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10/06/2014 08:05

Vai ter Copa e vai ter legado, os R$ 26 bilhões trarão muitos ganhos

Mário Sérgio Lorenzetto
Vai ter Copa e vai ter legado, os R$ 26 bilhões trarão muitos ganhos

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O Brasil deve receber nos próximos dias 4 milhões de turistas que participarão da Copa do Mundo. Ninguém duvida, vai ter Copa. É verdade que há aeroportos inacabados, obras viárias por terminar e tantas outras interrompidas por falhas de planejamento e de gestão do governo federal, dos governantes estaduais e municipais bem como dos empresários. Os erros são de responsabilidade generalizada. Talvez a “culpa seja das estrelas” ou do malfadado “jeitinho brasileiro”. Os R$ 26 bilhões aplicados por governos e empresas em mais de 80 importantes projetos trazem muitos ganhos.

1. Os aeroportos tiveram sua capacidade acrescida em mais de 30%. Alguns estão inacabados, mas não comprometem o acolhimento de seleções e torcedores. A transformação dos aeroportos será um dos principais legados para os brasileiros no pós-Copa.

2. Queiram alguns ou não, este é o país do futebol. Com a Copa do Mundo a quase totalidade dos estádios foram renovados. O único estádio importante que continua obsoleto é o do São Paulo – Morumbi. Rio de Janeiro, Minas Gerais, São Paulo, Paraná, Rio Grande do Sul, Bahia e Pernambuco são os Estados que detêm a primazia do futebol nacional. Todos tiveram seus parques esportivos renovados com tecnologias usadas pela engenharia local de forma inédita. Os estádios e a engenharia ganharam muito com a Copa.

3. A rede hoteleira ganho cinco mil novos apartamentos em 70 empreendimentos. Elevou em 20% a oferta de hospedagem no país.

4. A indústria de telecomunicações antecipou a instalação de torres e cabos que elevaram em 50% a capacidade de transmissão de voz e dados.

5. Nas 12 capitais-sede está ocorrendo uma transformação nas relações entre coleta seletiva do lixo, catadores e empresários que recebem o material a ser reciclado. Antes da Copa eles ganham apenas com a venda do material recolhido. Com uma ação coordenada pela Coca Cola eles passarão a receber uma diária de R$80, acrescida de ajuda de custo e de R$25 para alimentação e transporte. Eles acreditam que esse modelo será usado por todos nos pós-Copa.

É verdade, ocorreram erros, atrasos, má gestão e incompetência. Mesmo assim, a Copa movimentou meios de produção e recursos de forma singular no país. Muitos benefícios serão utilizados pela população.

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Turismo feito sob medida

Enquanto os paulistas jogam fora a oportunidade da Copa do Mundo com seus intermináveis protestos, que levaram a uma taxa de ocupação dos hotéis da capital paulistana em torno de 30% e das outras cidades que sediam o evento futebolístico que estão com taxas de ocupação de mais de 80%, alguns brasileiros preparam as malas para uma nova forma de fazer turismo. Agora viajam para lugares exóticos, acampando nas selvas africanas ou assistindo a aurora boreal em um safari na neve da Finlândia.

Esse turismo “taylor made”, ou “feito sob medida” deslanchou na última década. Nada de Nova York ou Miami. Nem Paris ou Provença. Estão em busca do exótico, são aqueles que fogem completamente do turismo tradicional, que não querem estar no lugar onde o mundo inteiro está. Eles estão ditando a tendência.

Esses viajantes exóticos, no geral, são adultos, entre 30 e 60 anos, bem informados, com interesses específicos como arte, esporte ou gastronomia e em geral dispõem de pouco tempo.

Esses brasileiros podem se encontrar em uma praia das ilhas Seychelles ou em um templo budista no Nepal. Nas ruínas de Angkor no Cambodja ou em um safari na Tanzânia. Nas maravilhosas cataratas Victória, entre Zâmbia e Zimbabwe ou em uma viagem familiar para festejar o Natal na Lapônia. Descendo em um vulcão na Islândia ou visitando o deserto de Gobi na fronteira da China com a Mongólia que é coberto de flores. O mundo é exótico e belo.

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A indústria brasileira está jogando na retranca

A indústria nacional está aprisionada na armadilha do baixo custo. O tripé constituído por juros altos, câmbio valorizado e política fiscal aleatória, jogou a indústria em um circulo vicioso de cortes de custos, simplificação de produtos e processos e outros métodos de redução de despesas.

De um lado, os produtores de bens não encontram alternativa para acomodar as pressões da alta dos preços dos insumos, infraestruturas, mão-de-obra e preço do dinheiro. De outro, os produtores de serviços fazem o inverso – repassam para os preços a maior parte das pressões de custos para o setor industrial que se vê obrigado a novas rodadas de enxugamento.

A busca incessante do corte de custos é um comportamento semelhante ao do time que vai recuando, recuando e acaba tomando o gol não desejado. É necessária uma nova estratégia e novos investimentos ou o marasmo e os gols evitados continuarão a surgir.

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Gasto médio com acidentes aumenta progressivamente à frota

Os acidentes de trânsito representam perdas anuais de R$ 1,8 milhão para Mato Grosso do Sul, segundo estimativa do Ministério da Saúde. É um gasto crescente, um verdadeiro problema de saúde pública, agravado pelo abuso da alta velocidade, do álcool ao volante e desrespeito às regras de trânsito. Tudo seria meio óbvio, mas piora com a busca da autossuficiência pelo transporte. No Estado, essa busca é traduzida diretamente com a compra de veículos automotores, principalmente as motocicletas. Conforme dados do Detran (Departamento Estadual de Transporte e Trânsito), a frota do Estado chega a 1,2 milhão de veículos, sendo 308,6 mil motocicletas. Somente em Campo Grande, das 482,8 mil veículos, 111,4 são motocicletas.

E, de tantas, na combinação com velocidade, álcool e imprudência, o resultado são os acidentes que, além das perdas econômicas, impõem ruptura de vida. Ainda segundo o Detran, 37% dos acidentes ocorridos envolviam motocicletas. No país, de acordo com o Ministério da Saúde, a média de mortes chega a 42,8 mil pessoas ao ano e pressiona, além dos atendimentos imediatos às vítimas prestados pelo Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência), prontos de saúde, reabilitação, consultas, exames e fisioterapia.

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Bancos terão horário especial em dias de jogos da seleção brasileira

A Febraban (Federação Brasileira de Bancos ) informou ontem que, nos dias de jogos da seleção brasileira, os bancos abrirão ao público das 8h30 às 12h30. Por conta do horário especial, os tributos como ISS, IPTU e outros devem ser pagos um dia antes do vencimento, para não haver incidência de multa ou juros. Segundo a Febraban, os bancos devem afixar nas agências aviso sobre o horário de atendimento nos dias de jogos com antecedência mínima de 48 horas. Há alternativa para pagamento em caixas eletrônicos, a internet banking, o aplicativo do banco no celular (mobile banking), operações bancárias por telefone e também pelos correspondentes, que são casas lotéricas, agências dos Correios, redes de supermercados e outros estabelecimentos comerciais credenciados.

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OCDE lança indicativo que mede o que interessa para o bem estar

A OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico) lançou ontem o Índice para uma Vida Melhor, que tem como objetivo visualizar e comparar alguns dos fatores em 34 países. O índice é uma é uma ferramenta interativa que auxilia na avaliação de desempenho dos países em 11 quesitos que refletem além dos termos de condições materiais de vida (moradia, renda, trabalho) e também em termos de qualidade de vida (comunidade, educação, meio ambiente, governança, saúde, satisfação de vida, segurança e equilíbrio vida-trabalho).

Cada um dos quesitos é baseado em índices conforme as especificidades. O trabalho, por exemplo, baseia se em quatro medidas: a taxa de emprego, os rendimentos pessoais, a taxa de desemprego em longo prazo e a segurança no emprego. Por meio do índice, que não cria um ranking, é esperado o compartilhamento do cidadão sobre o que é importante para a qualidade de vida a partir de sua perspectiva.

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