai? Uma das maiores despesas de campanhas eleitorais é o pagamento dos marqueteiros. Esses profissionais criadores do "vale tudo" colocam na boca dos candidatos todas as mentiras que conseguem imaginar. A única reforma eleitoral e administrativa que é necessária, para a boa saúde da democracia, é a de impedir a continuidade do império das empreiteiras e proibir as mentiras dos marqueteiros.

Quando irá acabar a guerra contra as drogas? Em alguns países já acabou.
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O marqueteiro destruiu a política no Brasil.

Parcela importante da sociedade brasileira tornou-se raivosa. O que essa parcela ainda não percebeu é que se a vitória não fosse da Dilma o movimento de rua seria muito pior. Seria algo muito mais agressivo. Quem seria atingido pelas mudanças econômicas seria outro público.

Também é verdade que a pureza do "PT da sacristia" deixou de existir. Virou "PT da penitenciária". Então tem que ter humildade. É intolerável ver um petista com a mesma pose de um Che Guevara, tornaram-se frágeis e estão tendo enorme dificuldade de reconhecer. Só existem duas reformas políticas com grande possibilidade de ocorrerem - o fim da reeleição e o fim das doações de empresas para as campanhas eleitorais. A reeleição foi o maior desserviço à história política e administrativa do país. Foi um estelionato maior que o praticado pela Dilma. Fernando Henrique Cardoso e Sergio Motta "trabalharam" o Congresso Nacional e saíram com a reeleição debaixo dos braços. Só deu imoralismo, safadeza e corrupção. Ela vai cair ou destruir o país, os estados e municípios. As exceções são raras, só servem para confirmar a regra.

A outra mudança será o fim das doações de empresas para as campanhas eleitorais. Muito provavelmente deverá gerar um quadro de atividade oculta pior do que existe hoje. O grande problema é que a eleição brasileira ficou muito cara. Os números são assustadores. O marqueteiro destruiu a política no Brasil. Só o marqueteiro da Dilma custou R$ 90 milhões. São montanhas de dinheiro gastos com os programas eleitorais que não passam de mentiras deslavadas. No país, nos estados e nos municípios. Só essas duas mudanças não bastam. Há de ocorre uma mudança geral nos programas de televisão e nos "programas de mentiras dos candidatos". De todos.

Quando irá acabar a guerra contra as drogas? Em alguns países já acabou.



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