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16/01/2015 07:55

Seios ou bundas? Qual a preferência dos povos?

Mário Sérgio Lorenzetto
Seios ou bundas? Qual a preferência dos povos?

Basta de dividir o mundo entre católicos e mulçumanos ou entre petistas e tucanos. Qual a preferência dos povos: seios ou bundas?

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Dois temas predominaram na imprensa nos primeiros dias do ano - a luta entre as civilizações ocidentais e orientais após os atentados na França. O outro tema foi a posse dos petistas em Brasília e dos tucanos no Mato Grosso do Sul. Os dois eixos das disputas, na Europa e no Brasil, eivados por exageros, mentiras, preconceitos e pobreza. Muita pobreza ao tentar entender a realidade. Com o passar dos dias, com as repetições intermináveis esses debates tornaram-se chatos e cansativos. Existem outros temas que merecem atenção e estão presentes no cotidiano das populações.

Seios ou bundas? "Brasileiros têm preferência por bunda". Ouvimos isso com certa frequência. Contudo, tal afirmação não está inteiramente correta. Apenas um ventinho de verdade nessa afirmativa corriqueira. Um jornal suíço, povo que debate todos os assuntos e não se perde puxando o saco de novos governantes, denominado "20 Minuten", patrocinou um estudo mundial a respeito do tema.

Nossa preferência por bunda nos coloca na posição 142 do ranking. Quem idolatra traseiro é africano. As dez primeiras posições pertencem a eles: Tanzânia, Gana, Djibuti, Somália, Niger, Botswuana, Costa do Marfim, Lesoto, Senegal e Suazilândia. Nosso apreço por seios nos deixa na posição 206 da lista mundial. Os dez países que preferem essa parte do corpo compõem uma lista de povos mais heterogênea geográfica e culturalmente: Santa Helena, Maldivas, Finlândia, Nigéria, Malta, Holanda, Groenlândia, Bélgica, Bangladesh e Dinamarca.

Na eterna disputa entre seios e traseiros, os pesquisadores chegaram a uma conclusão: o mundo pode ser dividido pelas preferências por seios ou por traseiros. Há uma forte tendência de preferenciar os seios na Europa, Estados Unidos e nos países onde o eurocentrismo é mais forte (a Argentina, por exemplo, um país que tende ao eurocentrismo, prefere os seios). Mas também são povos com bundas menores. Por outro lado, os traseiros são preferidos pelos citados africanos, latino americanos e povos do Oriente Médio. Uma guerra de silicones poderá equacionar melhor essa divisão do mundo.

Seios ou bundas? Qual a preferência dos povos?
Seios ou bundas? Qual a preferência dos povos?

Chegamos ao fundo do poço na educação? Um país que ri de ser nota zero.

Para saber ler, é preciso ler. Para saber escrever, é preciso escrever. Nada mais elementar no ramo do ensino. Mas, a bomba atômica disparada pelos péssimos anos do ensino, chegou ao nosso território: ceifou o cérebro de 529 mil estudantes que tiraram nota zero na redação do Enem. Corresponde a 8,5% do total dos candidatos.

Um dos critérios para a nota zero foi a "fuga do tema". Em português claro: escreveram sobre o "focinho" quando era para redigir sobre a "tomada". Diagnóstico óbvio: ausência de leitura e de escrita. Remédio indiscutível: ler mais e redigir mais. Tudo muito simples, mas na prática tornou-se impossível por falta absoluta de bons e dedicados professores, de acompanhamento familiar e preocupação governamental. E o pior: pela alienação dos jovens.

Formou-se o "quadrado das Bermudas", lugar onde qualquer conhecimento desaparece, vira nota zero.
A notícia pode ser ainda mais preocupante. A análise das provas do Enem demonstra que desses 529 mil notas zero, 50% foram entregues em branco. Nem tentaram. E vamos descendo cada vez mais no poço sem fim da educação: a notícia do maior vexame da história educacional brasileira viralizou na internet (bombou, explodiu nas redes sociais). Para quem esperava que fosse bombar demonstrando alguma emoção negativa como: decepção, raiva, insatisfação ou revolta, se enganou. A explosão na internet foi de piadas. Estamos rindo de nosso fracasso absoluto.

Em poucos meses o Brasil virou de pernas para o ar. Primeiro o país do futebol viu os 7 X 1 que o transformou em país da peteca. Em seguida vieram os 3% que separaram Dilma de Aécio e o Brasil se dividiu. E nessa divisão permanece. Agora, temos de enfrentar o 529. São números que os estudantes, sozinhos, não conseguirão superar.
Vamos a mais uma jogada dos marqueteiros que dominaram o país para solucionar o problema: "A Pátria Educadora". Deve ser um tema para a redação sobre o ensino na Coréia. Quase no mesmo momento que a Presidenta apresentava o marketing sua equipe econômica cortava mais de R$ 7 bilhões do Ministério da Educação. Como funcionará a priorização discursiva do Governador Azambuja para a Secretaria de Educação?

Seios ou bundas? Qual a preferência dos povos?
Seios ou bundas? Qual a preferência dos povos?

Os brasileiros são um dos poucos povos que amam os Estados Unidos

Para quem viu a posse da Presidenta Dilma sabe que a estrela da festa foi Joe Biden, o vice-presidente dos EUA. Passados os ventos que distanciavam os dois principais governantes das Américas - a crise causada pela denúncia de espionagem feita pelo hacker Edward Snowden e os maus humores dos primos do norte pelas relações estreitas dos brasileiros com os cubanos - voltaram às reuniões bilaterais como se nada houvesse ocorrido há pouco tempo. A crise do casamento entre os primos do norte e do sul está superada.

Esse casamento não é equilibrado. Os gringos têm interesses no Brasil. Os brasileiros têm interesses nos EUA. Mas o desequilíbrio fica por conta do amor dos brasileiros pelos EUA. Segundo pesquisa do Pew Research Center, o índice de aprovação dos EUA entre os brasileiros passa dos 65%, um dos maiores do planeta e muito acima da aprovação de todos os europeus.

É possível alguma compreensão, afinal os primos foram descobertos, colonizados e tornaram-se independentes mais ou menos ao mesmo tempo. Forçando um pouco também há uma afinidade geográfica - a área territorial dos primos se assemelha, são o quarto e o quinto maiores países do mundo. O primo do sul vê no primo do norte um modelo natural e encantador. Mesmo com a decadência anunciada.

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Gerações programadas para comprar

A Segunda Guerra Mundial levou não apenas à destruição de vidas e de prédios, mas também à destruição do poder de compra da quase totalidade dos habitantes do planeta. E assim o mundo do consumo continuou meio inerte por quase vinte anos após o término da guerra.

Nos anos 60 o mundo do consumo e da moda reagiu. O pressuposto era de que as pessoas tinham parado de engordar (a guerra tinha trazido a fome e o pós guerra a gula exacerbada). Com o Plano Marshall, um programa norte americano de recuperação da Europa e do Japão, os habitantes dessas regiões começavam a estar com os bolsos cheios de dinheiro. Também tinham roupas, calçados e acessórios para usar por uma década ou mais. Os governantes começaram a criar maneiras das pessoas gastarem o dinheiro.

As prateleiras dos guarda-roupas se encheram e as roupas não foram parar lá por geração espontânea. Foi criado o atual sistema de consumo (também denominado de consumismo). Incentivaram os adolescentes a consumirem, aliás, o conceito de cultura adolescente como um todo nasceu nessa época. Incentivaram o hedonismo e, ao mesmo tempo, enfraqueceram a noção de trabalho e de recompensa. Passadas duas décadas mais as ideologias e religiões perderam espaço. As marcas da moda, e todas as mercadorias começaram a se travestir de moda o café, a cerveja, a panela, o avião...), ganharam terreno. Variando de países, quem nasceu entre os anos 1960 e 1980 está programado para comprar. O consumo virou a maneira do indivíduo se afirmar, dizer quem é. Há muitos anos chegamos ao ápice dessa nova sociedade - a do hiperconsumo. A moda dá as cartas e nada de braçada. E tudo é moda, fugaz e passageira.

Seios ou bundas? Qual a preferência dos povos?
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A contracultura, a moda dos que desejam ficar fora da moda

Eles se assemelham aos ateus (aqueles cuja religião é não acreditar em Deus). É o conhecido sujeito do "contra", que quer ser diferente ou não concorda com o comportamento da maioria. São os "filhos rebeldes do hiperconsumo". Eles arregalaram os olhos e se chocaram com o domínio da moda. Passaram a entender que a sociedade do consumo estava louca, insana em seus atos e concepções. Eles reagiram e criaram o conceito de sustentabilidade. Essa reação, em alta hoje em dia, afeta a moda por razões óbvias. Há cada vez mais resistência ao consumo desenfreado, ao hiperconsumismo. Como se não bastasse, denúncias de trabalho semelhante ao escravo minam a cada dia essa indústria. O choque, dentre aqueles que pertencem à mesma geração, é cada vez maior e nada leva a crer em um pacto de sobrevivência, em uma trégua. Qual tendência sobreviverá?

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