A notícia da terra a um clique de você.
Campo Grande, Domingo, 11 de Dezembro de 2016



27/11/2011 08:15

Abrão Razuk: um intérprete sutil construindo o Direito

Grandezas da Literatura

A correta interpretação leva à aplicação segura da Lei. As decisões dão base ao futuro das aplicações no âmbito da Justiça, então o bom intérprete, aquele homem douto, estudioso trabalhador do jurídico, na feição de Abrão Razuk, é prestador de serviço indispensável, construtor da jurisprudência, cientista do Direito porque detentor da sãeloquência associada à intuição e prática sutil do verbo que se estuda, conhece, escreve e associa à realidade.

Veja Mais
Currículo - Guimarães Rocha
Fausto Furlan

Abrão Razuk, natural de Campo Grande, é advogado, foi magistrado (MS, turma 1979). Escreveu dois livros: “Enfoques do Direito Processual Civil” e “Da penhora”. Ocupa a cadeira 18 da Academia Sul-Mato-Grossense de Letras, anteriormente ocupada por Mariano Cebalho (em memória), patrono Aguinaldo Trouy. Tem Especialização em Direito Processual Civil, pela PUC (São Paulo), outubro de 1977 e Curso de Especialização em Direito Civil, pela PUC e Faculdade de Direito de CG, em junho de 1975.

Vice-presidente da Academia Sul-Mato-Grossense de Letras na gestão 2008-2011. Abrão Razuk é colaborador: da Revista Juriscivil, do Supremo Tribunal Federal; dos jornais Correio do Estado e Jornal da Manhã; e do Tribunal de Justiça de São Paulo. Colaborou com dois verbetes para a Enciclopédia Saraiva. Detentor do diploma do mérito comunitário, sócio benemérito da Associação dos Advogados – MS. Doou parte de sua biblioteca particular à Escola Superior da Advocacia (ESA), em julho de 2008.

As contribuições de Abrão Razuk são vastas e disponíveis em um grande número de publicações de todo o Brasil, grande parte veiculada na internet. Sua efetiva participação ao modo de fonte de consulta garante o aperfeiçoamento da cultura jurídica, o que aponta para o equilíbrio social e institucional no País.

Do seu manancial inesgotável retiramos algumas expressões, e aqui inserimos para ilustrá-lo na plataforma que o imortaliza no mundo das letras. “O advogado não deve sustentar absurdo jurídico e, sim, fundamento consistente e com peso doutrinário e jurisprudencial”, informa ao escrever sobre o campo das provas, que considera a parte mais fascinante do direito.

Jogando luzes de ciência jurídica, são respeitáveis seus comentários sobre a lei do inquilinato, ao confirmar que as mudanças trazidas pela Lei 12.112/09, propiciaram segurança jurídica e prestigiaram o direito de propriedade. Aqui lembramos que o aperfeiçoamento das regras é o penhor da cidadania, e a estabilidade do mercado uma excelente oferta à expectativa usufrutuária.

É notável o seu desempenho ao esclarecer a diferença entre a “justiça virtual” e a “justiça judicial”. Alerta sobre os perigos do julgamento virtual que, feito diretamente pela mídia, pode submeter o cidadão a um linchamento moral, desrespeitado o princípio da presunção da inocência. E, para preservar a condição de dignidade humana (status dignitatis), lembra a orientação ao condutor do processo, de que se deve acima de tudo considerar o sistema legal vigente (constitucional).

“O ideal e correto é o julgamento judicial”, anota Abrão Razuk, estribado em que será justo “buscar todos os elementos probantes, na busca da verdade real, valendo-se do conjunto probatório e não da prova una, isolada”.

O autor tem a nossa reverência pelo insistente fazer de oásis em terrenos áridos. Por exemplo, ao versar sobre o fornecimento, pelo poder público (União, Estados e Municípios) de medicamentos aos pobres, invoca a Constituição Federal de 1988, segundo a qual a asseguração do direito à saúde é da competência comum de todos os entes da federação.

Fazendo assim, apelando para o dever de “conciliar a razão com o coração”, ele singularmente vê a caridade a inspirar a Carta Magna. De novo o princípio da dignidade humana.

Abrão Razuk! Tudo isso e muito mais, robustece o nosso voto de solidariedade às suas lutas, pois a mente brilhante, servindo-lhe à caridade do verbo, ainda e sempre o conduz às máximas: “Sempre que houver conflito entre a letra fria da lei e a justiça – fiquemos com a justiça”; e “A justiça também pode ser sinônimo de amor”.

Currículo - Guimarães Rocha
Guimarães Rocha (Antonio Alves Guimarães) é poeta escritor, membro da Academia Sul-Mato-Grossense de Letras. Nasceu em Quixeramobim, Ceará. Viveu em ...
Fausto Furlan
Nosso agradecimento ao artista Fausto Furlan, pintor, ilustrador das imagens dos poetas e escritores homenageados.(Pintor e cenógrafo, Fausto Furlan,...
Reconhecimento
A ABOIMS se orgulha de possuir em seu quadro de associados figura tão eloqüente quanto você. Guerreiro tenaz, ingressou na nossa gloriosa Policia Mil...
Uma construção que nos faz tocar estrelas
Esta obra de Guimarães Rocha é uma sondagem reveladora.Um arranha-céu ornamentado por uma constelação de ilimitados valores. A literatura, um choque ...



Dr.Abrão Razuk, pessoa de fino trato, deixou a magistratura em virtude do baixo salário à `epoca e pelas nuances do cargo (gostava mesmo é do futebolzinho no Mamede e andar de bermuda) , advoga com extrema competência e honestidade, exímio articulador literário e fiel amigo, com tradição no campo da literatura, comparável aos saudosos Rui Barbosa e Roberto Campos. Parabéns a ele e à reportagem.
 
JoséAntonioSassioto em 27/11/2011 09:14:00
imagem transparente

Classificados


Desenvolvido por Idalus Internet Solutions