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03/11/2011 07:15

Um senhor professor multicultural: Arassuay

Grandezas da Literatura

Só “entender” não basta; tem que estar bem escrito. Talvez uma sentença assim possa ser aplicada interiormente ao estudioso e praticante da língua e da literatura. Muitos se contentam com o seguinte raciocínio, a respeito da fala e da escrita: “Se dá pra entender é o suficiente, não é necessário ir além”. Entretanto, o modo de dizer e de escrever fará diferença para sempre. A palavra escrita foi o primeiro passo humano para organizar a comunicação e, a partir daí, formar a coletividade. O comodismo não anulará a necessidade da correta expressão, e qualquer expressão, por mais elevada e ainda que virtual, para ser bem sucedida terá de se amparar na forma correta de ler e escrever. Por exemplo, aquele que leia erradamente ao tentar a inicialização do entendimento, fatalmente será levado a erro.

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Aqui encontramos Arassuay Gomes de Castro (1926 Cuiabá-MT – 2005 Campo Grande-MS) em sua missão e multifunção de professor. Ele defendeu a estética, mas com tranquilidade, sem levantar bandeiras de combates estéreis. Inteligentemente, mostrou e demonstrou a ciência da letra, principalmente a partir do início dos anos 90, com suas vastas contribuições à imprensa local, por meio de colunas e artigos que, junto com livros de sua autoria, ainda hoje nos servem por fontes de consulta.

A boa estética se via também no seu comportamento cotidiano. Arassuay era gentil e simples, como acontece com o talento verdadeiramente bom. É verdade o que escreveu o jornalista de Campo Grande, Fausto Brites, no Jornal do Brasil Central, logo após a posse do acadêmico em 28 de junho de 1991, quando enalteceu a “grande inteligência” que se fez presente no dia-a-dia de uma cidade tão carente de valores e se dedicou a “valorizar o setor artístico-cultural”: “Se existe um fidalgo, este é Arassuay. Com seu jeito calmo é ele que dá explicações sobre coisas que, às vezes, são tão complicadas para os humildes mortais”.

Arassuay Gomes de Castro ocupou na Academia Sul-Mato-Grossense de Letras (instituição da qual foi presidente), a cadeira 24, atualmente ocupada por Francisco Albuquerque Palhano, patrono Lobivar de Matos. Fora antecedido, nessa Cadeira, por José Maria Barros Vasconcellos. Cursou a Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras do Colégio São Joaquim — Lorena, São Paulo, 1944 a 1947. Catedrático professor de Latim, Português e Literatura Luso-brasileira.

Radicado em Campo Grande desde 1951, era agente fiscal dos tributos estaduais e assessor de Gabinete na Assembleia Legislativa de MS. Membro da União Brasileira de Escritores (UBE-MS). Publicou junto com Flaviano Teodoro de Carvalho, em 1975, a obra “Infrações e Penalidades do ICM”. Também escreveu e lançou os livros “A Previdência Social por Perguntas e Respostas” e “Manual dos Concursos Públicos” (1973). Deixou quatro livros técnicos inéditos: “Lições da Língua Vernácula e Literatura”; “Uma Janela sobre o Tempo”; “História dos Tributos”; e “Panorama da Literatura Nacional”.

Recebeu em 1998, título honorífico e benemérito por relevantes serviços prestados à cultura e à memória sul-mato-grossense e brasileira, concedido pela Casa da Memória Arnaldo Estevão de Figueiredo, em Campo Grande-MS.

Colaborador de jornais e revistas. Abordou com propriedade de mestre, todos os assuntos relevantes das áreas maiores do conhecimento humano. Literatura, sua história, gêneros, tipos, estilos, escolas, correntes, manifestações; origens da linguagem humana; origens das invenções e descobertas; religiosidades; folclore; mitologia; profissões; origens dos povos; história do Brasil; regionalismos; vida e obra de poetas e escritores; meio ambiente.

Fomentou discussões sobre os acordos ortográficos nas comunidades de língua portuguesa, inclusive aquele recentemente em vigor, que em junho de 1996 era aprovado por unanimidade pela Academia Brasileira de Letras. Defendeu em artigos, a integridade do Hino Nacional Brasileiro, que sofreu em 1993 ameaças de modificações em sua letra.

Quando aposentado, continuava produzindo artigos, por exemplo, para informativos do Fiscosul e Sindifisca.

Arassuay Gomes de Castro! Que doava aos amigos frutos do pomar de sua casa... Simbolizava isso a sua aspersão de espiritualidade nobre que mesmo agora se refaz em nossa memória. Muitos somos os seus alunos, assim humildes, pelo seu exemplo de afinado professor que, à música refinada dos seus escritos harmoniosos, movia-se com a simplicidade de um sincero aprendiz.

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Professor Guimaraes fiquei muito satisfeito de suas palavras a uma pessoa tão importante que tive a oportunidade de conhecer e me fez sonhar com as palavras e evoluir meu pensar,este Professor arassuay soube buscar na literatura um pouco de cada tema ,mas sempre com sua maneira alegre de ser.
 
joão antnio freire em 05/11/2011 07:47:51
Professor Guimarães Rocha,em meu nome e em nome da minha família,agradeço as palavras gentil e carinhosa,para com meu querido pai.
Abraços fraternos,
Jary Castro e família.
 
Jary Castro em 03/11/2011 07:01:49
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