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    Emanuel Steffen - www.mayel.com.br


10/02/2014 08:45

Riscos envolvendo suas finanças e seu emprego

(*) Emanuel Gutierrez Steffen

Educação financeira no ambiente de trabalho pode ser um assunto novo no Brasil, mas já vem sendo estudado em outros países há muito tempo. Profissionais de RH e gestores são quase unânimes ao afirmar, que os problemas financeiros de seus colaboradores afetam a produtividade e desempenho das empresas como um todo. Nos Estados Unidos, segundo pesquisa da Society for Human Resource Management, realizada em janeiro de 2012, 83% dos profissionais de RH acreditam que as angústias financeiras dos funcionários têm um impacto negativo na empresa. No Brasil ainda são incipientes os dados sobre o assunto, mas podemos acreditar que existem semelhanças, principalmente pelos movimentos do mercado de trabalho nos últimos anos, que mostram a ampliação do foco em aspectos que vão além das simples habilidades e experiências dos candidatos á uma vaga (como valores, comportamento, Qi emocional, etc.).

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Apenas a percepção de que um funcionário está com problemas financeiros pode se tornar um foco de atenção negativo. O funcionário com problemas financeiros torna-se uma espécie de “fator de risco” para a empresa e por isso, deve ser observado e, se possível, ajudado. Mas por quê? Pergunta o amigo leitor. Porque um funcionário endividado ou com outros problemas financeiros pode se tornar um fator de atenção por parte de seus empregadores? A resposta é comportamento! Pode parecer piegas, mas o fato é que: finanças pessoais funcionam como uma espécie de janela para alma. Podemos compreender muito da visão de mundo, os valores, e até o futuro de uma pessoa, pelos resultados financeiros que apresenta hoje. Além disso, um histórico também pode ser visível, o que demonstra a capacidade de julgamento e tomada de decisões dessa pessoa, e também sobre como ela lida com isso ao longo do tempo. É simples! Os conceitos de produtividade, resultado, eficiência, e eficácia deixam de serem aspectos apenas das empresas e passam agora a ser observados na vida dos trabalhadores. Uma pessoa que não administra bem sua casa pode ser gerente de uma unidade de negócios, por exemplo? É este o tipo de questionamento que as empresas começam a se atentar.

Podemos agrupar a origem dos problemas financeiros das pessoas em dois grupos: a origem pontual, e a origem comportamental. Os desequilíbrios financeiros de origem pontual são imprevistos causados por fatores externos, ou fora do convencional. Esses fatores geralmente não foram planejados, ou não contaram com a proatividade para serem minimizados, como exemplo: riscos não calculados, incêndios, assaltos, doenças na família, desemprego, acidentes de trabalho, um investimento ou empreendimento que não deu certo, e etc. Esses eventos podem tirar a vida financeira de uma pessoa do lugar (por isso a importância da reserva de emergência). Pessoas com esta situação necessitam de dinheiro para se organizar e retomar o equilíbrio financeiro o mais rápido possível. Já o segundo grupo (onde se encaixam a maioria dos brasileiros) tem a origem de seu desequilibrio financeiro da simples consequência da adoção (consciente ou não) de um estilo de vida insustentável financeiramente, onde se gasta mais do que ganha “regularmente”.

Salvo em casos excepcionais, ter problemas financeiros não é, por si só, algo que justifique uma demissão. Mas se você está passando por problemas financeiros e esses problemas são decorrência de um estilo de vida insustentável financeiramente, saiba que você está sinalizando algo para as pessoas que o cercam sobre a forma como gerencia seu trabalho, e a forma como gerencia sua própria vida. Você pode até não ser demitido, mas certamente sua reputação e imagem profissional sofrerão desgastes, o que inviabiliza uma promoção, ou novas oportunidades por exemplo. A cada dia, surgem novas evidências que reforçam a percepção de que problemas financeiros de funcionários afetam os empregadores, por isso a tendência é que, cada vez mais, as empresas fiquem “de olho” em funcionários que não conseguem administrar suas próprias finanças. A conclução de tudo o que vimos, pode se resumir da seguinte maneira: É muito melhor chamarmos a atenção por nossas qualidades e competências, do que pelo descontrole financeiro. E você amigo leitor qual a sua opnião? Não deixe de participar com seu comentário. Até a próxima!

Disclaimer – A informação contida nestes artigos, ou em qualquer outra publicação relacionada com o nome do autor, não constitui orientação direta ou indicação de produtos de investimentos. Antes de começar a operar no SFN - Sistema Financeiro Nacional o leitor deverá aprofundar seus conhecimentos, buscando auxílio de profissionais habilitados para análise de seu perfil específico. Portanto, fica o autor isento de qualquer responsabilidade pelos atos cometidos de terceiros e suas conseqüências.

(*) Emanuel Gutierrez Steffen – Criador do portal www.manualinvest.com

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