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    Emanuel Steffen - www.mayel.com.br


05/02/2014 08:44

Erros financeiros que as mulheres cometem

(*) Emanuel Gutierrez Steffen

Depois de falarmos sobre “Os cuecas” no artigo anterior vamos dar continuidade à série na qual veremos alguns dos erros financeiros cometidos pelas mulheres. É importante destacar que homens e mulheres possuem diferentes formas de pensamento, sistemas de percepção, e comportamentos, que justificam diferenciar esta série de artigos pelo sexo. Podemos citar como exemplo os padrões de consumo, que no caso das mulheres são muito mais recorrentes que dos homens. Mulheres possuem toda uma gama de necessidades que são quase inexistentes aos homens, seja por fatores biológicos ou culturais. Também como exemplo, do ponto de vista financeiro, já é um consenso observável de que as mulheres são melhores investidoras que os homens, pois possuem uma maior aversão ao risco, o que as livra de “furadas”, além de melhor capacidade em manter estratégias de longo prazo, diferente dos homens que são mais tendentes ao imediatismo. Depois de “encher a bola” chegou a hora de “revelar os seus podres” (brincadeira). Vamos observar alguns dos erros mais comuns e como se precaver, ou combatê-los.

1- Finanças não é assunto só de homem: Algumas mulheres entregam a sua vida financeira “de bandeja” para outra pessoa, normalmente o marido (quando são casadas). Enfiam na cabeça que “finanças é assunto de homem” e não querem nem saber. Até a hora em que algo dá errado e ai......Surpresa! Por isso se envolva, mesmo que você não trabalhe, ou não tenha á maior % do orçamento de sua casa, você pode (e deve) contribuir com a perspicácia, temperança, e organização que lhes são inerentes. Um bom marido ficara muito feliz com isso.

2- “Comproterapia”: Este é o mais clássico dos erros financeiros atribuídos majoritariamente às mulheres. Primeiramente já vou ressaltando que a “comproterapia” não é uma exclusividade feminina, mas as mulheres acabam sofrendo mais as consequências, por causa das diferenças no padrão de compras como já vimos anteriormente. Precisamos ser extremamente cuidadosos quando as compras viram uma forma de dependência, ou seja, uma ferramenta para tentar aliviar tensões, angústias, e outras dores emocionais. Comprar não é terapia. Quando compramos desenfreadamente para tentar aplacar nossas dores psicológicas, isso caracteriza um vício, e não uma coisa terapêutica.

Comprar simplesmente por comprar, sem ter um motivo, ou então, abusar da racionalização e das justificativas para distorcer a realidade e se convencer de que aquela compra era “necessária”, é uma coisa negativa e que pode causar problemas não só na esfera financeira, mas também na familiar, e na profissional. Em situações extremas, esse tipo de comportamento é uma patologia, que exige uma intervenção profissional. Aqui vale aquela velha máxima, que também é unissex: Você não é o que você tem!

3 - Não conseguir dizer “não”: Mulheres são geralmente mais propensas a “tomar conta” das pessoas (talvez seja aquele instinto maternal que tanto ouvimos) e, por conta disso, muitas acabam colocando as necessidades alheias à frente de suas próprias necessidades. Esse tipo de comportamento, por si só, já é o suficiente para causar grandes estragos financeiros. Mas o estrago pode ser muito maior quando a mulher acaba se relacionando com pessoas dependentes, abusivas, ou mesmo as que agem de má fé, e o pior é que muitas vezes essas pessoas fazem parte de sua própria família. Para isso não existe outra solução, valorize-se, valorize seu trabalho e aprenda a dizer não.

Para você que se identifica com este tópico e sente dificuldades em dizer esta “palavrinha mágica”, vale tirar um tempo para meditar nestes “porquês de dizer não”, de Marcos Sales: “Porque a bondade que nunca repreende não é bondade: é passividade”; “Porque a paciência que nunca se esgota não é paciência: é subserviência”; “Porque a serenidade que nunca se desmancha não é serenidade: é indiferença”; “Porque a tolerância que nunca replica não é tolerância: é imbecilidade”.

4 - Esquecer que pode viver mais, ou menos do que o esperado: Estatisticamente, em praticamente todos os lugares do mundo, as mulheres têm uma expectativa de vida maior que os homens. No Brasil essa diferença é de sete anos em média. Este item é importante, pois a morte inesperada de um dos cônjuges causam impactos significativos na vida financeira de uma família. Despesas antes compartilhadas, ou poupanças conjuntas para objetivos específicos, podem comprometer todo um planejamento de vida de longo prazo, por isso é importante estar sempre preparado. Se pensarmos que a participação da mulher no orçamento familiar vem crescendo nos últimos anos, ou ainda, que em muitas famílias as mulheres são á única fonte de renda, fica fácil imaginar a importância deste tópico. Estar prevenido com aquela reserva financeira de emergência, que sempre mencionamos aqui na coluna, ou mesmo um seguro de vida específico, pode ajudar (e muito). O ideal é que o casal esteja aberto a conversar sobre esta possibilidade, e tome algumas atitudes concretas á respeito, ainda em vida.

Converse com um consultor financeiro e jurídico e deixe definidas questões como herança, partilha de bens, seguros, e sucessões. Com certeza você mulher, ficara mais tranquila sabendo que se algo de ruim acontecer todos aqueles que você ama estarão de certa maneira protegidos, evitando disputas familiares, escassez, ou outras situações desagraveis “para quem fica”.

E então o que achou? Poderíamos acrescentar mais itens? Se você tem algum outro exemplo de erros financeiros que mereçam ser mencionados aqui, ou ainda, outras sugestões para continuarmos esta série sobre os erros mais comuns fiquem à vontade para usar a área de comentários aqui embaixo. Até a próxima!

Disclaimer – A informação contida nestes artigos, ou em qualquer outra publicação relacionada com o nome do autor, não constitui orientação direta ou indicação de produtos de investimentos. Antes de começar a operar no SFN - Sistema Financeiro Nacional o leitor deverá aprofundar seus conhecimentos, buscando auxílio de profissionais habilitados para análise de seu perfil específico. Portanto, fica o autor isento de qualquer responsabilidade pelos atos cometidos de terceiros e suas consequências.

(*) Emanuel Gutierrez Steffen – Criador do portal www.manualinvest.com

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Ninguém vai concordar com o nosso filósofo Leandro Borges? Que foi tão profunda em sua análise.
 
Cyro chan em 06/02/2014 16:48:50
Excelente matéria! Acrdito que uma causa comum de desequilibrio financeiro em mulheres são a dificuldade de dizer não aos filhos... Ou aos sapatos! Somos loucas por eles!
 
Terezinha Amaral em 06/02/2014 16:42:08
Queria até abri um minuto de silêncio para a REFLEXÃO PROFUNDA do nosso usuário Leandro Borges Bertholdo que expressou, de fora singular, um dos melhores comentários da história.

TODOS DE PÉ, PELA BRILHANTE EXPLANAÇÃO DO ASSUNTO. Acredito que por tamanho entendimento do assunto deve ser Ph.D em econômia ou sociologia.

Parabéns, fiquei emocionado, vou até mandar fazer um quadro com essa frase.

Mandou bem a Vera hein!
 
Cyro chan em 06/02/2014 15:43:18
.....
 
Leandro Borges Bertholdo em 05/02/2014 13:06:02
Como sempre mandou super bem!
 
Jésika Corrêa em 05/02/2014 10:02:00
Parabéns Emanuel Steffen, sua coluna esta auxiliando muitas pessoas com seu conhecimento e criando um perfil em nós que muitas vezes nós mesmos não enxergamos com a correria do dia! Parabéns ao Campo Grande News por nos privilegiar com essa coluna.
 
Larissa Rodrigues em 05/02/2014 09:59:53
Caro Emanuel, suas colunas bem escritas e sensatas estão cada dia mais perspicazes. Me identifico com muitos pontos apresentados, pois remetem alguns momentos passados e atuais da minha vida financeira. Tenho aprendido muito neste espaço, infelizmente o mesmo parece ser "aparentemente "pouco prestigiado pelos leitores do CG News pelos escassos comentarios, mas que em nada tiram o brilho da sua coluna. Continue firme e grande abraço!
Parabens pela iniciativa do CG News em contribuir com o assunto educação financeira, e que o dinheiro seja nosso aliado em busca dos nossos objetivos, e não um fator de preocupação.
 
danieli souza em 05/02/2014 09:01:50
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