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12/04/2015 09:47

Wagyu tropical - cultuado como a melhor e mais cara carne bovina do mundo

Mário Sérgio Lorenzetto
Wagyu tropical - cultuado como a melhor e mais cara carne bovina do mundo

O Wagyu tropical.

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O gado bovino wagyu foi introduzido no Japão através da Coréia com o objetivo de trabalhar nas plantações de arroz.
Cultuado na alta gastronomia internacional como a melhor – e mais cara – carne bovina do mundo, o japonês kobe beef chegou ao Brasil dividindo a atenção com produtos tão díspares quanto a carne de jacaré do Mato Grosso do Sul, camarão, maçã e lactobacilos vivos. Em comum, esses produtos tinham a marca do então presidente da filial brasileira da Yakult, o imigrante Teruo Wakabayashi.

Ao contrário do que se pode imaginar, o primeiro gado nipônico que chegou ao Brasil não veio do Japão. Não existia um protocolo sanitário entre Brasil e Japão. A solução foi buscar os primeiros animais nos Estados Unidos. Foi feita uma triangulação. O primeiro casal de wagyu saiu do Japão foi aos EUA e de lá para o Brasil. Hoje, pelo menos três municípios do Mato Grosso do Sul tem fazendas com criação do wagyu – Dourados, Terenos e Aquidauana. Em Dourados a criação é feita na Fazenda Rubaiyat que pertence à rede de restaurantes com mesma denominação. A fazenda de Aquidauana também cria com o intuito de fornecer a carne para restaurantes paulistas. Somente a fazenda de Terenos, que pertence à família Hisaeda, tem produção voltada para o mercado de Campo Grande.

Um quilo do kobe beef em São Paulo custa, aproximadamente, R$500. O gado é criado somente com ração de grãos. Para tratar seu rebanho de apenas 600 cabeças de gado wagyu, a Yakult gasta R$30 mil por mês. O gado só não é massageado como seu similar japonês. Em Campo Grande, o quilo do kobe beef está por volta de R$50, mas o gado é criado com capim, diminuindo o marmoreio da carne. Segundo a Associação Brasileira dos Criadores de Wagyu, com sede em Bragança Paulista, o rebanho nacional é de 5 mil cabeças.

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As mulheres e o teto de vidro.

A predominância de empregos pouco valorizados explica em parte as diferenças de remuneração entre homens e mulheres, embora não esclareça totalmente a questão. Em média, as brasileiras recebem por hora trabalhada, o equivalente a 84% do que os homens ganham. E preocupa o fato de que essa distância aumenta quanto maior é o nível educacional: as mulheres que estudaram 12 anos ou mais recebem salários equivalentes a 66% da remuneração dos homens de mesma escolaridade. O fenômeno, segundo o IPEA – Instituto de Pesquisas Econômicas Aplicadas, está relacionado ao que os estudiosos costumam chamar de “teto de vidro” – espécie de limite velado de ascensão profissional imposto às mulheres em razão dos potenciais “inconvenientes” que podem causar aos empregadores, como o afastamento do trabalho por causa da maternidade. Para estimular a participação das mulheres no mercado de trabalho, é preciso também investir em programas de capacitação, aumentar a oferta de creches de qualidade e ampliar as oportunidades para que as pessoas possam gozar os benefícios das licenças maternidade e paternidade.

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O mundo só tem a ganhar com o trabalho das mulheres.

Aos 33 anos, a modelo gaúcha Gisele Bündchen é, aos olhos da maioria, a personificação da mulher perfeita: bonita, rica e famosa. Com uma renda em torno de R$100 milhões por ano, ela mantém contrato de publicidade com marcas como Grendene, Sky, Pantene e Oral-B e é proprietária da linha de cosméticos Sejaa. Mãe de dois filhos pequenos, Gisele entre um desfile e outro nas principais passarelas, encontra tempo para participar de ações sociais ao redor do mundo como “embaixadora da boa vontade” do programa da ONU para o meio ambiente.
Por tudo isso foi apontada em 2013, pelo segundo ano consecutivo, uma das 100 mulheres mais poderosas do mundo pelo Forbes.

Mas ela é uma exceção – um caso em milhões. Para a maioria das mulheres, sem a rara combinação de beleza e sorte com faro comercial, o que se espera é que, pelo menos, tenham a oportunidade de desenvolver seus talentos, quaisquer que sejam. É fundamental que elas tenham condições de fazer o básico – estudar, trabalhar, votar, ter uma família. E que possam, caso queiram, disputar um cargo eletivo ou abrir um negócio. Números do Fórum Econômico Mundial mostram que esses direitos não fazem parte da realidade de um grande número de mulheres. De acordo com o Relatório Global sobre Desigualdade de Gênero divulgado em outubro, não há nenhum país onde as mulheres tenham as mesmas oportunidades dos homens nas áreas de educação, política, economia e saúde. No Brasil, 65% das mulheres fazem parte da força de trabalho, ante 85% dos homens. Em nosso país, as mulheres ganham, em média, 61% do salário dos homens e apenas 18% das grandes empresas tem mulheres entre seus executivos. As brasileiras ocupam apenas 9% das cadeiras no Congresso Nacional.

Mas o grau de exploração e subordinação das mulheres ainda é grande. Dentre os trabalhadores nas carvoarias do Mato Grosso do Sul, 40% são mulheres. Os dados apontam que 95% das mulheres carvoeiras são analfabetas, tem entre 17 e 35 anos, cumprem dupla jornada de trabalho superior a 12 horas diárias e o dado mais inadmissível – não são remuneradas pelos trabalhos inclusive os que realizam nos fornos. Elas moram com suas famílias em barracos de lona preta ou de pau-a-pique que não dispõem de água encanada e nem de luz elétrica. O estado de exploração é completado pela falta total de atendimento médico e odontológico e nenhum outro direito garantido. Os dados do Fórum Econômico Mundial indicam que as nações com maior nível de igualdade de gênero tendem a ser as mais prósperas.
De acordo com uma estimativa da consultoria BCG os gastos das mulheres deverão atingir US$28 trilhões em 2014 – maior que a soma dos PIBs dos EUA com a China.

Segundo cálculos da consultoria Booz & Company, equiparar a taxa de emprego das mulheres com a dos homens seria um impulso capaz de elevar em 9% o PIB do Brasil, 5% o dos EUA e incríveis 27% o da Índia. Não faltam motivos para dar às mulheres as oportunidades que merecem – na educação, no trabalho, na política e na economia. O mundo só tem a ganhar.

Wagyu tropical - cultuado como a melhor e mais cara carne bovina do mundo
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Cochilar ou não cochilar, eis a questão.

A modernidade nas grandes cidades transformou o cochilo após o almoço em algo proibitivo e de mau gosto. Enquanto houver luz temos de produzir e não dormir. Por outro lado, estudos comprovaram que dormir depois do almoço ou em momentos de estresse elevado é revigorante e melhora a produtividade. Uma pesquisa feita pela NASA em pilotos comprovou que aqueles que tiravam uma soneca por um período de 20 minutos entre voos de grande distância tinham um aumento de 54% no estado de alerta e 34% no desempenho em relação aos profissionais sem a mesma rotina. Além disso, dados da Harvard Medical School mostram que as pessoas que dormem no meio da tarde têm 30% menos chance de sofrer com doenças do coração.

Empresas que se propõem a facilitar o cochilo nos grandes centros começam a surgir no Brasil. Quem estiver de passagem pelo aeroporto de Guarulhos pode aproveitar o tempo entre um voo e outro para dormir um pouco no Fast Sleep, que, além das camas para descansar, também oferece serviço de banho a partir de R$70. Outra empresa é a Cochilo que acaba de lançar um espaço próximo à BM&F Bovespa, na região central de São Paulo. O preço varia entre R$9 e R$30, ela conta com 20 cabines e funciona das sete às vinte horas.

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