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05/12/2011 07:15

Francisco Palhano do Cariri para a nossa História

Grandezas da Literatura

A história da humanidade é a história da família. No berço do homem repousa o potencial da sua família, que se projeta fazendo nascerem as micro-organizações e despontarem regiões organizadas graças aos esforços humanos para suprir suas necessidades, progredir e ser feliz.

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Constantemente a fuga de situações de desequilíbrio leva um homem a enfrentar de forma inesperada o seu destino, e no fenômeno da migração interna brasileira vamos encontrar Palhano.

Do agreste nordestino ao Pantanal. Francisco de Albuquerque Palhano escreveu o livro “Do Cariri ao Pantanal”, que veio a lume no ano de 2004. A obra contando um grande enredo familiar acaba servindo ao leitor a realidade sem retoques da história vivida na pele e não apenas interpretada oficialmente nos livros, e este é o sabor do que chamamos “aqueles tempos”.

Dis- so, passamos a reler os episódios de transformação política e social. Revemos a família brasileira com o seu carinhoso, tradicional e re- ligioso tom. O sonhador. O viajante. O vencedor. O que reencontra fi nalmente as alegrias do campo e descansa um pouco, mas trabalhando num novo esforço de transcender. Conhecido Chiquinho Palhano, ocupa (desde 2008) a cadeira 24 da Academia Sul-Mato-Grossense de Letras, patrono Lobivar de Matos, anteriormente ocupada por Arassuay Gomes de Castro (em memória).

Natural de Campina Grande, Paraíba (19/11/1924), reside em Campo Grande desde o ano de 1940. Foi presidente da Asso- ciação Comercial de Campo Grande. Escreve para o Jornal Correio do Estado. Detém o título de Cidadão Sul-Mato-Grossense (outorga- do em 2008). Casado (com Erlita, “Lilita”) é pai de oito fi lhos, tem 17 netos e 3 bisnetos. Reconhecido pioneiro no desenvolvimento e primeiros passos na busca pela independência da pecuária em Mato Grosso do Sul.

O clima da “Revolução de 30” na Paraíba praticamente expul- sou de Campina Grande o pai, José Palhano, pioneiro industrial têxtil do Estado (fi lho mais moço de uma família com doze fi lhos, dos ser- tões do Ceará, cidade de Crateús).

Escapou de ser fuzilado, mas teve que recomeçar “do zero” e, para tanto, escolheu Mato Grosso em 1933. Por sete anos ainda, a família (Dona Ambrozina, Chiquinho – nomeado chefe da família, na ausência temporária do pai, desde os nove anos de idade – e mais quatro irmãos), permaneceria em Campina, e somente em 1940 se reuniria novamente com o pai, agora em Campo Grande. E o que se experimentou nessa ausência – uma grande espera – mereceu ser descrito no livro, dramas amenizados pela presença de Olímpia, uma das irmãs de José Palhano – ela, a tia que se destaca pela sustentação espiritual proporcionada ao nosso protagonista.

A habilidade em fazer negócios é o dom de Chiquinho, eleito colaborador direto de seu pai em todos os empreendimentos – e veja que fazer negócios envolve a cultura de todas as profissões do mundo.

Daí é que ambos se “entrecruzaram” com personagens como o marechal Rondon, o senador Vespasiano Martins, tantos outros importantes nomes da política e os grandes empresários brasileiros da época, já que, sediados em Campo Grande e tendo aberto variadas frentes, acabaram comercializando com o país inteiro.

Narra o autor, pouco antes de conseguir, enfim, trazer a família — de Campina Grande (situada numa das várias regiões tomadas como Cariri nordestino) para Campo Grande, José Palhano adoecera gravemente e sua irmã, Olímpia, pedira em preces: “— Meu Deus! Poupa o José que tem uma grande família para criar, e leva-me no seu lugar”.

Em poucos meses o paciente se recuperou e Olímpia morre vitimada de tifo. A tia “injetara nos sobrinhos a personalidade do pai deles de tal forma que grande parte de minha admiração por papai vinha das palavras que ela nos transmitira”, escreve. Lendo as coisas derramadas pela alma de Chiquinho Palhano, entendemos nele um homem integral graças à sabedoria inicial de bem se firmar em sua raiz familiar: o pai, a razão do seu coração; a mãe, o coração da sua razão. Olímpia é a sua transcendência.

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