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13/11/2011 08:15

Jorge Siufi brinda Campo Grande nos 100 anos de Fundação

Grandezas da Literatura

O arraial de Santo Antonio de Campo Grande nasceu em 22 de junho de 1872 com o início da construção, pelo mineiro José Antônio Pereira, do primeiro rancho. Campo Grande teria emancipação político-administrativa a 26 de agosto de 1899. O livro “Catiça de Gato”, campo-grandense visceral, de Jorge Antônio Siufi, lançado em 1973, em principal foi escrito no transcorrer de 1972, centenário de fundação da cidade. A palavra “catiça”, que pouco frequenta os dicionários oficiais, significa macumba, feitiço, mau olhado, azar. Bem prenuncia o intelectual brasileiro arguto e bem-humorado que passará mensagens de reavivamento à inteligência.

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O advogado Jorge Antônio Siufi, escritor cantor ocupa (sendo um dos fundadores) a cadeira 14 da Academia Sul-Mato-Grossense de Letras, patrono Severino Ramos de Queirós. Nasceu em Campo Grande. Formado pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), 1958. Escola Superior de Guerra (Rio de Janeiro, 1980). Sócio fundador e primeiro presidente do Lions Clube de Campo Grande. Professor titular cadeira de Direito Penal da FUCMT – Faculdades Unidas Católicas de Mato Grosso (a partir de 1993, UCDB – Universidade Católica Dom Bosco). Autor da letra do Hino do Estado de Mato Grosso do Sul (música do maestro Radamés Gnattali, 1979) em parceria com o professor Otávio Gonçalves Gomes.

Também de sua autoria, as obras “O Bar do Zé” e “Tóxicos” – revista jurispenal. Exerceu a advocacia, 1960 em Dourados, onde foi promotor de justiça de 1961 a 1963. Advogado da Justiça Militar Federal, 1965-1996. Presidente da Ordem dos Advogados do Brasil – Campo Grande, 1969-1970. Juiz do TRE/MS. Medalha do Mérito Judiciário Militar – Superior Tribunal Militar, Brasília, 1993. Diploma de Honra ao Mérito Militar, grau de Distinção, Brasília, 1992.

Catiça de Gato, crônicas, prefaciado por José do Couto Pontes, ironicamente começa com o título “O suicídio dos gatos”. Pancada sutil nos responsáveis pela limpeza urbana, cuja desídia estaria provocando um desejo de morte nos bichanos que, por meio de um representante, lamentavam o azar: “Nunca, em tantos anos, tivemos tanto lixo à nossa disposição e nunca tivemos tanta falta d’água e de leite! (...)”. A queixa é amor, reclamação de cuidados para com a cidade querida. Jorge Siufi levanta, vê, fotografa e transfere saborosamente quadros interpretativos de grandes questões e também questiúnculas da década de 60 no ambiente campo-grandense que sofria, agora nos albores dos anos 70, um formoso processo de fixação cultural regional.

Moderadamente mordaz, aprisiona imagens do dia-a-dia citadino em letras que brincam, questionam ou simplesmente observam, e tal observação simples tem o poder de transformar pelo influxo vibratório que transfere ao atento observador. Leia. Coisas e pessoas desfi lam na palavra do autor, que explica e homenageia. Ao falar de si mesmo e de outras personagens que enriquecem a nossa vida em Campo Grande, dá depoimentos que merecem atenção do historiador.

Com naturalidade aos poucos a cada texto foi abordando a realidade local e, nisso, imortaliza locais lugares, estabelecimentos, eventos que outrora apreciamos e outros os quais ainda temos para apreciar. Bairros, prédios, empresas e empreendimentos, instituições, as ruas centrais, bares e restaurantes, a fronteira, mídia e imprensa da época, religiosidade, usos e costumes e tradições, curiosidades, ocorrências pitorescas.

A cidade crescia e com isso chegava problemas de trânsito e acesso, estacionamento. “Qué qui cuida, moço?”, é uma das crônicas a darem esse sintomático. Já alertava, no item “Motoristas”, para as questões de educação e velocidade. Mas, também, algo esvanecia do ambiente, aos olhos de saudade do cronista: os ditos e brincos de criança e de antanho. Um conjunto, enfim, de modernidades que insistem no sepultar da vida pausada, calmamente refletida.

Mas sempre temos ainda, meu caro Jorge Antônio Siufi , uma fotografia a extrair, muito bela e ainda mais quando por sobrevoo, da colmeia morena, ninho arrulhado com ternura, Campo Grande, Mato Grosso do Sul. Nesse carinho cívico, não pejamos por lembrar o que todos, antes, não esqueciam, inscrito na Canção do Soldado – um ícone da nossa cultura de paz, a mais popular das músicas militares brasileiras: “Como é sublime saber amar /Com a alma adorar /A terra onde se nasce /Amor febril /Pelo Brasil, /No coração não há quem passe!”.

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Que saudades !
 
Diógenes Sanches em 13/11/2011 08:48:39
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