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19/07/2014 08:56

Quando um palpite representa a inserção no mercado que mais cresce no país

Mário Sérgio Lorenzetto
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Só em 2003, o mercado da moda brasileiro faturou R$ 140 bilhões. São quatro vezes mais que há uma década, conforme o Instituto Euromonitor. E este é um bolo com muitas, muitas fatias, basta saber como se encaixar. Raquel Araújo soube. Em 2011, a economista lançou o maior blog de moda de Mato Grosso do Sul que, de tão marcante, exclui a remota lembrança de qualquer outro. Virou referência aqui e tem em São Paulo o segundo maior polo de audiência. O êxito da blogueira, contudo, não veio do acaso. Representa a colheita de uma carreira iniciada com ingredientes básicos para o sucesso, inquietude, pesquisa e seriedade. “Sempre trabalhei com vendas, em grandes empresas e sempre obtive excelentes resultados através do meu atendimento, onde meus clientes eram fidelizados, eles sempre voltavam para comprar comigo. Sempre fui muito curiosa, sempre li muito e fazia pesquisas. Tratava cada cliente como uma verdadeira consultora, sempre estudei a fundo os produtos, foram 11 anos no mercado joalheiro, estudava como hobby a história da arte, história da joalheria, moda e psicologia”.

Dinamismo e capacidade de enxergar oportunidades também integram os ingredientes que formam o Palpite de Luxo, um blog que surgiu assim mesmo, com palpites. “Minhas clientes sempre me pediam conselhos do que usar, onde comprar uma roupa, um sapato, um acessório, eu sempre tinha uma dica boa de onde elas poderiam encontrar o que procuravam. Foi ai que eu pensei: nossa eu sei de tanta coisa, mas as pessoas não têm tempo para procurar o que precisam. Tive, assim, a ideia de fazer um blog mostrando o que tem no comércio regional para facilitar a vida das pessoas”. E o comércio local oferece, sim, opções para que as pessoas andem bem vestidas nas mais diversas ocasiões, tanto de dia, como noite.

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Ter opções somente não é suficiente

Raquel também ensina a economizar e detalhar o leque de situações à disposição. “Vejo que minha experiência em vendas foi o fator determinante para a capacitação do blog, sempre trabalhei em multinacionais e em grandes empresas, foi ai onde eu aprendi o que é ser um profissional qualificado e diferenciado! Comecei a trabalhar muito cedo, foi por meio dessa vivência no mercado profissional que me senti capaz e diferente para criar um negócio próprio, o meu lado empreendedora é muito forte dentro de mim”.

A maneira de olhar o mercado indicava que Raquel não poderia fazer mais do mesmo. “É um blog completamente diferenciado de todos os que existem, não é um blog que fica mostrando o look do dia da blogueira. As pessoas já estão enjoadas de ver aquele mesmo rosto todos os dias. Isso cansa. Eu gosto da variedade de pautas, variedade de rostos e de pessoas no blog. Penso que, no comércio virtual, você tem que tentar agradar a todos os estilos de pessoas, todas as classes sociais e sem restrições. Na internet você vende informação, independente da idade da pessoa, por meio daquela pauta que ele está vendo no blog ou nas redes sociais, ele filtra e passa adiante, tanto para os pais, para a família, para os amigos, enfim, são informações úteis para o dia a dia de pessoas normais”.

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A lógica do trabalho resultou em faturamento

Os primeiros clientes foram a joalheria para a qual atuou. Os outros vieram como consequência da evidência conquistada pelo Palpite de Luxo. Nem todo comerciante, porém, consegue inserir-se no blog. “Publico somente o que eu gosto, recebo vários e-mails de empresas pedindo orçamento para divulgação. Vou no local, provo, vejo, e ai eu digo se aprovo ou não a inserção no blog. Se eu não gostar do produto, do ambiente, do local, do serviço principalmente, eu não publico, digo que não tem o perfil do Palpite de Luxo”.

Se ainda há maneiras de dinamizar ainda mais este campo da moda? A resposta é sim. “Existe uma demanda entre os dois lados, porém vejo que os empresários ainda não despertaram para enxergar o potencial que o Palpite de Luxo tem. O Palpite de Luxo é um shopping virtual, os leitores já esperam encontrar as novidades em primeiro lugar no blog. Acho que os empresários locais ainda não conseguiram visualizar o potencial da mídia digital. O comportamento do consumidor mudou muito, acho difícil para os empresários mais antigos, conseguir adaptar a tantas mudanças comportamentais. Vejo mais empreendedorismo nos empresários mais jovens”, recomenda.

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Glúten o assassino. Será?

Metade de todas as calorias que consumimos vem de três alimentos - milho, arroz e trigo. O trigo está na maioria das comidas que os brasileiros consideram especialmente gostosas: pães, cereais matinais, pizza, macarrão e cerveja. Nunca comemos tanto trigo como hoje. A prova também está na importação que não para de crescer. Mas o trigo virou o novo assassino da moda. A má fama é proveniente de uma proteína que tem nesse cereal - o glúten.

Há sessenta anos o número de pessoas com alergia a glúten era quatro vezes menor. E o número de pessoas que procura pelos produtos "glúten-free" não para de crescer. Esse tipo de comida já movimenta US$ 10 bilhões por ano. Só nos últimos 2 anos chegaram às gôndolas dos supermercados, no mundo, 1.500 novos produtos. Mas esse movimento, glúten-free, é apenas uma modinha passageira? Afinal, podemos ou não comer glúten?

Quem começou a culpar o glúten que seria responsável por alergias, obesidade e outra lista imensa de moléstias, foi o médico, cardiologista, norte americano William Davis. Ele escreveu um livro tratando do assunto - "Barriga de Trigo", onde afirma que o desenvolvimento da agricultura originou novos tipos de trigo que podem causar malefícios. O problema estaria nas modificações dos genes do trigo. Na segunda metade do século passado, os agricultores passaram a cruzar vários tipos de trigo para produzir variedades mais fortes e aumentar a produtividade. A mudança mais visível está na estatura. As plantas de trigo antigas tinham, aproximadamente, um metro de altura. Agora têm 40 cm. Essa mudança facilita a colheita mecanizada. O ciclo de vida do trigo também foi modificado. Ele é cada vez mais curto, para aproveitar melhor a terra. Por ultimo: os grãos caiam muito da planta e deixaram de cair.

A encrenca está estabelecida, pois as plantas de trigo antigas não continham glúten e as modernas contem essa proteína. De acordo com o médico escritor do "Barriga de Trigo", essa planta foi costurada, cortada e recosturada, para transformar-se em algo totalmente singular, quase irreconhecível quando comparado com o original, e mesmo assim continua a se chamar "trigo".

Essa teoria, de que o melhoramento genético do trigo possa ter criado um monstro, é apenas uma teoria - e bastante questionada pelos pesquisadores da área. Isso porque os cruzamentos genéticos ocorrem há milênios e, em alguns casos, acontecem de forma natural, sem a ação do homem. Não há comprovação científica de que esse processo tenha modificado a forma como o trigo é digerido. Há um forte cheiro no ar de estar surgindo uma nova indústria que vende mentiras, como a indústria de vitaminas, a indústria dos alimentos "glúten-free". E a "geração saúde" não se interessa pela verdade, consome modismos.

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O chinês voador

A China resolveu bem sua estrutura rodoviária. O país ganhou uma malha rodoviária imensa ligando todas as regiões. O mesmo se deu com a rede ferroviária. Até a impossível estrada para o Tibete foi construída. Uma estrada que recebe uma torrente de água e lama no degelo foi bem planejada e hoje, leva passageiros e mercadorias.

Agora a China tem um novo projeto que só poderá acontecer com um excelente planejamento de longo prazo. As autoridades de Pequim definiram que, até 2030, não haverá nenhum cidadão chinês que esteja a mais de 90 minutos de carro do aeroporto mais próximo. Imagine o tamanho da China e faça a conta de quantos aeroportos terão de ser construídos para obter esse resultado. No entanto, o governo chinês colocou a mobilidade como uma das prioridades para o desenvolvimento econômico, para facilitar a integração dos produtos chineses na economia mundial bem como o conforto e agilidade das pessoas.

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