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03/05/2016 08:10

Viveremos até os 140 anos. Conheça a metformina

Mário Sérgio Lorenzetto
Viveremos até os 140 anos. Conheça a metformina

A diretora do Centro de Investigações Oncológicas da Espanha, María A. Blasco, e a jornalista especializada em ciências Monica G. Salomone, escreveram um livro - "Morir joven, aos 140" (Morrer jovem, aos 140) - no qual exploram o paradigma de frear o envelhecimento. Nele, são explicados os avanços científicos, as implicações sociológicas e, inclusive, as dúvidas éticas que implicam vivermos 140 anos. Esse dia chegará, afirmam elas.

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O que sabemos nas últimas pesquisas é que o envelhecimento não foi programado pela evolução. A evolução nos programou para que nos mantenhamos jovens com a finalidade de garantir que a nossa espécie, tal como as demais, tenha descendentes. Também é conhecido que no processo de envelhecimento deixam de funcionar alguns mecanismos que nos protegem e que ocorrem em diferentes velocidades nas variadas espécies.

Os humanos tem expectativa de vida algo como oitenta e tantos anos. Os ratos vivem um ano, mas podem alcançar 3 anos. As baleias podem alcançar até 250 anos. Os mecanismos podem ser ajustados modulando os genes. Já foram descobertos esses mecanismos e se manipularmos os telômeros - estruturas protetoras que existem no final de nossos cromossomos - como já foi feito em vermes e em ratos, atrasaremos o envelhecimento e as enfermidades próprias da velhice. Sim, não basta apenas vivermos mais, mas temos de ser saudáveis.

O primeiro ensaio clínico será provado em humanos com a metformina, um medicamento utilizado especialmente para combater a diabetes mellitus tipo 2. Esses testes serão realizados nos Estado Unidos. A metformina vem sendo largamente utilizada em pessoas obesas e é o fármaco mais utilizado no Brasil para essa doença. Os efeitos colaterais da metformina tem gravidade zero. Cólicas, diarréias, enjoos e vômitos podem surgir no início do tratamento.

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O futuro será no sofá?

Como será o futuro da economia e do mercado de trabalho daqui a 20 anos? Ninguém sabe, mas há muitas pistas e indícios assustadores. Desde 2010, o número de pessoas que trabalha ou procura emprego vem caindo no mundo. Depois de 50 anos de aumento ininterrupto na fração de mulheres no mercado de trabalho, a tendência reverteu-se.

Duas explicações são dadas pelos especialistas para a diminuição de postos de trabalho: a primeira está ligada ao número de máquinas que substituíram os humanos e a segunda é decorrente do aumento da riqueza nas famílias. O percentual de pessoas da classe média que não procura trabalho elevou-se. As pessoas mais propensas a abandonar o trabalho são aquelas que tem outro elemento da família com rendimentos altos. Em geral, são homens com qualificações medianas ou baixas que decidiram ficar em casa porque a esposa ou outros familiares tem curso, carreira e ganha bem.

Essa tendência está ligada ao aumento da desigualdade. Hoje, quem tem sucesso, capacidade de trabalho, as qualificações certas e bastante sorte, consegue ganhar muito. Mas muitos outros, uma expressiva maioria, ganha pouco. Há, ainda, outro fato que preocupa os estudiosos do mercado de trabalho mundial, ele está relacionado ao entendimento de como as pessoas que não trabalham ocupam seu tempo. A grande mudança na última década é que as pessoas passam muito mais tempo a interagir com equipamentos eletrônicos, em atividades que descrevem como lazer ou "cuidado pessoal". Olhando para as grandes invenções do século XXI, muitas estão centradas na melhoria das atividades de lazer. Ao mesmo tempo, cada vez mais tarefas rotineiras estão sendo substituídas por máquinas e robôs. Sobra para os humanos a capacidade de inventar, resolver problemas e lidar com outros humanos.

Combinando esses fatos, temos uma economia diferente. Ser um dos melhores no que faz tem um retorno cada vez maior, sobretudo nas tarefas que não somos substituídos por máquinas. Para os muitos outros, ficar em casa no sofá é cada vez mais a única alternativa. Para sustentar esta divisão - poucos trabalhando e muitos no sofá - os governos terão de taxar fortemente os poucos que continuarão a trabalhar. Como viverão juntas essas pessoas? Que modelo de democracia construirão? Qual será o papel da escola? Como preparar os filhos para o sucesso? As respostas são tão assustadoras quanto as perguntas.

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Chamem o Freud. O impacto da crise na saúde mental.

Da alegria à melancolia. O Brasil de 2016, com seus 10 milhões de desempregados, perdeu o bom humor. Nada menos que 72% da população está estressada com os rumos do país e 55% diz que esta é a pior crise que o país já viveu.

Mas o impacto da retração econômica na saúde mental da população não é exclusividade dos brasileiros. Na Europa, os gregos, tradicionalmente tão felizes quanto os brasileiros, estão devastados. Mais de 12% da população passou a apresentar algum tipo de transtorno. Quando começou a crise, em 2008, apenas 3% dos gregos apresentavam sintomas semelhantes. São vítimas da crise.

Na Espanha, onde o desemprego chegou a 25% da população, uma pesquisa da Pfizer revelou aumento da depressão, do estresse e dos problemas sexuais em 44% dos entrevistados, principalmente entre os jovens. Quanto mais endividada, é mais provável uma pessoa ter problemas mentais. Um levantamento brasileiro sobre os "millennials" - os jovens nascidos entre 1980 e 1990 - mostra que em dois anos, o número de jovens com carteira assinada caiu de 55% para 44%. Muitos tinham decidido a sorte como autônomos, uma categoria que aumento de 9% para 17% nos anos anteriores à crise.

Mas muitos deles estão simplesmente parados. E, sem dinheiro, muitos também pararam os estudos. O total de estudantes caiu de 19% para 14%. A expectativa, que ainda não foi pesquisada, é que o número de "nem nem" - aqueles que nem trabalham e nem estudam - aumente significativamente. As mulheres sofrem mais. De janeiro a novembro do ano passado, a taxa de desemprego feminina foi de 7,9%, acima da média geral de 6,8%. Pior, para as mulheres negras, a taxa foi de 9%. A crise tem seu lado machista e preconceituoso.

À beira de um ataque de nervos, mulheres e homens estão tomando mais tarja preta. Entre março de 2015 e fevereiro deste ano, o número de antidepressivos e estabilizadores do humor no Brasil aumentou 12,6%, chegando a 56 milhões de unidades vendidas. Bem acima dos 7% dos medicamentos em geral. Só os calmantes tiveram um acréscimo de 10 milhões de unidades.

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Novo Código de Processo Civil impede a "enrolação" dos devedores.

A nova legislação simplificou a cobrança das taxas de condomínio, abriu a possibilidade de discussões sobre usucapião serem resolvidas em cartório e acabou com a "enrolação" dos devedores. Não adianta mais não atender a porta quando o oficial de justiça aparecer. O porteiro do prédio ou do condomínio assinará o recebimento da citação da justiça e a encaminhará ao devedor.

O porteiro só poderá se negar a receber a citação caso o devedor não resida mais no local ou tenha viajado para o exterior. Para complicar ainda mais a vida dos milhões de devedores criados pela crise, o novo CPC também determina que que aqueles que não quitarem suas dívidas serão incluídos em cadastros de inadimplentes, inclusive aqueles que devem pensão alimentícia, independentemente de existir mandato de prisão.

No caso das dívidas de condomínio, será possível realizar uma cobrança rápida e direta na Justiça, sem necessidade de uma ação anterior de cobrança - a fase denominada de "conhecimento". Essa fase, algumas vezes, levava anos para ser finalizada. Agora, após citação do devedor de condomínio, ele terá três dias para honrá-lo, sob o risco de penhora de bens e até do próprio imóvel onde reside.




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