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    Emanuel Steffen - www.mayel.com.br


07/11/2016 08:36

Tá caro? Tá barato? Depende do ponto de vista

Por Emanuel Gutierrez Steffen (*)

Você já ouviu falar de “valor percebido”? Ou que “preço e valor” são coisas diferentes? Pois bem. Preço é aquilo que está na etiqueta e que é igual para todo mundo. Isso quer dizer que todos entendem que dez reais são dez reais e pronto. Não há subjetividade aqui. Agora, se o preço da etiqueta é caro ou barato, aí são outros quinhentos.

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Aqui entra a parte subjetiva de qualquer transação comercial: a percepção de valor. Pois o que é caro para um, pode ser barato para outro. E isso não tem a ver apenas com a capacidade financeira de cada pessoa, mas com uma série de coisas que formam essa tal “percepção”.

Por exemplo, para mim uma bijuteria de R$ 300,00 é algo inimaginável de caro, pois não vejo valor nenhum nesse tipo de objeto. Mas uma raquete de tênis que custa R$ 900,00, embora eu não ache barato (até porque não é), eu entendo que o preço é justificado pelo seu uso, características técnicas e o prazer que terei jogando. Já para minha sogra, é o oposto. Maluco, não? E isso vale para tudo. Raramente encontramos quem concorde 100% sobre o valor percebido das coisas.

Nossa renda afeta (muito) nossa percepção - Ué, mas eu não tinha dito que nem sempre? Sim, nem sempre. Por exemplo, existe um carro que hoje eu não tenho condições de comprar. Mas, por tudo que ele oferece, e quando comparado com os concorrentes diretos, eu não o acho caro. Isso significa que, tão logo a renda me permita, é provável que eu o compre. Se eu achasse caro, eu não compraria, mesmo que pudesse. Mas, a coisa toda para aí.

Basicamente nossa noção de caro e barato é, sim, ditada por nossa receita – mais especificamente por uma “fatia” de nossos rendimentos. Isso não é uma regra, mas nossa percepção de “caro e barato” está quase sempre perto de 10%. Por exemplo, para uma pessoa cuja renda líquida é R$ 10 mil/mês, R$ 1 mil é algo que está dentro de uma zona confortável para gastos “mais altos”, como a parcela de um carro ou uma viagem. E um jantar de R$ 100,00 é algo que não causa nenhum desconforto. Do mesmo jeito que, para quem tem renda de 1 milhão por mês, comprar algo de 100 mil pode ser trivial. Já para quem precisa viver com R$ 1.000,00, gastar R$ 100,00 com uma pizza é fora de questão, mas talvez com a parcela de uma moto usada, faça sentido.

Sem generalizar - Não podemos de forma nenhuma afirmar que isso funciona para todo mundo. Afinal, mais uma vez, a questão toda é psicológica. Eu conheço gente que tem muito (mas muito) dinheiro e não gasta com praticamente nada. E tem outras pessoas que tem muito menos e gastam sem qualquer ressentimento. Essas, de tempos em tempo, estão naquela listinha famosa das “paradas de sucesso do SERASA”. Como pode ver, não se aplica a todo mundo. Por isso, não podemos julgar as pessoas por suas escolhas, afinal, temos uma visão muito limitada da vida alheia.

Conclusão - No final das contas, cada um é de um jeito. E, com isso em mente, a ideia é desviar de discussões improdutivas sobre algo que, no final, é extremamente pessoal. Outra coisa importante é o questionamento; questionar-se acerca do valor das coisas é muito saudável. Lembra-se das três perguntas? Eu preciso? Eu posso? Eu devo? Pois bem, são fundamentais para que não faça compras por impulso e, agora que conhece o conceito dos 10%, você pode juntar tudo isso e tomar decisões adequadas à sua realidade, diariamente. No final, cabe a você decidir o que é caro ou não e ser feliz com sua decisão, sem que isso atrapalhe sua vida. Grande abraço e até breve!

Fonte: Renato de Vuono/Dinheirama.com
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(*) Emanuel Gutierrez Steffen é criador do portal www.mayel.com.br

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