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31/07/2015 08:10

Sobre onças e leões. Os homens que não amavam as ciências e a vida.

Mário Sérgio Lorenzetto
Sobre onças e leões. Os homens que não amavam as ciências e a vida.

A morte do leão Cecil abalou a opinião pública mundial. Cecil, o leão, foi morto no Zimbábue (África), nas proximidades de um parque de proteção animal. A descoberta do dentista norte-americano responsável pela morte do leão foi feita pelo excelente jornal espanhol El País. Walter James Palder afirmou que acreditava ser uma caça legal e "lamenta profundamente" o ocorrido. "Não tinha nem ideia de que o leão que matei era um animal de estimação local, que tinha uma coleira e fazia parte de um estudo", mentiu o dentista.

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Cecil não era um animal de estimação, era selvagem. Tornou-se um símbolo da luta pela preservação dos grandes felinos em seu país. Agora, é um símbolo mundial de preservação dos grandes felinos que pela sua força e coragem provocam a sanha mortífera daqueles que não amam a vida e as ciências.

Não é apenas no Zimbábue que homens se sentem corajosos e "machos" matando felinos. No Mato Grosso do Sul, especialmente no Pantanal e em sua periferia, muitos ainda consideram um "esporte" dar tiros nas onças, nossos grandes felinos. A mentira do dentista difere da dos "machos" sul-mato-grossenses - aqui, as onças são "exterminadoras" de boiadas. Eles não se interessam pelo direito coletivo de preservar espécies, conforme as ciências vêm preconizando há décadas. Eles colocam seu prazer acima da vida que desaparece. Talvez busquem a masculinidade exacerbada, o "etos" guerreiro transcendental. Primitivos por opção. Talvez falte um Cecil do Mato Grosso do Sul, um símbolo de vida.

Sobre onças e leões. Os homens que não amavam as ciências e a vida.
Sobre onças e leões. Os homens que não amavam as ciências e a vida.

Hiroshima e Nagasaki não podem ser esquecidas.

Todo ano, no dia 6 de agosto, milhares de pessoas participam das cerimônias em memória às vítimas do ataque nuclear que devastou Hiroshima. À noite, acendem velas que vão dentro de pequenas lanternas japonesas de papel que são colocadas no rio Motoyasu, próximo ao local onde o bombardeiro norte-americano Enola Gay lançou a bomba atômica que mudaria a história da humanidade. Foi o fim da Segunda Guerra. As pequenas lanternas de papel simbolizam a luz que guia as almas das vítimas da explosão da ogiva de urânio, que provocou o desaparecimento instantâneo de dezenas de milhares de pessoas.

A primeira arma nuclear usada contra um alvo civil na história deixou um rastro de destruição que resultou, entre mortos e desaparecidos, em 166 mil vítimas, apenas nos quatro meses que se seguiram. Estima-se que 50 mil tenham morrido no mesmo dia da bomba. Os números são imprecisos porque muitas pessoas foram totalmente desintegradas. Com base apenas no número de corpos encontrados, o total de vítimas foi de 93 mil. Após Hiroshima, uma segunda bomba, foi lançada em Nagasaki, em 9 de agosto. Entre 35 mil e 40 mil pessoas teriam morrido instantaneamente no momento da explosão.

A volta do terror radioativo está presente na região. O Irã poderá produzir armas atômicas com alguma facilidade. A Coréia do Norte não cessa de provocar os países da região com seu arsenal de ogivas atômicas. A China, que tem um imenso arsenal radioativo, pressiona para conquistar outra rota marítima para o Oceano Pacífico. E o Japão colabora para o aumento das tensões promovendo mudanças na Constituição, que lhe permitirão deslocar seu exército em ataques aos demais países (desde o fim da Segunda Guerra o exército japonês só podia defender as terras japonesas - não podia sair do país). O Japão era o país mais pacífico da região. Era. O Japão, como outros países, está a um passo de acelerar a louca corrida armamentista da região.

Sobre onças e leões. Os homens que não amavam as ciências e a vida.
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Operação Catástrofe. O verão mais quente da história europeia quebra a colheita de cereais.

Foi deflagrada a "Operação Catástrofe" para socorrer o setor agropecuário em sete países europeus. Até o Exército foi acionado na Suíça. Estão instalando equipamentos que funcionam como estações de água para pecuaristas e agricultores se abastecerem gratuitamente. Helicópteros bombeiam água para irrigar montanhas. O calor atingiu a marca de 39,7 graus Celsius na Europa. Há muito tempo a Europa não enfrentava um calor tão violento.

Os campos de trigo quebram na fumaça. Os agricultores pedem mais subsídios para os governantes. Há quebra da safra de cereais em quase todas as regiões, especialmente de trigo. E a produção de leite caiu assustando os pecuaristas.
De acordo com os analistas, o que ocorre hoje na Europa mostra que o impacto da mudança climática está chegando mais cedo do que se previa. Buscam programas de adaptação para a nova era de crescimento exponencial do calor.

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O grande vilão da economia brasileira é a Selic.

O governo federal tem baseado sua política econômica em uma doutrina ideológica concebida na Universidade de Chicago nos anos 90. Ela está completamente desmoralizada por não ter funcionado na grande maioria dos países após ter sido testada ao longo dos últimos 25 anos. Aliás, mesmo no Brasil ela não está funcionando. Também é importante que se diga que estamos "muito bem acompanhados" na adoção dessa política econômica, nada menos que a Namíbia, Moldávia, Bielorrúsia e Quirguistão são os países onde elas são adotadas. Basta fazer as contas para saber que se a Selic estivesse no patamar de 9%, teríamos de pagar de juros algo como R$ 280 bilhões. Teríamos uma economia de R$ 100 bilhões em despesas de juros, o que é quase 40% maior que o resultado esperado pelo pacote de ajuste fiscal do Ministro da Fazenda. Tá tudo errado. A ordem deveria ser: em primeiro lugar enviar para a lua pelo menos 20 ministérios. Em seguida, cortar o número monstruoso de comissionados. Logo adiante, cortaria o custeio, mantendo a Receita Federal e a Polícia Federal com pelo menos 100% de crescimento na contratação de pessoal e aumento do custeio. E nunca, jamais, ultrapassar a barreira dos 10% na Selic. Esqueçam, não há possibilidade alguma do Brasil cumprir o almejado ajuste fiscal. E a culpa não é apenas dos doidivanas do Congresso Nacional.

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Prepare-se para demitir.

O passo a passo da demissão recomenda que você deve em primeiro lugar estar preparado antes da reunião em que ela ocorrerá. Tenha todas as informações da pessoa a ser demitida. Avaliações de desempenho, condições de saúde, casamento próximo ou separação recente do casal. A regra seguinte é não apresentar a demissão no final da tarde de uma sexta-feira. Explique em duas ou três palavras a razão da demissão pois a partir desse momento o funcionário tende a ficar surdo. Entregue um documento contendo a descrição das verbas rescisórias. Não deixe estender a reunião permitindo que ela se revista de um caráter emocional. Ofereça-se para outra conversa, mas em outro horário. São regras claras como essas que podem ajudar o demitido a não sofrer um grande trauma.

Preços dos serviços estão em queda e estimam que se acentuará no segundo semestre.

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