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12/12/2015 11:49

Star Wars, a série mais popular do planeta, é uma nova religião?

Mário Sérgio Lorenzetto
Star Wars, a série mais popular do planeta, é uma nova religião?

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Não é apenas mais uma série de ficção científica, a saga Star Wars, o mundo de Luke Skywalker, representa muito mais do que entretenimento para o público. Em um nível mais sério, Star Wars instigou uma mensagem poderosa de bem contra o mal, o insumo principal de todas as religiões, que afetou várias gerações. Seu autor, Chris Taylor, diz que "a Força é um substituto para o conceito de Deus que qualquer pessoa de qualquer religião, até mesmo um ateu, pode aceitar".

Não à toa, quando o diretor Francis Ford Coppola soube do enredo criado pelo amigo George Lucas, sugeriu que os dois lançassem uma religião de verdade. Lucas achou que o amigo estava delirando. Mas isso não impediu que, em 2015, mais de 300 mil pessoas na Austrália, na Nova Zelândia, no Canadá, na Croácia e na República Checa se considerassem oficialmente jedis, através do censo de seus países. Todavia, onde há mais jedis é na Inglaterra, mais de 400 mil pessoas se identificaram com o conceito religioso do filme, tornando o jedaísmo a quarta religião do país. Isso não significa que uma horda de pessoas de toga sairá pelas ruas atacando malfeitores com sabres iluminados de plástico. Como todas as religiões, o jedaísmo é um liquidificador de conceitos. Pega ideias do budismo que ressaltam o desapego e a expansão dos sentidos. "A raiva leva ao ódio e o ódio leva ao sofrimento" é uma das ideias propostas pelo jedaísmo. Ou como ensina o mestre Yoda: "seres luminosos nós somos, não essa matéria tosca". É o tipo de ideal religioso que poderia ser aplicado ao cotidiano de qualquer pessoa sem interná-la em uma clínica. É contemporâneo e consciente. Novamente, George Lucas explica: "...a história foi feita para um público jovem, eu estava tentando dizer que havia um Deus, e que há ao mesmo tempo em lado bom e um lado mau. A pessoa pode escolher entre eles, mas o mundo funciona melhor se ela estiver no lado bom".

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Star Wars é um movimento de transformação mundial?

O mérito não pertence apenas a Star Wars, mas a todo o universo da ficção científica: negros e brancos passaram a interagir pela primeira vez. Eric L.Davin, professor da Universidade de Pittsburgh, narra o surgimento dos primeiros fã clubes de ficção científica nos Estados Unidos: "No Sul pela lei, e no Norte por costume, negros eram segregados em transportes públicos e em vários outros lugares". "Mas não em reuniões de fãs de ficção científica. Ali, negros e brancos podiam e de fato interagiam em total pé de igualdade. Conscientemente ou não, essa prática igualitária fez com que o universo de ficção científica se opusesse e subvertesse as regras sociais sobre exclusão e discriminação racial".

O mérito particular de Star Wars está na trajetória de Luke Skywalker. Um fazendeiro de um planeta que fica literalmente na borda do universo (no fim do mundo) e que se transforma em um poderoso guerreiro. É uma inspiração para todo o tipo de jovem marginalizado. Sabendo que a partir de agora teremos um novo Star War a cada ano, discussão não faltará para seus aficionados. Mas Star War sempre será como um pequeno grupo de pessoas pode mudar o mundo.

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Um cozinheiro francês debate o futuro do Brasil, critica o funcionalismo público e diz que a cozinha fará uma revolução.

Laurent Suaudeau é uma das maiores estrelas da cozinha instalada no Brasil. O chef e empresário é dono do Italy e trabalha no país desde 1986. Laurent tem sido um observador da cena política nacional, mas não se posiciona como de esquerda ou direita. "Cheguei à conclusão de que não sou nem de um lado nem de outro", ele afirma. O mais importante, para o francês, é organizar a administração pública. "O que precisamos é redefinir a administração pública, o que não depende de mim, de você, nem de nenhum empresário". Laurent mostra a existência de uma forte oposição ao mundo do funcionalismo: "Os privilégios dos servidores do Estado, achando que estão acima do bem e do mal...Isso acabou. Não há mais saída para esse modelo. O mundo mudou. O grande Estado protetor não existe mais. É preciso olhar para o empreendedor como aquele que faz, em vez de olhar para ele como um bandido". O fato de existirem funcionários públicos com emprego garantido o deixa perplexo. "Não consigo entender. Eu nunca tive [nada garantido]. Se você está a serviço da comunidade, por que ter um lugar garantido? A sua segurança deve ser resultado de sua competência".

Laurent afirma que a cozinha patrocinará uma revolução no Brasil. "Cuidado, neste país a cozinha será o embrião de uma revolução pra valer". "Por meio da cozinha você desenvolve muita coisa". "Recentemente, quando fui a João Pessoa, vi o trabalho que os chefs fazem com os produtores. As pessoas que ficam no campo, com a família, moram numa casa simples, mas com uma horta verde, bonita, que dá dinheiro para se manter. Está na cara que, se há uma melhor produção de alimentos focada em empresas médias e pequenas, haverá maior qualidade em todo o país". Para quem ri ou menospreza o francês é importante reativar a memória. Lembrar que ontem tivemos um "Collor, Caçador de Marajás" galvanizando parte substancial dos eleitores brasileiros.

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As hidrovias foram esquecidas pelo governo.

O Brasil tem um imenso potencial natural para o transporte por rios. São mais de 22.000 quilômetros navegáveis. Todavia, o volume de carga transportada por hidrovias não cresce e ninguém se lembra delas apesar da enorme vantagem competitiva que esse tipo de transporte apresenta, como a grande capacidade de carga a custo relativamente baixo. Para ficar tão somente na mais importante informação: as hidrovias não receberam nenhuma menção, nenhum estudo de despesas, no Programa de investimento em Logística, o que deixa claro que essa modalidade de transporte não está entre as prioridades do governo federal. Esqueçam, não teremos melhoria no transporte pelo rio Paraguai ou pelo rio Paraná em muitos anos.

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