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    Emanuel Steffen - www.mayel.com.br


29/02/2016 07:56

Despedido? Saiba o que fazer com o dinheiro da rescisão

Por Emanuel Gutierrez Steffen (*)

Há oito meses desempregada, a publicitária Eliane Andrade, 40, que trabalhou na mesma empresa durante nove anos, não sabe o que fazer com o dinheiro que recebeu de rescisão. Além das despesas da casa, Eliane também terá que organizar as contas com o nascimento da primeira filha, que deve chegar em junho. “Tinha um projeto de abrir um e-commerce, mas não deu certo e fiquei insegura. Com a gravidez, fiquei ainda mais receosa sobre que destino dar ao dinheiro”, conta.

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Dependendo do tempo de casa, o valor recebido pela rescisão do contrato de trabalho pode ser bem alto. Nesse caso, a principal orientação do consultor financeiro Erasmo Vieira é: “este dinheiro é fruto de trabalho de vários anos ou talvez de uma vida inteira de trabalho. Cuidado para não achar que ficou ‘rico’. Este dinheiro pode parecer muito, mas deve ser muito bem gerido”, enfatiza.

Segundo o especialista, o primeiro passo é fazer um diagnóstico da situação financeira, que inclui levantar o custo mensal da pessoa ou da família, separar o que são compromissos mensais do que são dívidas (compras financiadas, contas em atraso) e saber qual vai ser a entrada mensal (se houver renda de cônjuge ou seguro-desemprego). Caso seja possível e se tiver descontos, a recomendação é antecipar a liquidação de dívidas (financiamento de casa e carro, por exemplo). “Separe uma reserva que mantenha o orçamento por 6 meses no mínimo. O que sobrar pode ser aplicado”, sugere Erasmo.

Para LiaoYu Chieh, professor de finanças do Insper, a aplicação tem que ter liquidez, ou seja, ser fácil de resgatar quando você tiver necessidade de usar o dinheiro. “O ideal é investir todo o valor, alocando a parcela que será usada no curto prazo em produtos financeiros com liquidez imediata (fundos DI, fundos RF, poupança). Não deixe na conta corrente porque tem o custo de oportunidade de não aplicar e não receber juros. Entretanto, precisa ser bem gerenciado para não deixar a conta corrente entrar no negativo e ter que pagar juros de cheque especial e IOF; para isso, faça resgates parciais de acordo com a necessidade” aconselha.

Em momentos de demissões em massa, recessão e crise financeira, manter-se economicamente saudável não é tarefa fácil. Para quem perdeu o emprego, o apoio familiar conta muito. “Todos em casa têm que estar ciente da situação e enfrentar juntos essa fase turbulenta”, diz LiaoYu Chieh, do Insper.O professor ressalta que é preciso identificar para onde o dinheiro está indo, quais são os grandes e os pequenos gastos, e quanto necessitará de caixa mês a mês. Com esse mapeamento em mãos, é preciso planejar as suas finanças com base no que tem investido, acrescido da rescisão e avaliando se todos os gastos são estritamente necessários.

A análise é importante pois quem está desempregado tem que adaptar sua rotina à nova realidade. Para isso, ao contrário do que muitos pensam, não é preciso deixar de se divertir, mas sim descobrir novas opções de lazer. Nessa hora, vale usar a criatividade e pesquisar alternativas: vá ao parque com a família, programe um piquenique, pesquise eventos culturais como museus e exposições. “Todos conseguem cortar despesas mantendo a mesma qualidade de vida”, ressalta.Além disso, uma situação de aperto econômico pode ser uma boa oportunidade para acabar com alguns desperdícios, rever contas e cancelar serviços que não são mais usados. Rever os planos de assinatura de TV a cabo e internet; trocar o carro por transporte público em alguns dias da semana e diminuir o tempo no banho são algumas opções.

Sem conseguir retomar ao mercado de trabalho, profissionais apostam no próprio negócio. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a taxa de desemprego prévia do Brasil em 2015 foi de 8,4%, superando as taxas médias registradas no mesmo período de 2014 (6,9%), 2013 (7,4%) e 2012 (7,5%).Sem perspectiva de volta para o mercado de trabalho, muitos brasileiros que perderam o emprego no último ano investem dinheiro da rescisão em negócios próprios.

As franquias estão na lista dos negócios mais procurados. Em anos de crise, há uma tendência de crescimento do setor porque as pessoas temem arriscar num negócio novo e apostam nas marcas consolidadas.“Franquia é a multiplicação de um negócio que vem dando certo. Obter estas informações do franqueador é uma grande vantagem em comparação a começar do zero”, afirma Erasmo Vieira, consultor financeiro. Ele alerta que empreender é uma boa opção, contudo não é garantia de sucesso. “O mercado não está para amadores, mas quem sobreviver agora sairá mais forte quando o mercado melhorar”, diz.Outra vantagem é a possibilidade de melhores negociações com fornecedores. “A empresa franqueadora tem maior poder de barganha e por isso consegue preços menores e maior prazo para pagamento. Isso permite que seus franqueados comprem os produtos a preços mais competitivos e ofereçam crédito aos consumidores, o que ajuda a impulsionar as vendas em um momento em que o cliente está mais cauteloso”, explica.

Além disso, na crise, enquanto grande parte das empresas precisa reduzir os investimentos em propaganda e marketing, as franquias também se beneficiam pois contam com um fundo de publicidade bancado por todos os franqueados da rede. “Dessa forma, a empresa consegue ter recursos suficientes para continuar divulgando sua marca e seus produtos, aproveitando o espaço deixado pela concorrência”, diz.Apesar dos diversos pontos positivos, não são todas as pessoas que têm perfil para empreender. “Se eu pudesse definir um empreendedor em duas palavras seriam RESILIENTE e MOTIVADO”, afirma Luis Henrique Stockler, sócio-fundador da STOCKLER.

Quem quiser trilhar pelo caminho do empreendedorismo deve seguir alguns passos como fazer um plano de negócios e estudar bem o mercado e a concorrência. Ademais, é preciso escolher um segmento com que o empreendedor goste e se identifique.“Sem paixão ele não vai resistir aos altos e baixos da vida empreendedora. Agora, do ponto de vista econômico e financeiro, empreender com atividades que exijam baixo aporte de capital sempre são mais interessantes, por isso que a maioria das startups está no meio digital e de serviços”, diz Stockler.

Fonte: Isabella Abreu /dinheirama.com.br
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(*) Emanuel Gutierrez Steffen é criador do portal www.mayel.com.br

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