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07/05/2014 07:49

Rumos da economia brasileira para os três candidatos à Presidência da República

Mário Sérgio Lorenzetto
Rumos da economia brasileira para os três candidatos à Presidência da República

Dilma Roussef

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1. Planeja utilizar de forma mais ampla e decidida as concessões de rodovias, ferrovias, portos e aeroportos. O fortalecimento da parceria do governo com o setor privado para a recuperação e desenvolvimento da infraestrutura do país seria uma das marcas do futuro governo petista.

2. Uma nova regra para o reajuste anual do salário mínimo. Pretende preservar um ganho real para o mínimo a partir de 2016, mas sem a vinculação ao PIB (Produto Interno Bruto).

3. Dilma não aceitará instituir a independência do Banco Central por meio de lei aprovada pelo Congresso.

4. Reforma tributária com a retomada da discussão da reforma do ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços). A ideia geral é onerar menos a produção e os salários.

5. Retomar a discussão sobre o financiamento da saúde, que perdeu cerca de R$ 40 bilhões anuais com o fim da CPMF (Contribuição Provisória sobre Movimentação ou Transmissão de Valores e de Créditos Diretos de Natureza Financeira).

6. Recuperação gradual das tarifas de energia elétrica e dos combustíveis, que estão defasadas.

7. Financiamento público das campanhas eleitorais.

8. Convocação mais frequente de plebiscitos para avançar em assuntos sobre os quais o Congresso não consegue se definir.

9. Compromisso com um piso de 2% do PIB para o superávit primário.

10. Sua política fiscal não deixará de ser expansionista. Diminuirá os gastos.

11. Política monetária de combate à inflação.

12. Equipe: Nelson Barbosa, ex-secretário executivo do Ministério da Fazenda; Marco Aurélio Garcia, assessor da Presidência da República; Henrique Meirelles, ex-presidente do Banco Central e o ex-ministro Delfim Netto.

Rumos da economia brasileira para os três candidatos à Presidência da República
Rumos da economia brasileira para os três candidatos à Presidência da República

Eduardo Campos

1. Disciplina fiscal mais rígida.

2. Autonomia formal ao Banco Central.

3. Ajuste fiscal severo permitirá a redução das taxas de juros e restabelecerá a confiança dos investidores.

4. Recompor as taxas de juros para os padrões da economia mundial. O Brasil não pode ficar como o campeão de juro do mundo.

5. Planejamento de longo prazo com metas plurianuais para a inflação e o superávit primário. Só se comprometerá com o superávit que entregará em 2008, último ano do próximo mandato presidencial.

6. A redução do número de ministérios, quem sabe pela metade do que existe hoje (39).

7. Equipe: Tânia Bacelar e Alexandre Rands da UFPE; Tiago Cavalcanti, Universidade de Cambridge; Claudio Porto, Consultoria Macroplan; Fabio Giambiagi, BNDES; Eduardo Gianetti, filósofo e economista; André Lara Resende, ex-presidente BNDES.

Rumos da economia brasileira para os três candidatos à Presidência da República
Rumos da economia brasileira para os três candidatos à Presidência da República

Aécio Neves

1. Agenda de rigor fiscal e de cortes de gastos e, se for necessário, até de medidas impopulares.

2. Linha econômica ortodoxa. Procura se firmar como antítese do modelo econômico petista.

3. Não há como conciliar de imediato todos os desejos da população em um, dois ou três anos. Pretende mostrar um plano no qual os anseios da sociedade por melhores serviços de saúde, educação, transporte e segurança sejam gradualmente atendidos.

4. Controle urgente dos gastos públicos. Limitar, talvez por lei, a relação entre os gastos e o PIB.

5. Redução do número de ministérios. Já falou em reduzir à metade.

6. Não fará ajuste fiscal com redução dos gastos sociais e transferências, como do Bolsa Família.

7. É preciso cortar subsídios mal justificados, reduzir um pouco o gasto com gestão e melhorar o uso de recursos que já existem. Se a execução de obras públicas fosse mais bem planejada e os atrasos menores, o aditamento dos contratos seria menos frequente.

8. O desafio é apresentar um plano consistente de recuperação do superávit primário para perto de 3% do PIB com redução gradual do gasto público como porcentagem do PIB.

9. O Brasil terá de discutir novas regras para lidar, mais no longo prazo, com o envelhecimento da população. O envelhecimento das pessoas inevitavelmente aumentará as despesas públicas.

10. Equipe: Armínio Fraga, ex-presidente do Banco Central; Pérsio Arida, ex-presidente do Banco Central e Edmar Bacha, ex-presidente do IBGE.

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