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20/12/2011 07:15

Orlando Batista pela escrita científica inovadora

Grandezas da Literatura

O conhecimento é um grande problema. A própria definição do que seja ciência se transformou, entre pensadores, em fonte de intermináveis discussões. Triunfa temporariamente o pragmatismo frio a caracterizar o que chamamos de momento crucial de transição da humanidade.

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As tecnologias, que deveriam popularizar o espírito criati- vo, contribuíram para um brutal reducionismo. Incontáveis segredos são guardados a sete chaves pelos detentores de patentes, e a comunidade estudiosa acomodada ao conforto dos cliques, distancia-se da consciência prestadora em busca do mero desfrute anestesiante.

Se isso for uma realidade, traz no bojo o afrouxamento crônico dos processos educativos, sendo talvez o motivo da mediocrização. Quando a expressão do aprendiz, por mil artifícios mal-esconde o estado de ignorância diante do arguto observador, mas arremessa as questões a um perigoso terreno de “relatividade” e “livres interpretações”, por pretensas concessões da modernidade, passamos a necessitar da ajuda de um especialista em problemas.

O manual “Problemas Linguísticos na Escritura do Discurso Científico”, 168 páginas, foi lançado em 2002. O autor, Orlando Antunes Batista nasceu em Rancharia, São Paulo. Escritor poeta compositor ocupa a cadeira 12 da Academia Sul-Mato-Grossense de Letras, patrono Marechal Cândido Mariano da Silva Rondon. Professor universitário reside em Três Lagoas, é doutor em Letras pela Universidade de São Paulo (USP).

Autor de 35 obras premiadas referenciais mundialmente. Todos nós desejamos um conhecimento novo. Muitos dizem que tal coisa agora não existe, mas, apenas, adaptações, enfeites, paráfrases; alguns falam em constantes reformas e outros, radicais, em revoluções que pusessem abaixo todas as estruturas da evolução, por um recomeço pautado no estado “natural” das coisas.

A teoria da ciência que nos oferece Orlando Batista ajuda a pensar, desafia nos a aprender a aprender, ensinar a produzir. Sua contribuição é mui expressiva nesta hora em que a maioria dos autores de trabalhos universitários queda-se confusa diante das exigências for- mais, estéticas, de envolta com a dificuldade de expressar entendimentos próprios; e necessariamente colocá-los em consonância, conciliação ou confronto com publicações já existentes, passíveis de serem relacionadas ao seu discurso, e ao mesmo tempo externar ciência, traduzir valor de criatividade, construir o saber.

Então, para que servem os trabalhos produzidos na Escola? Valem arquivo morto ou subsídios para a elaboração de anais, fios condutores para os que vêm à retaguarda?

Pesquisa de retorno literal por citações, juntada com subjetivismo, somada a prolixidade, paráfrases impróprias ou distorcidas, neologismos sem conexão segura no contexto, compõe uma “colcha de retalho” diante do avaliador perplexo.

Questões filosóficas se interpõem. Cada indivíduo, sendo único, tem filtros próprios, imaginário próprio, por mais seja invadido por influências externas. Entra e sai sozinho da multidão. E por entre as multidões que acolhe dentro em si, nada, nada o impede de interpretar a bel-prazer. Surpreso, porém, tem por vezes a liberdade cassada no que toca à exteriorização atabalhoada a que tenta agregar valor mediante copiagens, colagens, estereotipagens.

Sem clareza, é expulso da classe da razão. Em socorro ao leitor atento, que deseja ajudar a formar, o autor discorre de modos longos e complexos, exalando das entrelinhas poderosa abstração. Na linha segura do passo-a-passo, define ensaio, avalia o ensaísta e o discurso, analisa e sintetiza explicando a criatividade e estados estéticos no discurso científico; tipos de “palavra”; pureza, purismo e ingenuidade linguística; estilo; semântica; conceitos e ideias; retórica; prazer estético na percepção da mensagem; questiona criatividade e, como bom cientista, deixa no ar um grande número de perguntas, mais do que tencionou responder.

Prezo em comunhão com o meu confrade Orlando Antunes Batista, que os chiados deixem de substituir a comunicação, pois a Escola teme a supervalorização dos trabalhos amiúde montados por terceiros, chutando pra frente e, aparentemente para cima, aquele que não aprendeu; teme os cochichos, as conversas ao pé do ouvido em conúbio aluno-professor para facilitações indevidas.

Macete não substitui ciência. Ciência tem que ter experimento, experiência pessoal, coerência. Incoerência também. Gênios contrariam e estabelecem ciência.

E, afinal, nem o improviso do menor esforço deve ter lugar, muito menos o estudante sofrer assassinato da boa vontade por causa do engessamento seco em formalidades escravizadoras.

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