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13/03/2014 07:40

‘Quem acabou com o desemprego, pode melhorar os serviços públicos’

Mário Sérgio Lorenzetto
‘Quem acabou com o desemprego, pode melhorar os serviços públicos’

Slogan da campanha de Dilma Roussef centra serviços públicos

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Falta pouco para o staff de campanha para a reeleição da presidenta Dilma Roussef bater o martelo no principal slogan a ser usado – “quem acabou com o desemprego, pode melhorar os serviços públicos”. Diante de resultados baixos do crescimento econômico, inflação acima do desejável e insatisfação da população com segurança e saúde, a campanha deseja trabalhar a baixa histórica no desemprego em seu principal trunfo.

Ao lado do esforço para recuperar a credibilidade junto aos mercados financeiros, decorrentes da gestão caótica do Ministro Guido Mantega, e neutralizar o mau humor dos empresários, os dados sobre o emprego começam a aparecer nos discursos oficiais. A tese dos assessores encarregados de organizar a campanha está correta, o desemprego hoje em 4,8%, pode ser considerado próximo ao pleno emprego.

‘Quem acabou com o desemprego, pode melhorar os serviços públicos’

Menção feita por Dilma à geração de empregos em Davos, na Suíça, não é casual

Também não foi por acaso que o ex-presidente Lula cite as estatísticas de emprego constantemente. “O mais notável é que, desde 2008, enquanto o mundo destruía 62 milhões de empregos, o Brasil criava 10,5 milhões de empregos. Não vejo indicador mais robusto da saúde de uma economia”, escreveu Lula em um artigo.

A avaliação feita no governo é que o desemprego é um indicador muito mais real para o eleitor do que estatísticas sobre o desempenho do PIB (Produto Interno Bruto). A continuar com essa força, apenas a inflação e os apagões de luz serão capazes de afetar a avaliação do desempenho econômico da administração Dilma. Resta a segurança e a saúde para a oposição trabalhar. E a saúde tem o programa Mais Médicos como sua locomotiva eleitoral.

‘Quem acabou com o desemprego, pode melhorar os serviços públicos’
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Hora de quebrar o mito de que a poupança é uma boa aplicação

Pergunte ao economista Guilherme Benchimol o que ele mais gosta de fazer e sua resposta será “quebrar mitos”. Mas que tipo de mitos você quebra, Guilherme? “O mito de que a poupança é uma boa aplicação financeira e de que o gerente do banco é um bom conselheiro de investimentos”, afirma. Ele é Diretor da XP Investimentos e estão chacoalhando o mundo das corretoras nacionais.

Enquanto a maior parte das corretoras brasileiras se associa aos grandes bancos, eles partiram para a estratégia de captar clientes por meio da educação financeira, na forma de cursos e palestras. Com isso conseguiram atrair uma fatia até então pouco conhecida de pessoas capitalizadas que, por falta de conhecimento, não se dispunham a tirar seu dinheiro da tradicional caderneta de poupança ou da renda fixa.

Inspirada no serviço da norte americana Charles Schwab, trouxeram ao Brasil o modelo do shopping center financeiro: um cardápio mais recheado, oferecendo a compra e venda de aplicações de diversos tipos, de diferentes bancos e corretoras. Com a estratégia montada, o número de clientes, especialmente pessoas físicas, disparou – hoje são mais de 80 mil.

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Os medicamentos estão caros e ficarão ainda mais

A indústria farmacêutica reajuste de 5,68% no preço dos remédios com vigência a partir de abril. A estimativa é do Sindusfarma (Sindicato da Indústria de Produtos Farmacêuticos no Estado de São Paulo) e da Interfarma (Associação da Indústria Farmacêutica de Pesquisa). Entre as justificativas para sustentar o pedido de reajuste estão os custos salariais do setor e a alta do dólar no ano passado, considerando que a maioria dos insumos é importada. Ainda estão fora do pleito da indústria os medicamentos de preço controlado, que são os fitoterápicos e homeopáticos.

‘Quem acabou com o desemprego, pode melhorar os serviços públicos’
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Boleto vencido, uma novela que está perto do fim

Isso se o Senado aprovar a proposta apresentada pelo senador Antônio Carlos Valadares, do PSB do Sergipe, que prevê a aceitação em qualquer banco do documento. Hoje, após o vencimento, os boletos vencidos são pagos conforme a orientação do credor e a maioria indica o banco específico. O assunto passou ontem pela CCJ (Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania), mas ainda depende da análise de outras duas comissões, entre elas a de assuntos econômicos.

Se for aprovado, o projeto ainda obriga o credor a oferecer alternativas para obtenção da segunda via dos boletos de pagamento. As opções terão que estar dispostas em nos Serviços de Atendimento ao Consumidor, internet e correio eletrônico.

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Julgamento da correção dos juros da poupança ficou para março

Será no dia 26 a próxima sessão de julgamento no STJ (Superior Tribunal de Justiça) sobre o cálculo dos juros de mora das ações judiciais que foram movidas por poupadores que alegam perdas nas décadas de 80 e 90 com os planos Bresser, Verão, Collor 1 e 2. O caso estava na pauta de ontem, mas o adiamento ocorreu por falta de quórum.

De um lado está a Febraban (Federação Brasileira dos Bancos) e o Banco Central que defendem que defendem a incidência a partir do momento em que o consumidor entrar com execução individual, após a condenação. Isso no caso das ações civis públicas. O Idec (Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor), do outro lado, defende que os juros de mora devem ser computados a partir da citação do réu na ação judicial. Se o STF decidir em favor dos poupadores, o Banco do Brasil será o segundo mais afetado. Em seguida está a Caixa Econômica Federal.

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