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06/03/2014 08:30

Terminal ferroviário de Cascavel – exemplo para Maracaju e Dourados

Mário Sérgio Lorenzetto
Terminal ferroviário de Cascavel – exemplo para Maracaju e Dourados

O terminal ferroviário de Cascavel é um exemplo para Maracaju e Dourados

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A construção e modernização do ramal ferroviário que ligará Maracajú a Paranágua tem sido motivo de um dos maiores planejamentos e sonhos dos governantes do Mato Grosso do Sul e do Paraná. E também dos agricultores e cooperativas.

Todos aguardam a licitação do ramal que ligará Maracajú, passando por Dourados e chegando a Cascavel. O trecho que parte de Cascavel, passando por Guarapuava e Lapa para chegar a Paranaguá necessita de modificação na bitola atual. Esse trecho paranaense pouco divulgado no Mato Grosso do Sul, tem bitola estreita com velocidade média de 15 quilômetros por hora. Um ramal obsoleto que necessita ser modernizado.

Essa modernização e construção da ferrovia Maracajú a Paranaguá terá 1 mil Km de extensão e, aguarda-se, ser licitado ainda no primeiro semestre de 2014. A previsão para o início das operações nessa ferrovia é de 2019 ao custo de R$ 7,3 bilhões.

Esse é um projeto, contudo. Há outro em franco andamento em Cascavel que está intrínsecamente acoplado ao projeto ferroviário – a construção do terminal ferroviário de Cascavel. Um projeto de logística de R$ 200 milhões, já iniciado pelas quatro maiores cooperativas do oeste paranaense – Coopavel, Lar, Copacol e C.Vale. Elas se reuniram em uma só empresa para esse projeto e a denominaram Central Cotriguaçu.

Há três meses, entrou em funcionamento a primeira das duas câmaras frias de 10 mil toneladas de capacidade para expedição de contêineres de carnes e, em 2015, entrará em funcionamento a área de grãos, com três armazéns de 120 mil toneladas cada. Algo semelhante ter de ser construído em Maracajú, em Dourados ou em ambas as cidades. Estamos atrasados?

Terminal ferroviário de Cascavel – exemplo para Maracaju e Dourados
Terminal ferroviário de Cascavel – exemplo para Maracaju e Dourados

O paradoxo de Tullock

Em 2007, Putin estimou que a Rússia gastaria US$ 12 bilhões nas Olimpíadas de Inverno em Sochi. O custo final acabou em US$ 50 bilhões, bem mais do que os US$ 7 bilhões gastos em Vancouver em 2010. Grandes investimentos de última hora, embelezamentos para esconder problemas. Estas são as acusações da oposição russa, que afirma também que as obras foram realizadas por empresas próximas a Putin. A cidade de Sochi é emblemática da economia russa. Porém, o problema do vínculo entre construção e corrupção é um problema global.

A ONG Transparência Internacional já há muito trata as empresas de construção como as mais corruptas do mundo, apontando para a manipulação de licitações e subornos como práticas comuns. Máfias nas construções de Quebec, os escândalos envolvendo o Primeiro Ministro da Turquia, são só indicativos de algo maior. Estima-se que até 2025, cerca de US$ 1,5 trilhão serão perdidos em fraudes envolvendo a construção. O que faz as empresas de construção serem envolvidas em tais negociações? Uma das razões está no fato de que os governos precisam de infraestrutura, e infraestrutura demanda construtores.

Terminal ferroviário de Cascavel – exemplo para Maracaju e Dourados

Obras grandiosas, empresas capacitadas e corrupção à vista

Além disso, projetos privados grandiosos também demandam a participação dos governos. A questão é que, quanto mais normas tentando regular o setor, e quanto mais pessoas aplicando tais normas, mais espaços para a corrupção vão existir. Outro gargalo está na produção de obras grandiosas. Poucas empresas têm capacidade para desenvolvê-las, o que torna a disputa menor e a negociação com os governos mais direta.

Isto gera o paradoxo de Tullock, em que o suborno que é fornecido aos governos representa um pequeno percentual da obra inteira. Logo, subornos se tornam atrativos. E quando um projeto é bem grande, como uma Olimpíada, é mais fácil esconder grandes subornos. Arenas esportivas e rampas de ski são um exemplo de obras grandiosas deste tipo. Mesmo na Rússia, em que a reeleição não é um problema com que Putin se preocupa, o investimento em obras grandiosas aquece temporariamente a economia, são criados trabalhos na construção civil e isso possibilita o populismo clientelista. No caso do Brasil, estima-se que, dos R$ 2,8 bilhões iniciais previstos para a Copa, chegue-se a R$ 8 bilhões. Na África do Sul, em 2010, o custo total das dez arenas foi de R$ 3,2 bilhões. Alguém sabe quanto as Olimpíadas em 2016 vão custar?

Terminal ferroviário de Cascavel – exemplo para Maracaju e Dourados
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Selfie do Oscar foi jogada de marketing

A Samsung usou a moda selfie para faturar. E conseguiu. A selfie da apresentadora Ellen DeGeneres durante a cerimônia de entrega do Oscar foi uma jogada de marketing da Samsung, conforme o "Wall Street Journal". DeGeneres aparece ao lado de astros como Bradley Cooper, Angelina Jolie, Brad Pitt, entre outros, faria parte de um acordo da empresa com a organização da festa e segundo o qual o smartphone Galaxy Note 3 seria "integrado" à cerimônia. E os resultados? Três milhões de compartilhamentos nas duas horas de transmissão da 86ª edição do prêmio.

Foi caro. a Samsung teria desembolsado US$ 20 milhões em anúncios a serem veiculados durante a cerimônia. Ainda segundo o "Wall Street Journal", a Samsung entregou à ABC, que transmitiu o prêmio, smartphones para serem usados durante a cerimônia e obteve a promessa da TV de que os aparelhos seriam exibidos. Para se “defender”, a Samsung lembrou que durante a cerimônia, a apresentadora postou fotos com seu aparelho iPhone, que é da Apple.

Terminal ferroviário de Cascavel – exemplo para Maracaju e Dourados
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E onde vai parar o Facebook?

A empresa negocia compra de fabricante de drones, não contente com a aquisição bilionária do aplicativo de mensagens WhatsApp. Quem informa é o site TechCruch. O Facebook estaria em negociação com a fabricante Titan Aerospace – fabricante dos tais aviões não tripulados. A compra seria fechada ao valor de US$ 60 milhões.

Por meio dos drones, a rede social teria maior facilidade para espalhar sinal de internet para regiões onde há maior dificuldade de acesso. Seria uma forma de o Facebook ampliar a cobertura digital ao mundo ainda não conectado. O Facebook usaria mais de 10 mil drones para a experiência, que começaria na África.

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