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03/08/2016 07:05

Tem mais de 40 anos? Deveria trabalhar três dias por semana

Mário Sérgio Lorenzetto
Tem mais de 40 anos? Deveria trabalhar três dias por semana

Os trabalhadores com 40 ou mais anos consegue produzir mais se trabalharem por volta de 25 horas por semana. É o mesmo que dizer que deveriam ter três dias de trabalho e quatro de descanso. Se assim agirem, terão menores níveis de stress, estarão mais alertas e terão maior capacidade de memória, o que, em última análise, eleva os níveis de produtividade.

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A conclusão é de um estudo realizado, no início de 2016, pelo Instituto de Economia Aplicada e Investigação Social da Universidade de Melbourne, na Austrália, eu analisou 3.500 mulheres e 3.000 homens, com diferentes níveis de escolaridade, entre os 40 e os 69 anos de idade.

O estudo analisou os efeitos que as horas de trabalho podem ter sobre a capacidade cognitiva dos trabalhadores. "O trabalho pode ser uma faca de dois gumes, no sentido de pode estimular a atividade cerebral, mas, ao mesmo tempo, longas horas de trabalho e alguns tipos de tarefas, podem causar fadiga e stress, que podem afetar as funções cognitivas".

Para testar as capacidades cognitivas e a forma como são afetadas, os autores do estudo pediram aos participantes que realizasse uma série de exercícios, incluindo ler em voz alta, associar letras e números em determinado tempo e recitar números por ordem decrescente.

Os investigadores concluíram que trabalhar 25 a 30 horas por semana produz efeitos cognitivos positivos para os homens, enquanto as mulheres obtiveram resultados positivos trabalhando entre 22 e 27 horas por semana.

Tem mais de 40 anos? Deveria trabalhar três dias por semana

Elas morrem sozinhas

Só em Campo Grande, umas dez pessoas morrem sozinhas a cada trimestre. Passado algum tempo são descobertas pelos vizinhos. Não deveria surpreender-nos. Segundo todos os estudos, o número de pessoas que vivem sós não deixa de aumentar. Os lares se fazem a cada dia menores e mais numerosos. E tudo aponta que esse fenômeno seguirá crescendo. O sistema logrou desencadear uma guerra que isola o indivíduo e o faz mais débil e manipulável do que nunca.

Com as sociedades resumidas a simples somas de egos sem alma, confrontados pelo princípio da rede virtual e unidos pela mútua desconfiança, a mulher sofre tanto quanto o homem. Mas vive mais. A solidão é um terreno propício para a loucura. Sobretudo quando se trata de uma solidão estéril. É um dos males mais comuns de nosso tempo.

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A infância de Dickens e o corvo de Poe.

Nunca saberemos qual é a nossa primeira recordação. Imaginem esta cena: um pequeno Dickens observa a neve caindo sobre o solo de Londres. Está a ponto de pisar no cárcere quando acaba de colocar dez velas em seu bolo de aniversário. Seu pai vai ser encarcerado em uma cela com toda sua família. Uma família numerosa e faminta.

Charles, um dos filhos, levará esse momento trágico para sempre. Dickens encontrou algumas paixões relacionadas com a amizade dentro do presídio. Paixões que não havia encontrado fora. Como já dizia Bukowski: "se deseja saber quem são teus amigos, convide-os para visitá-lo no cárcere". Dickens descobriu em sua própria carne. O melhor amigo que encontrou nesse tempo foi, nada mais nada menos, um corvo que respondia ao nome de Grip. E apesar de tudo, Grip, mesmo morto, seguiu vivendo no cérebro de Dickens. Não temos recordações da primeira infância, mas a temos, bem conservada, da "última infância".

Muitos anos mais tarde, um já famoso Dickens, atravessou o Atlântico. Foi ao florescente Estados Unidos. Já havia convertido Grip em uma personagem na novela "Barnaby Rudge". Um dos habitantes dessa parte das Américas, um desconhecido de verbo elegante estava encharcado da profundidade de Grip, o reflexo da infância de Dickens. O norte-americano respondia pelo nome de Edgard Allan Poe.

Dickens encontrou com Poe em Baltimore. Perguntou ao inglês sobre o paradeiro de Grip. O animal retornou à sua mente. Recordou o famoso "Olá, menina", a expressão favorita do corvo. Casualidade, ou não, a novela seguinte de Dickens seria o célebre "Conto de Natal", onde a figura do Senhor Scrooge é visitada por diversos fantasmas que conseguem mudar sua tendência solitária e arisca. Um deles, o fantasma dos Natais passados, o translada a uma infância desgraçada mas inocente. Dickens já havia descoberto a verdade: a infância sempre volta.

Por outro lado, nos Estados Unidos, o até então medíocre Edgard Allan Poe, aquele homem que escutava atentamente a história de Grip dos lábios de Dickens, publicou poucos meses mais tarde, um célebre poema que o catapultou à fama. Mísera, mas, enfim, fama. O argumento do poeta está baseado na capacidade que certa ave demonstra na hora de recordar o narrador que deve conviver com a maldita expressão que pesa em seus ombros: "Nunca mais". Poe batizou o célebre poema, como não poderia ser de outra maneira, com o reconhecível nome de "O Corvo".

Tem mais de 40 anos? Deveria trabalhar três dias por semana

Ainda há um fio de esperança no humano.

As redes sociais vivem abarrotadas de mensagens xenófobas, racistas, politicamente extremistas, homofóbicas, enfim, propagadoras de ódio. Mas, no meio de tanta insensatez, sempre aparece algo de bom. "Bored Panda" é um desses oásis no deserto da anti-humanismo.

Para quem não conhece, o Bored Panda é uma espécie de revista eletrônica que compila o que de mais bonito e estranho aparece no planeta. Trata-se de um projeto que, até em sua definição, transmite bons eflúvios: "Bored Panda é uma empresa de mídia dedicada a espalhar conteúdo viral que façam as pessoas felizes". Traz uma compilação de fotos tirada no cotidiano de pessoas normais de vários países e que nos fazem acreditar novamente na humanidade.

Vemos uma imagem de uma maratonista que perde o primeiro lugar na prova para segurar uma garrafa de água para um deficiente sem mãos. Também há no Bored Panda a foto do cartaz que avisa: "Se está desempregado e precisa de roupas limpas para ir a uma entrevista de emprego, pode entrar. Nós lavamos as suas de graça". Há muitas fotos de pessoas que fazem de tudo para salvar animais em perigo. Há um momento em que um soldado em plena guerra trata de um gatinho. Na categoria animais, nada supera a imagem da menininha que vendeu todos seus bichinhos de pelúcia para doar o dinheiro a um abrigo de animais de verdade.

Inspire-se no Bored Panda. Afinal, ainda há um fio de esperança no ser humano.




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