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06/04/2016 08:01

Suíça: os paraísos fiscais fazem 100 anos

Mário Sérgio Lorenzetto
Suíça: os paraísos fiscais fazem 100 anos

A Suíça é o epicentro dos paraísos fiscais. Tem, atualmente, declarados, dois bilhões de euros sob sua gestão em offshores. Patrimônio que começou a ser construído há quase 100 anos. Tudo começou no pós Primeira Guerra Mundial.

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Vários países europeus começaram a taxar as grandes fortunas. Era o fim da época em que as famílias milionárias pagavam pouco ou nenhum imposto. A explosão da dívida pública, a necessidade de recompensar as vítimas da guerra e o pagamento aos mutilados e aposentados do conflito, levou os países a elevar os impostos como nunca ocorrera. No pós-guerra, até 1924, a carga tributária chegou a 72% de toda a riqueza produzida. Os milionários estavam em polvorosa. Reagiram enviando suas fortunas para a Suíça.

O cartel de bancos suíços estava pronto para receber as grandes fortunas. Poucos impostos cobrados e altas taxas de juros pagas começaram a atrair as grandes fortunas que corriam aos balcões dos bancos de Zurique, Genebra e Basileia. Tudo feito de forma anônima. Criaram departamentos de "gestões de grandes fortunas".

Estava aberta a porta para a evasão fiscal, para não pagarem impostos. Estava consumada a primeira grande ascensão da Suíça no mundo financeiro. Entre 1920 e 1938, os cofres suíços cresceram com dinheiro de fora: sairam de 19 milhões de euros para 114 milhões de euros. Quase 3% de todo o dinheiro existente naquela época na Europa migrou para o pequeno país.

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Só de cueca e camisa, a nova moda toma conta das ruas na França.

É uma camisa? Um maiô? Um macacão? Não. É a calchemise, a moda que toma conta das ruas da França. O nome é composto da união de "caleçon" (cueca, em francês) com "chemise" (camisa). Assemelha-se aos "bodies" femininos. Para além da extravagância, a calchemise é prática para os dias tórridos. Os preços não são salgados, variam de R$ 200 a R$ 270. Seu criador, Simon Frèour, diz que a calchemise é "clássica, elegante e hipster".

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Suíça: os paraísos fiscais fazem 100 anos

A explosão de venda do carro da Tesla, igual à dos primeiros iPhones.

Pessoas acampadas em tendas desde a noite anterior, filas dando três voltas no quarteirão, aplausos e urras a cada palavra do gerente no evento de apresentação: foi assim o lançamento do Model 3 da Tesla, há poucos dias. Em apenas três dias, a fabricante de carros elétricos faturou 276 mil pré-reservas do novo modelo, que só será lançado no final de 2017.

No mundo automobilístico, é uma histeria sem precedentes. As milhares de pessoas que fizeram filas nas portas das lojas Tesla, em várias cidades do mundo, desde Hong Kong a Pasadena, esperaram horas pela oportunidade de deixarem mil dólares de depósito e o nome na lista de reservas. Um dia tudo isso será lembrado como o "momento iPhone da indústria automobilística". O Model 3 deverá ser o início da revolução do carro elétrico.

"Precisávamos descobrir como fazer a diferença", dizia Elon Musk, dono da Tesla. Musk não é um Steve Jobs, mas tem o mesmo carisma. O carro tem uma aura futurista, como tudo que a Tesla faz (inclusive mandar foguete para a Lua levando turistas). Desde as portas falcão à tecnologia que controla o carro, tudo parece saído do filme "Odisseia no Espaço".

Musk demonstrou a possibilidade de "chamar" o carro através de um aplicativo, como ocorria no filme. O carro custará US$ 35 mil (R$ 126.000) nos Estados Unidos, como preço base. Acreditem, não há mais a possibilidade de volta, a Tesla empurrará sozinha toda a indústria automobilística para um patamar até agora impossível . O barulho será ensurdecedor, as mudanças desde os postos de combustíveis até as tomadas residenciais, passando pelos mecânicos que terão de adquirir especialização em informática...

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Cibersegurança, a polícia informatizada.

No mundo todo começa a surgir a figura do "Cibersegurança", o policial-hacker, aquele que entende da melhor arma de combate aos crimes, entende do mundo da internet. Ela tornou os crimes mais rápidos, confortáveis e maciços. Imagine um homicídio como era antigamente, sem implicação tecnológica.

Um corpo era encontrado, a polícia chegava ao local e cercava a área, para que ninguém tocasse nas pistas e nas provas. Essa prática está desaparecendo. Agora, as pistas estão na internet. Para complicar a cibersegurança, os proprietários das pistas são os provedores das redes sociais. Facebook com WhatsApp, Google e Twitter sabem da vida das pessoas como nunca antes ocorreu no mundo.

As investigações já não estão só em mãos da polícia, nem sequer de um juiz, porque os delitos cruzam as fronteiras com a internet, mas os julgamentos não podem cruzá-las. A vida das pessoas está em mãos dos empregados de empresas que gerenciam os acessos à internet. A polícia não pode ter acesso a muitas dessas contas. As informações de tua vida são de propriedade, exclusiva, dessas empresas.

Sabe quantas permissões o Facebook pede para baixar o aplicativo em seu celular? 18. Entre elas há uma que pede acesso a informações confidenciais. E você diz ao Facebook que ele pode rastrear tudo que bem entender sobre tua vida. E o Facebook comprou o WhatsApp. Assim, passou a saber o que você publica, a sua informação confidencial à qual você deu permissão porque não tem tempo de ler as condições que aceitou, as suas conversas...tudo a teu respeito. O Facebook tem as informações confidenciais de 1,6 bilhão de pessoas. Quem, então, tem o poder? Mas o Google tem ainda mais poder. Se houvesse uma guerra na qual o Facebook virasse o Batman, enquanto o Google fosse o Superman, o Google venceria amplamente. E o pior, não há alternativa. Você ficaria sem o Google, Facebook e WhatsApp e Twitter? As pistas dos crimes estão na internet e poucas, no corpo que cai.




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