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    Emanuel Steffen - www.mayel.com.br


15/05/2015 08:52

Quer investir? Olhe além dos custos e taxas de operações

Por Emanuel Gutierrez Steffen (*)

É incrível a quantidade de pessoas que se frustram ao longo do tempo porque apostaram em serviços de baixa qualidade e sem nenhum compromisso com o resultado.Dois exemplos bastante clássicos destas escolhas frustrantes são os produtos com elevados custos (taxas, tarifas e etc.) e o serviços financeiros gratuitos. Quando o assunto é dinheiro, o investidor deve optar por instituições que ofereçam muito mais do que um simples atendimento.Não tem jeito, o que de fato garante melhores resultados são aquelas empresas que vão além do básico e oferecem um relacionamento próximo, transparente e repleto de ferramentas capazes de auxiliar o investidor a entender o mercado (e, claro, aproveitá-lo).

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Gosto de compartilhar uma experiência que tive já algum tempo com essa questão que envolve custo, risco e retorno. Logo que comecei a investir, busquei conselhos com pessoas que já tinham experiência no mercado, e alguns me aconselharam a ficar atento à cobrança de taxas.O conselho fazia todo sentido, já que ao longo dos anos pequenas quantias a menos na rentabilidade fazem enorme diferença no patrimônio acumulado. No meu processo de aprendizado, tive a oportunidade de assistir a uma palestra do amigo Gustavo Cerbasi, um dos pioneiros da educação financeira, em que ele chamava a atenção para a chamada taxa de performance.Essa taxa é cobrada sobre uma parcela da rentabilidade do fundo que exceda a variação de um índice de desempenho previamente determinado, chamado de benchmark, e remunera o bom desempenho do fundo de investimento, caso o objetivo de superar o seu benchmark seja alcançado. Em outras palavras, quando o gestor entrega resultado, ele fica com uma parte desse ganho.Por exemplo, para um fundo que cobre taxa de performance de 20% sobre o que exceder 100% do Ibovespa, o cálculo seria o seguinte: se o Ibovespa render 22% ao ano, e o fundo render 25% ao ano, o fundo excedeu em 3% o benchmark. Considerando os 20% (taxa de performance) de 3% (valor da performance excedente do benchmark), o gestor ficará com 0,6% do ganho acima do Ibovespa e o investidor com o restante.

Voltando para a palestra, o Cerbasi disse algo que que me chamou a atenção: “Por que não remunerar um resultado que exceda a expectativa de um investimento?”. Desde então, tenho levado essa pergunta como um conselho na hora de buscar relacionamentos duradouros com instituições financeiras.Convenhamos, ninguém trabalha de graça e quem faz um bom trabalho, capaz de entregar um retorno acima das expectativas, merece o reconhecimento. A verdade é que pagar taxa de performance pode ser excepcional para investidor, mas é preciso escolher muito bem entre os melhores.Entenda que a história citada acima é um exemplo, não uma recomendação para todos os perfis, uma vez que também é importante citar que estudos recentes já demonstraram que a maioria dos fundos de investimento costuma perder do índice de referência do mercado no médio e longo prazos. Atenção para a interpretação da mensagem, portanto.

Ao levar essa percepção para outros exemplos próximos, percebi que o fundamental para o investidor é ter ao seu lado muito mais do que o “kit básico”, pois no final das contas a diferença entre bons e maus resultados pode estar no fato de ter o acompanhamento de profissionais qualificados e que entreguem boa performance, infraestrutura e que se dedicam em preparar o investidor. Já diz a sabedoria:“Ignorância e pobreza vêm de graça, não custam trabalho nem despesa” (Marquês de Maricá)

Gente qualificada, infraestrutura (sistema, confiabilidade etc.), atendimento de primeira, ferramentas de aprendizado, suporte para operações, tudo isso custa dinheiro. Por isso, quando você encontrar taxa zero para operações que exigem estas características, desconfie.
Optar pelo acompanhamento de profissionais qualificados e uma estrutura de suporte robusta para direcionar suas decisões de investimento significará um relacionamento melhor com quem pode orientá-lo nas suas decisões que envolvem dinheiro – remunerar este compromisso é justo e faz parte do processo.

O objetivo do artigo foi provocar uma discussão sadia sobre situações do mercado financeiro que envolvem principalmente os investidores iniciantes e aqueles que dão muita ênfase aos custos (isso está certo), mas sem pesar as contrapartidas. Responda com sinceridade: quem trabalha de graça? Deveria ser assim? Como reconhecer os talentos dessa forma?Nos negócios, eu sempre prefiro ficar com o ótimo conselho que aprendi ainda criança com meus avós: “Quando a esmola é demais, até o santo desconfia”. Para cuidar de meu dinheiro, eu sempre escolhi o que existe de melhor no mercado (e não o mais barato) e até hoje não me arrependi.O que você pensa disso tudo? Registre sua opinião no espaço de comentários abaixo. Obrigado e até a próxima!

Fonte: dinheirama.com.br
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(*) Emanuel Gutierrez Steffen, criador do portal www.mayel.com.br

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