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    Emanuel Steffen - www.mayel.com.br


19/08/2013 07:36

Financiamento X Consórcio

Emanuel Gutierrez Steffen (*)

Se você não possui, muito provavelmente conhece alguém que já fez. Nos últimos anos milhares de brasileiros tem aderido á esta “nova” modalidade de crédito e consumo. Mas você leitor já sabe realmente como funciona um consórcio, ou ainda, você sabe diferenciar e identificar as vantagens e desvantagens deste produto. Afinal, qual a melhor opção financiamento ou consórcio?

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Vamos começar respondendo “logo de cara” que á melhor opção não existe. O que existe são as opções que são mais indicadas ao seu perfil, ou que melhor atende a sua necessidade em determinado momento. Dentro desta perspectiva, o que é de fato mais importante, é estar munido de informações que permitam a você, realizar a melhor escolha. Vamos então conhecer as principais características de cada uma destas modalidades financiamento e consórcio:

Financiamento: Você empresta uma quantidade de dinheiro do banco para comprar um produto determinado, como um carro ou um imóvel. Você recebe o dinheiro emprestado vai pagando as parcelas mais os juros por um período de tempo pré-acordado.

Taxa de juros: Em média, 1,81% ao mês (ou 24,5% ao ano) para a compra de veículos, segundo dados do Banco Central; Em média, 0,69% ao mês (ou 8,65% ao ano) para a compra de imóveis, também de acordo com o Bacen.

Vantagens: O bem fica no seu nome desde o primeiro momento. Isso significa que, se a situação apertar, você pode vendê-lo e amortizar ou quitar o financiamento. As parcelas podem ser antecipadas ou quitadas em qualquer momento, com desconto nos juros.

Desvantagens: Os juros costumam ser um pouco maiores do que no leasing.

Quando vale a pena? Quando você tem pressa para comprar o bem e já possui um montante para dar de entrada.

Consórcio: Funciona como uma poupança coletiva. Você, junto aos demais participantes, paga uma parcela mensal pré-definida de acordo com o valor do bem que você pretende adquirir. Durante o período do consórcio (máximo de 80 meses para veículos e 150 meses para imóveis), os membros do grupo vão sendo sorteados todos os meses para receber o valor total combinado. Além disso, você também pode oferecer lances. Se o seu for o maior daquele mês, você também recebe imediatamente a quantia combinada e segue pagando as parcelas já definidas até quitar todo o valor recebido. Todos os membros serão necessariamente contemplados durante o consórcio, só não há garantia de quando.

Taxa de juros: Não há incidência de juros, mas sim de uma taxa de administração de 15% a 20% do valor total da carta de crédito (o valor que você receberá ao ser contemplado). Essa taxa é diluída nas parcelas: em um consórcio de 36 meses, por exemplo, a taxa de administração mensal deve ficar entre 0,39% e 0,50% (entre 4,78% e 6,17% ao ano); Também pode haver a cobrança de um fundo de reserva, para garantir o funcionamento do grupo mesmo quando há inadimplentes. No final do consórcio, se esse fundo não tiver sido utilizado, ele é devolvido proporcionalmente a todos os participantes.

Vantagens: Por não cobrar juros, os custos totais do consórcio costumam ser menores do que o de outras modalidades de crédito; Possibilidade de ser sorteado e adquirir o bem antes de conseguir o valor total necessário para a compra; Funciona como uma poupança forçada.

Desvantagens: Você não tem garantia de quando será contemplado; Lances muito altos (acima de 50% do valor da carta de crédito) podem tornar a operação mais cara que um financiamento ou um leasing. Do total que o contemplado receberá, será deduzido o valor do lance que ele ofereceu: para uma carta de crédito de R$ 30 mil, se você fizer um lance de R$ 15 mil, receberá apenas R$ 15 mil. Mas a taxa de administração é fixa, ou seja, não é reduzida proporcionalmente ao seu lance. Logo, mesmo recebendo apenas R$ 15 mil pelo consórcio, você ainda terá que pagar a taxa de administração sobre os R$ 30 mil.

Quando vale a pena? Quando não há pressa para adquirir o bem, já que não dá para ter certeza de quando você será contemplado - Para quem tem dificuldade de guardar dinheiro, o consórcio funciona como uma poupança forçada.

Como podemos observar até aqui, o fator determinante ao se optar por consórcio ou financiamento é o horizonte ou prazo de consumo e/ou aplicação. Basicamente podemos resumir da seguinte maneira:

Para quem tem urgência, não existe lógica sugerir o consórcio, afinal depende muito da sorte e do lance a ser ofertado, portanto pode levar muito tempo e em alguns casos, o prêmio só é dado no final do período do contrato. Se você precisa ou deseja consumir “agora”, ou seja, se a sua necessidade de capital/consumo é imediata, a melhor opção é a de realizar um financiamento. Está escolha, porém, tem como consequência o custo do dinheiro que é maior graças a está urgência em se receber o recurso.

Agora se você consegue ter um planejamento maior, e possui uma expectativa de consumo somente no médio e longo prazo, talvez o consórcio seja á melhor opção para você. E você leitor, concorda? Qual a sua visão sobre esta modalidade de crédito? Não deixe de comentar, pois assim você estará enriquecendo a discussão sobre o tema. Até a próxima.

Disclaimer – A informação contida nestes artigos, ou em qualquer outra publicação relacionada com o nome do autor, não constitui orientação direta ou indicação de produtos de investimentos. Antes de começar a operar no SFN - Sistema Financeiro Nacional o leitor deverá aprofundar seus conhecimentos, buscando auxílio de profissionais habilitados para análise de seu perfil específico. Portanto, fica o autor isento de qualquer responsabilidade pelos atos cometidos de terceiros e suas consequências.


(*) Emanuel Gutierrez Steffen – Criador do portal www.manualinvest.com

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Um erro que todo mundo comete ao falar do consórcio é dizer que não há juros e que o custo da operação é somente o da taxa de administração. Isso está errado, pois além da taxa de administração, existe a correção anual referente ao valor da carta de crédito do bem (no caso de imóveis normalmente pelo INCC - Índice Nacional da Construção Civil e no caso de automóveis pela variação do preço do modelo escolhido). Assim, a prestação mensal pode aumentar e muito ao longo dos anos, inclusive tornando-se impagável, principalmente para o caso dos imóveis, onde o prazo é maior. Além disso, no caso de imóveis, a carta de crédito é corrigida apenas por um índice de inflação, e isto normalmente acarreta que ao ser contemplado, o valor não consiga mais cobrir a compra do imóvel desejado.
 
Christian Costa em 20/08/2013 17:50:27
Há uma informação errada na matéria sobre o financiamento: "Vantagens: O bem fica no seu nome desde o primeiro momento. Isso significa que, se a situação apertar, você pode vendê-lo". Na verdade o bem fica alienado a uma instituição financeira, portanto, você NÃO pode vendê-lo, o que pode ser feito, desde que, o comprador seja aceito pela instituição é a transferência da dívida que na verdade é mais complexo e burocrático do se imagina.
 
Pedro Gomes em 19/08/2013 10:11:55
Consórcio é uma aberração que só existe no Brasil. Se vc não tem pressa em adquirir o bem, a solução é simples: o que pagaria ao consórcio, poupe. Aplique em Caderneta de Poupança ou Fundo de Renda Fixa. Quando chegar a hora que vc seria contemplado no consórcio, vc já teria um bom dinheiro para dar entrada no financiamento. No final compensa muito. A matemática não é simples, mas comprova isso de maneira irrefutável.
 
Ricardo Farias em 19/08/2013 08:39:53
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