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31/08/2016 07:05

Um milionário, quer educar o próximo Presidente do Brasil

Mário Sérgio Lorenzetto
Um milionário, quer educar o próximo Presidente do Brasil

Quem será o próximo Presidente do Brasil? Lula, o "pai fundador de Dilma"? Ou Marina que não sabe de nada? Pode ser Aécio, aquele que entregou o país para Lula. E resta ainda Bolsonaro, o candidato que faz do radicalismo sua mídia gratuita. O leque de opções é vasto. Mas pobre em conteúdo e esperanças. Tal como nas eleições municipais em Campo Grande, deparamo-nos com o despreparo. Lemann, dono da maior fortuna entre os brasileiros também pensa assim.

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O brasileiro Jorge Paulo Lemann, de 77 anos de idade, dono de uma em cada quatro cervejas consumidas no mundo - Brahma, Antartica, Skol, Budweiser e Stella Artois -, da cadeia de fast food Burguer King, do gigante alimentar Heinz, da cadeia de supermercados Lojas Americanas e de outras trinta empresas distantes dos grandes anúncios publicitários, desistiu. Sim, Lemann desistiu. Talvez seja sua primeira desistência na vida. Desistiu de estar longe da política. Fez mais, Lemann apareceu e falou em público. A uma plateia de 800 pessoas falou de sua nova meta: criar uma nova geração de gestores públicos e fazer um novo presidente do país.

"Eu passei minha vida inteira fugindo da política, hoje acho isso errado", afirmou Lemann, detentor de uma fortuna de US$ 32 bilhões. E prosseguiu o raciocínio, em cerimonia de comemoração da Fundação Estudar, instituição criada por ele para oferecer bolsas de estudo para jovens talentosos e esforçados: "A minha esperança é de que os princípios da fundação - a meritocracia, o pragmatismo, a escolha acertada de pessoas, o resultado, o empreendedorismo - sejam adotados pelos governos e, espero por isso, que um futuro presidente do país venha da fundação".

A Fundação Estudar, que já ofereceu 600 bolsas de estudo, ampliou a esfera de ação, agora, também, está vocacionada para estudos em administração pública. Algum milionário do Mato Grosso do Sul se habilita a criar um instituto voltado para a administração pública, o mesmo rumo indicado por Lemann? Algum político de nosso Estado se habilita a aprender administração pública na Fundação Estudar? Ou continuaremos a blasfemar contra o despreparo que está posto?

Um milionário, quer educar o próximo Presidente do Brasil

Mulheres que leem são sexys

A inteligência é erótica. Para amar e desejar alguém têm que admirá-lo, e um dos caminhos mais diretos para a admiração é a chispa da inteligência. É fácil encontrar imagens de Marilyn Monroe (ou, melhor dizendo, de Norma Jeane) lendo. Marilyn é, indubitavelmente, a mulher mais sexy dos últimos 100 anos. Ela não pousava para as lentes com um livro, Marilyn lia e assim era encontrada absorta nas páginas. São imagens consideradas pelos especialistas dentre as mais sexys. Uma recordação: sexy não é sinônimo de pornô. Marilyn não tinha um dedinho de tonta e desfrutava muito da leitura. Apesar da indústria de Hollywood vender a imagem da loira boba, os que conviveram com ela citam sua leitura favorita, nada menos de "Ulisses", de James Joyce. A foto de Marilyn lendo esse livro foi uma das mais famosas da atriz por dezenas de anos. A outra, é ela lendo "Um inimigo do povo", de Ibsen. O próprio livro pode converter-se em objeto erótico.

Não, nem todas as mulheres leem, da mesma maneira que muitos homens usam livros apenas para calçar mesas. Algumas pinceladas históricas sobre o erotismo das mulheres leitoras podem ser encontradas em um dos mais importantes intelectuais espanhóis que foi Juan Luis Vives. Ele que é considerado um dos primeiros humanistas do mundo - ainda no século XVI - aconselhava a todos os homens que evitassem que suas mulheres e filhas lessem: "as mulheres não deveriam seguir seus próprios juízos, uma vez que tem tão pouco". Três séculos mais tarde, Sylvain Maréchal, escreveu um longo panfleto chamado "Projet de loi portant défense d´apprendre à lire aux femmes" ("Projeto de lei para proibir o ensino da leitura às mulheres). Com um estilo satírico, Maréchal enumera as grandes mulheres da Antiguidade que não necessitaram saber ler para vencer, desde Helena de Troia até Joana D´arc. Ele ainda adverte dos " perigos" para a convivência quando a mulher é mais sábia que o homem. Esse tipo de objeção ainda faz parte de nossa realidade. A intelectualidade, o gênio, a inteligência e muita leitura, são reservados para o homem. Objetem. Esgrimam. Mas as mulheres que leem são sexys. Muito mais eróticas.

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Um milionário, quer educar o próximo Presidente do Brasil

As datas mais importantes no Brasil são: o dia do incêndio, o dia da enchente e o das medalhas

Em Agosto, é garantido: falamos de incêndios. Em janeiro, de enchentes. E, de quatro em quatro anos, de medalhas olímpicas. É garantido, há incêndios no Mato Grosso do Sul, e em outros Estados, desde a invenção do fogo no Paleolítico Médio. Daqui a alguns meses as chuvas farão desabar casas e avenidas, causando danos terríveis. Os responsáveis irão ao local, dirão que é uma calamidade e demonstrarão solidariedade, enquanto técnicos posarão de "sabichões" e alertarão para os perigos de construir casas em locais perigosos e dos erros cometidos pela prefeitura nas avenidas. Todos se comoverão. É assim, ano após ano, desde o troglodita com a primeira tocha nas mãos e Noé com seu grande dilúvio.

Menos trágica, mas igualmente cíclica, é a controvérsia que cerca os Jogos Olímpicos. Dada a tradicional escassez de vitórias, a metade da população levanta-se do sofá exigindo mais medalhas, enquanto a segunda metade exige respeito e reconhecimento para os "lobos solitários sem apoio" e que só pensa em Neymar e seus "parças", mas que conquistaram as poucas medalhas brasileiras. Daqui a pouco, bem pouco, a controvérsia cai no esquecimento. Este é um país de esquecidos. Todavia, a mesma controvérsia retornará dentro de 3 a 4 anos. Com os mesmos argumentos de sempre.

Desta vez tivemos as "surpresas" de uma ginasta que treinava de pitangueira em pitangueira, de uma campeã no judô que nasceu sem esperança na Cidade de Deus, um tri-medalhista de canoagem que aprendeu a remar sozinho para ganhar cadernos onde pudesse escrever, um boxeador de ouro que aprendeu a lutar para se defender do crime em Salvador, na Bahia. Alguns problemas no Brasil são com hora marcada e sem prazo para resolver. Pode ser para a eternidade.

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Boca de lobo inteligente

Não tem erro. Há mais de 6 anos que nossas ruas inundam com as chuvas. Os bueiros entupidos são, em geral, os responsáveis pelas inundações. Lotados de lixo pelo descuido da prefeitura, eles não cumprem sua função: escoar a água.

A empresa mineira Net Sensors criou uma solução para o problema. Desenvolveu um filtro inteligente para bueiros. É um cesto, com pequenos buracos para a passagem de água. A sujeira fica retida. O sistema é complementado por um sensor. Ele monitora a quantidade de detritos retida no local e envia, por meio da rede de telefonia móvel, boletins periódicos à companhia de limpeza urbana. O equipamento está sendo testado em São Paulo, no Rio de Janeiro e em São José dos Campos (SP). Talvez com um novo prefeito aparece além da boca de lobo inteligente, alguma inteligência pratica na Prefeitura de Campo Grande.




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