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04/07/2016 08:14

Vida eterna e ressurreição nas ciências. O backup do cérebro

Mário Sérgio Lorenzetto
Vida eterna e ressurreição nas ciências. O backup do cérebro

Ray Kurzweil é diretor de engenharia do Google. Ele também é considerado o maior expert em inteligência artificial do mundo. A revista Forbes o definiu como "a máquina de pensar suprema". Não é a toa que Kurzweil é doutor "honoris causa" por 15 das maiores universidades do mundo. Ele diz que o maior objetivo de sua vida é alcançar a imortalidade.

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Literalmente, não no plano metafórico. Ele afirma, com veemência, que a sua, é a última geração (está com 67 anos de idade) que tomará cuidados com a personalidade porque em dez anos seremos capazes de reverter o efeitos da idade e nos mantermos jovens eternamente. Kurzweil também afirma que não está distante o dia que seremos capazes de fazer uma cópia de segurança de nosso cérebro e colocá-la nas nuvens da internet. Assim, criaríamos um avatar, praticamente idêntico, de alguém já falecido. Ele deseja não apenas a vida eterna, mas ressuscitar os mortos. E não dá para duvidar de suas ideias. Ele vem acertando tudo desde 1990.

Vida eterna e ressurreição nas ciências. O backup do cérebro

17.583. Esse o número de crianças que sofreram violência sexual em 2015.

O número é assustador. A violência sexual contra crianças assusta e está coberta por um manto de tabu e silencio. É comum ouvir que a causa é a pobreza ou que isso só ocorre em regiões de muita pobreza. Ainda que os fatores econômicos são facilitadores da violência sexual contra a criança, eles não são determinantes. Os estudos demonstram que o abuso sexual no Brasil não tem uma classe social.

Também é importante perceber que o fato de famílias menos favorecidas terem menor condição de acompanhar e orientar seus filhos, por ausência de formação ou tempo de trabalho fora dos lares, também tem uma rede de apoio insuficiente. Nem mesmo as creches são ofertadas para as crianças em número razoável. O Disque 100 é uma boa forma de prevenir o abuso, mas não está perto de ser um motor para resolver esse gravíssimo crime. Agimos como as crianças - estamos engatinhando -, enquanto os violentadores voam à jato para cima das crianças.

Vida eterna e ressurreição nas ciências. O backup do cérebro

Transformar água em vinho, sem uva.

Depois do bife sem vaca, vem aí o vinho sem uva. Uma empresa californiana - Ava Winery - garante que é possível transformar água em vinho requintado em apenas 15 minutos. O primeiro produto a ser lançado será um Dom Pérignon da safra 1992, que custa em torno de R$700. Pretendem cobrar "módicos" R$ 170 por uma garrafa.
A empresa diz que analisou os perfis moleculares para conhecer todos os componentes do Dom Pérignon e combinaram, quimicamente, cada um deles na proporção correta. O bife sem vaca até hoje não foi para os pratos, qual o futuro do vinho sem uva?

Vida eterna e ressurreição nas ciências. O backup do cérebro

Os custos médicos aumentaram 70% acima da inflação.

Planos de saúde corporativos. Este é o segundo maior custo com recursos humanos para uma empresa. Só perde para a folha de pagamentos. E cresce a um ritmo frenético, aumentaram, em média, 70% acima da inflação nos últimos anos. Não se vislumbra uma saída para esse quesito da crise econômica brasileira. Pelo contrário, a cada dois anos, a Agência Nacional Saúde Suplementar (ANS), que regula o mercado de planos de saúde, inclui novos procedimentos obrigatórios no rol de cobertura dos planos. Neste ano, forma 21 novos procedimentos, como um exame para o diagnóstico da dengue e um medicamento para o tratamento do câncer de próstata. Novos procedimentos recaem nos bolsos de quem tem um plano de saúde ou da empresa que o paga.

As empresas custeiam 66% dos planos de saúde e estão inventando novas medidas para que seus funcionários não adoeçam. Passaram a adotar medidas preventivas contra as doenças.
Também é curioso notar que as demissões não ajudam a reduzir, por enquanto, o peso do pagamento dos planos de saúde para as empresas. Ao contrário, elas são explosivas. Funcionários demitidos, por lei, mantêm o direito ao plano por pelo menos seis meses, ou funcionários com medo da demissão tendem a fazer mais exames e mais consultas, antes que o "facão" aconteça. Os demitidos costumam usar 30% mais o plano de saúde do que os empregados. Essa crise não sairá do radar em pouco tempo.




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