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Campo Grande, Sábado, 20 de Dezembro de 2014


  • Luca Maribondo
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    Coluna


11/08/2011 23:37

Afinal, quantos anos tem Campo Grande?

Luca Maribondo

Quem conta, em "Crônicas de uma Vila Centenária", é Abílio Leite de Barros, criador de bois, advogado e autor de belas histórias em forma de crônicas e contos: "Vinte seis de agosto de mil oitocentos e noventa e nove seria um dia de festa na vila de Santo Antônio de Campo Grande. Na igreja do protetor os sinos dariam o sinal festivo. Aglomerações, foguetórios, churrascos, folguedos entrariam pela noite ao som de catiras e polcas paraguaias. Afinal, depois de antigas e insistentes reivindicações, o governo estadual assinava a resolução de emancipação da vila, criando o município de Campo Grande. Essa festa, entretanto, não houve. Por uma razão simples: ninguém sabia".

Mais adiante, Barros explica porque ninguém da pequena vila ficou sabendo do evento burocrático logo depois de acontecido: "A população de Campo Grande só ficaria sabendo da emancipação política algum tempo depois da sua assinatura. O rádio, os americanos só inventariam em 1920. O telefone estava longe. O telégrafo era um projeto que Rondon no começo do século (20) faria a aventura de implantar. O correio já existia no papel, criado para a vila pela administração geral de Cuiabá (capital de Mato Grosso), cinco anos antes da emancipação. Mas ninguém ficou sabendo, obviamente, pela falta de correio (...)".

É o mesmo Abílio Leite de Barros quem afirma que naquela data, 27 anos depois da chegada de José Antonio Pereira, o fundador da cidade, "população da vila (...) andaria em torno de trezentas a quatrocentas pessoas". Como se pode verificar, já havia um bocado de gente morando naquele pequeno povoado antes que fosse elevada à condição de vila através do Decreto 225, aprovado pela Assembléia Legislativa do Estado de Mato Grosso e sancionado pelo então presidente (naquela época os Estados brasileiros eram administrados por presidentes) Antonio Pedro Alves de Barros, um coronel do Exército. O decreto foi publicado na Gazeta Official no dia 31 de agosto de 1899.

Aquele que é considerado o fundador da cidade, o mineiro José Antonio Pereira, então com 47 anos, chegou região no dia 21 de junho de 1872. Junto com ele seu filho Antonio Luiz Pereira e um guia cuiabano, Luiz Pinto Guimarães, além de dois escravos cujos nomes a história não registrou. Pereira parou por um tempo, depois seguiu viagem e voltou em 1875, já com a determinação de fundar um povoado: com ele viriam mais de sessenta pessoas entre adultos e crianças. O povoado ganhou o nome de Arraial dos Pereiras. A partir daí foi crescendo, crescendo...

No Brasil, durante muito tempo, a data que era considerada a da fundação de municípios antes da proclamação da República era o dia em que era transformado em vila. Com o status de vila o arraial ou freguesia adquiria a sua autonomia político-administrativa, passando a constituir Câmara de Vereadores, com direito de cobrar impostos e baixar posturas; recebia ainda um juiz de fora, pelourinho e cadeia pública. O título de cidade, neste tempo, era mais honorífico e pouco acrescentava em termos de organização política e administrativa. A presença da Câmara é que indicava a existência da célula político-administrativa. Hoje, no entanto, a vila não mais tem valor administrativo no Brasil, sendo usada apenas no sentido informal. Por isto, hoje, equivocadamente, muitos municípios criados no império e na colônia comemoram o dia da sua fundação como sendo o dia em que foram elevados à condição de cidade, o que não tem nenhum valor político-administrativo, na verdade alcançaram autonomia política no dia da criação da vila.

Parece não haver uma regra estabelecida para determinar exatamente quando uma cidade é considerada fundada. Pra ficar apenas em três grandes capitais brasileiras, Salvador, Rio e São Paulo: em 29 de março de 1549 chega Tomé de Sousa e comitiva, em seis embarcações, com ordens do rei de Portugal, de fundar uma cidade-fortaleza chamada do São Salvador. Nasceu assim Salvador, já cidade, já capital, sem nunca ter sido província. Mas quando Tomé de Souza desembarcou, já havia europeus por lá: colonos franceses, liderados por Nicolas de Villegagnon, estabeleceram-se no interior da baía em 1555, pretendendo fundar uma colônia —a França Antártica— e uma cidade —Henriville—, sendo expulsos pelos portugueses entre 1560 e 1567.

Já a cidade de São Sebastião do Rio de Janeiro foi fundada por Estácio de Sá que, em 1° de março de 1565, desembarcou num istmo entre o Morro Cara de Cão e o Pão de Açúcar, erguendo uma paliçada defensiva. A vitória de Estácio de Sá subjugando elementos remanescentes franceses, os quais, aliados aos índios tamoios, dedicavam-se ao comércio, ameaçando o domínio português na costa do Brasil, garantiu a posse do Rio de Janeiro, rechaçando a partir daí novas tentativas de invasões estrangeiras e expandindo, à custa de guerras, o seu domínio sobre as ilhas e o continente. A povoação foi refundada no alto do morro do Castelo (completamente arrasado em 1922), no atual centro histórico da cidade. O novo povoado marca de fato, o começo da expansão urbana da capital fluminense.

E a vila de São Paulo de Piratininga teve início em 25 de janeiro de 1554 com a construção de um colégio jesuíta pelos padres Manuel da Nóbrega e José de Anchieta, entre os rios Anhangabaú e Tamanduateí. Essa data é considerada a fundação oficial da cidade. O colégio, que funcionava num barracão feito de taipa de pilão, tinha por finalidade a catequese dos índios que viviam na região. O povoamento da região teve início em 1560, quando, por ordem de Mem de Sá, governador geral da colônia, mandou a população da vila de Santo André da Borda do Campo para os arredores do colégio, denominado "Colégio de São Paulo de Piratininga" —o nome foi escolhido porque dia 25 de janeiro a Igreja Católica celebra a conversão do apóstolo Paulo de Tarso. Desta forma, a vila de Santo André da Borda do Campo foi extinta, e São Paulo foi elevada à categoria de vila.

Assim, fica a pergunta: quantos anos, afinal, tem a capital de Mato Grosso do Sul, Campo Grande? Desde 1999, quando o prefeito de então, o médico André Puccinelli —hoje governador do Estado—, resolveu comemorar com pompa e circunstância o centenário da assinatura do decreto que elevava a então paróquia de Campo Grande à condição de vila, os anos de existência da cidade passaram a ser contados a partir de 26 de agosto de 1899, mesmo porque isso interessava aos interesses marqueteiros do prefeito. Mas em 1972, o prefeito da época, Antonio Mendes Canale, já havia comemorado o centenário da cidade. Logo, cabe uma pergunta: Campo Grande tem 112 anos (contados a partir de 1899), tem 136 (contados a partir de 1875) ou 139 (a partir de 1872)?

Não sou um historiador, mas penso que, por uma questão de reconhecimento àqueles que se aventuraram por terras tão longínquas e foram os pioneiros de uma cidade que cresceu muito mais do que seria de se esperar, o número de anos de existência da cidade deve ser contado a partir de 1872. A História é contada a partir de verdades, de mentiras, de lendas, da visão pessoal de quem a conta e muitos outros fatores, muitos deles imponderáveis, mas já que temos uma data marcada, que fiquem com ela. Para o bem da História da cidade e de todos nós.

Mas afinal, para que estudar a História? Por que devemos nos preocupar com qualquer coisa que ultrapasse o nosso tempo e espaço? Na época atual há uma razão prática para que adotemos uma visão mais larga. Durante os últimos quinhentos ou seiscentos anos, toda a superfície terrestre e a camada aérea que a envolve têm sido interligadas fisicamente pelo espantoso avanço da ciência e da tecnologia. Politicamente, entretanto, a humanidade ainda não se integrou e continuamos estranhos uns aos outros em nossas formas de vida locais, herdadas de tempos anteriores à "derrubada das distâncias".

Minha ponderação pode soar como um despautério, mas em defesa do meu argumento cito um exemplo bem simples e próximo de todos nós: estamos (nós, os descendentes de europeus e negros) aqui nestas terras tupiniquins há mais de quinhentos anos e até hoje não compreendemos de forma racional aqueles que estavam aqui antes da gente. Nós, os alienígenas, até hoje não compreendemos os indígenas, apesar de todos estes anos de convivência belicosa. Tão belicosa que os indígenas (aqui no sentido de antônimo de alienígenas) foram praticamente dizimados numa carnificina que perdura, ainda que reduzida, até os dias de hoje. Mas carnificina é carnificina.

É uma situação extremamente perigosa. Duas guerras de âmbito planetário e o atual estado de ansiedade, frustração, tensão, estresse e violência —generalizado, inclusive no Brasil, que vive em estado de guerra civil em algumas regiões—, assim o indica. A humanidade seguramente se destruirá, a não ser que consiga desenvolver-se como uma só família.

Mas para isso, precisamos, entre outras coisas, conhecer —familiarizar-nos mutuamente— as nossas histórias, pois o homem não vive apenas no presente imediato. Transitamos num fluxo de tempo mental, lembrando o passado, refletimos (ou ao menos tentamos refletir) no presente e aguardando —com esperança e muito medo— o futuro que se aproxima. No dizer do historiador britânico Eric Hobsbawn, "o passado legitima. O passado fornece um pano de fundo mais glorioso a um presente que não tem muito o que comemorar".

Esta razão prática, nos dias atuais, para estudar a História —de fatos próximos ou distantes de nós— de forma abrangente me parece óbvia e irrefutável. Ainda, porém, que não sejamos obrigados a estudá-la por preocupações de autopreservação e de esperança, da busca de vencer o medo, deveríamos ao menos ser motivados pela curiosidade —a curiosidade é uma das faculdades, talvez a principal, que distinguem a natureza humana.

E que Campo Grande comemore os seus reais 139 anos, senão por causa da preservação histórica, ao menos em respeito àqueles que primeiro aportaram nestes campos de vacaria. Penso que a verdade é o que sobra depois que as pessoas esgotaram seus arsenais de mentiras: já se falou tanta bobagem sobre a história da cidade que agora é melhor finalmente estabelecer/restabelecer a verdade histórica. Talvez seja hora de alguns dos nossos parlamentares municipais pensarem nisso... Haveria algum tão corajoso?

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Eu considero de grande valia tal pesquisa historica sobre a nossa cidade.
Não desmereço daqueles que não se importam da real data de Campo Grande, isto é uma preocupação daqueles que realmente se importam com a sua historia, querendo descobrir desde a sua origem até a data de nascimento do local onde moram.
Muitos não sabem nada nem de sua propria familia.
Meus parabens Dr. Abilio, pela sua obra.
 
Fabio Humberto de Souza Barbosa em 24/10/2011 04:35:49
Sou Campograndensse, nascido no distrito de rochedinho , e desde pequeno aprendi que Campo Grande foi fundada em 1872, portanto creio que essa é sua idade. Agora que passou a ser comarca ai sim creio que foi em 1899. mas isso não dever ser comemorado.
dever ser comemorado o nascimento e não o registro, isso vale ate pra nos humanos.
 
juarez delmondes em 22/08/2011 08:28:39
A materia de HISTORIA foi extinta das escolas!!! na minha epoca, e ate hoje me lembro, que a fundaçao de Campo Grande foi em 26 de Agosto de 1899. NAO COMPLIQUE //
NAO.
 
Luciano Rosa em 22/08/2011 07:32:09
Eu, nao quero nem saber, quero comemorar. PARABENS, LINDA CIDADE, sou apaixonado por ti, NOSSO AFETO A ELA CLAMEMOS CAMPO GRANDE E
FELIZ, BEM FELIZ, A CIDADE ONDE TODOS VIVEMOS.. APRENDAMOS FIES
DEFENDER......Abraços a todos
 
Luciano Rosa em 22/08/2011 07:17:22
Independente da idade de nossa capital, quero dizer que cheguei aqui em 06/02/2003 e me apaixonei por esta cidade. Quero ficar aqui até meu útimo dia de vida. Parabens Campo Grande, te amo demais!
 
Joao Batista Gomes de Lima em 21/08/2011 08:41:39
O QUE C.GRANDE PRECISA É TOMAR JEITO DE CAPITAL DO ESTADO E SAIR DO MARASMO DE CIDADE DO INTERIOR.AQUI QUALQUER EVENTO FECHA-SE RUAS AVENIDAS DIFICULTANDO O TRANSITO E NÃO DANDO OPÇÃO DE DIREÇÃO.VEJA AGORA O DESVIO DA CABEÇA DE BOI ,UMA CALMIDADE.O PROGRESSO É NECESSARIO MAIS COM ORDEM E SEM EXAGERO
 
ISMAEL ROZENDO BENITEZ em 21/08/2011 06:49:31
Luca Marimbondo, parabéns pelo artigo. Eu gostaria que vc escrevesse outro semelhante a este, porém, tratando da principal artéria comercial da nossa Capital. Por que ela tem o nome de 14 de julho?
 
Antonio Jajáh em 19/08/2011 09:32:09
Parabens Campo Grande 139 anos de verdade, não vamos peder nossa história para aventureiros estrangeiros que por aqui passam para explorar os verdadeiros cidadões campograndensse
 
Ivan Silva Serenza em 19/08/2011 03:35:12
E UM ASSUNTO QUE NÃO DEVERIAMOS SER DISCUTIDOS.POIS JA SE PASSARAM MUITOS ANOS,VAMOS VIVER O PRESENTE,DESTA LINDA CIDADE MORENA,MEU AVÕ MIGUEL ANTONIO HAMANA ( LIBANES) FOI UNS DOS PIONEIROS DE CAMPO GRANDE FEZ PARTE DE NOSSA HISTORIA,FALECEU EM 1979.E FOI O PRIMEIRO A VENDER BILHETE DA LOTERIA FEDERAL,TENHO MUITO ORGULHO DELEM MUITOS ENSINAMENTOS BONS E PRINCIPALMENTE HONESTIDADE.PARABENS CAMPO GRANDE,ABÇO E FIQUEM COM DEUS.
 
MARCIO DE MELO HAMANA em 18/08/2011 11:50:00
Afinal viva Campo Grande Uma Das Cidades que mais desponta no pais. Fico so muito entresticido com os esquecimento historico de quem na verdade tambem ajudou a fazer historia em CGR. Com Por exemplo de meus avos que vieram de portugal e aqui se estabeleceram e ajudaram a Campo Grande a crescer, me lembro quando crianca que se falava nas familas Domigues nos Fernandes dentre muitas outras, Nao se esquecendo dos Japoneses que tambem contribuiram e muito para nossa cidade.Me lebro das corridas de fordinho 29 e das chinbicas carros nobres da epoca dos pontos de caminhos na afonso pena ali mesmo na ´praca dp radio tinha tambem perto do mercado municipal... e quando chegou o relogio do colegio Osvaldo Cruz. nao se falava em outra coisa. a nossa tao vitoriosa liturina(quem lembra conta pros jovens)aaa eas charretes na estacao rodoviaria aquilo sim era luxuoso bons tempos. Mais e assim mesmo com o tempo tudo muda. Me sinto honrrado ser descendente de portugueses de terceira geracao. e de saber que meus avos conheceram campo grande ainda virgem e pacata.
 
Ricardo Fernandes em 18/08/2011 11:31:13
Muito bom esse raciocínio histórico; há quem diga que um dos escravos que faziam parte da comitiva de José Antonio Pereira era Dionísio Antonio Vieira, o mesmo que mais tarde fundaria a Comunidade Negra de Furnas do Dionísio.
 
Jussara Ribeiro em 18/08/2011 11:22:18
Importante e interessante a reportagem de Marimbondo, fundamentada em pesquisas de fatos ocorridos há tanto tempo. Mas concordo com o Eleotério. Já existe toda uma estrutura montada em torno da data atual (comemorações, inaugurações, logradouros, etc). Não vamos agora mudar nada, pois só geraria mais descrédito em um Estado que tenta a todo custo mudar seu nome, sem contar alguns "obtusos" que volta e meia reaparecem com a velha história de mudar seu horário.
 
José M. Perassolo em 18/08/2011 10:40:04
As histórias que rondam a data provável da fundação de Campo Grande e, portanto data de seu aniversário, não devem ser alvos de discussões, mas sim objeto de pesquisa e mais pesquisa.
Historiadores de plantão que se restringem aos contos e verdades inventadas por um ou outro interesse, levantem-se e façam como uma grande, quiçá a maior pesquisadora da história deste Estado e desta Capital, Lygia Carriço de Oliveira Lima (in memorian), que, munida de sua paixão pela história, bravamente “perseguiu”pessoalmente documentos, fatos e fotos. PESQUISEM!
 
Adriano Remonatto em 18/08/2011 08:30:55
Perdoe-me discordar. Mas é indispensável tal assunto. A resolução de 1899 é documento oficial que determina o nascimento. É suficiente. Nem os esforços anteriores, como os posteriores serão desconsiderados pela história. Cada um, a seu tempo contribuiu. E a história reservou o seu lugar para cada um. Não nos acrescentará mais nada se corrêssemos atrás de outra data, ou ficássemos divagando sobre isso, querendo dar mais valor a um ou outro sobrenome para construir um monumento. De alguma forma as pessoas usufruíram de chegar primeiro nesta terra. Quem sabe tomando posse de valiosas terras, sem a aquisição nos moldes de hoje. Aliás, o modo de aquisição das valiosas terras de nosso estado é assunto que deve ser pauta. Quantas vidas, quantas injustiças foram cometidas para que alguns poucos hoje esbanjem como grandes proprietários de terra?
O apego e essas pequenas ocupações é que nos constrange hoje e, principalmente constrangem os visitantes, fazendo de nós péssimos anfitriões, com nossa irritante e perturbadora correção, quando, ou por ignorância, ou por lapso é confundido o nome do estado de Mato Grosso do Sul por Mato Grosso. No fundo sabemos que não é desconhecimento de Geografia, mas uma pequena confusão.
Até quando vamos carregar isso?
É o apego às singelas idéias que nos impede da coragem de mudarmos o nome de nosso Estado.
Brigas políticas é mais fácil varrer de nosso meio.
 
Eleotério Batista em 17/08/2011 09:28:20
Há dúvidas quanto a data correta do nascimento da Campo Grande. Confunde-se o nome do Estado (Mato Grosso - Mato Grosso do Sul). A nossa comida típica é originária de outro lugar. A nossa musíca tem raiz em outro lugar. Depois fazem piadas dos portugueses.
 
Almir Paixão em 17/08/2011 08:53:46
Bem, Ubirajara. se realfmente procede o seu arquivo/estudo então é 1899 mesmo.
 
Gina Mara De Michelis em 16/08/2011 11:45:48
Quando eu vim morar em Campo Grande, em 1972, lembro-me que naquele ano se comemorava o centenário da criação da cidade por José Antonio Pereira. Mais tarde, estudando no Colégio Joaquim Murtinho, descobri que a data oficial era dia 26 de agosto de 1899. Lembro-me ainda que naquele ano,(1972) foi realizada a mini-copa do mundo de futebol com alguns jogos realizados no recém construído Estádio Pedro Pedrossian, o "Morenão", imponente, que fora inalgurado em 1971, segundo me lembro com um jogo amistoso entre Flamengo e Corínthians, e o resultado do jogo foi 3x1 pro Flamengo. Pois, bem, meu caro Marimbondo, eu tembém gostaria de saber, dos historiadores, qual a data que deveria ser comemorada, como aniversário da capital. Para mim, a chegada de José Antonio Pereira em 1872, marca o começo de tudo. Portanto, a capital estaria comemorando nesta ano, 139 anos.
 
João Flores em 16/08/2011 08:21:18
Bem vindo Luca Maribondo,tambem pela sua coluna que é muito especial, eu não nasci em Campo Grande mas cresci aqui,e amo esta cidade,tambem fico muito feliz em ve-la crescer maravilhósa,e com um povo tão de bem como os Campograndenses em maiór parte o são.Parabêns Campo Grande pelo seu aniversário seja lá que dia for.
 
Teresa Moura em 15/08/2011 11:40:39
Se nos movermos pelos interesses políticos, como é sua proposta, novamente ficaremos a mercê dos interesses e da visão de quem coordenar esses trabalhos, o que naturalmente será alvo de disputa, tanto de paternidade (como se alguém pudesse o ser), como da fonte de recursos. Interessante fotografarmos essa dinâmica social : ninguém sabe a verdade sobre a data de fundação do município de Campo Grande. Ao menos, alguns munícipes já se organizaram para questionar o fato, oficialmente...algum campo-grandense? Ora, saber nossas origens, em princípio, nos parece existencialmente importantíssimo. Mas de fato, é algo que a população o faz, o fez, ou fará? Inegável dizer que, em nossos tempos, a identidade ou sabermos quem somos vale muito pouco, a importância é dada a como se pode ganhar dinheiro ou poder. Parabéns Luca, pela lembrança desses fatos, o que me aguçou a curiosidade, mas também me despertou uma mistura de tristeza com nostalgia. Campo Grande cresce a passos largos, sem saber quem é.
 
solano Lautrec em 14/08/2011 11:35:51
De acordo com os meus arquivos tento responder:
1872 - Na tarde de 21 de junho de 1872 o mineiro José Antonio Pereira aquí chegou com seus filho Antonio Luiz e Joaquim Antonio e mais 4 ou 5 agregados, recepcionados por João Nepomuceno, cuiabano valentão e velhaco, que o ajudoi na lavoura de com a lida do gado.
1975- José Antonio regressa de mudança definitiva acompanhado de sua esposa Maria Cãndida de Oliveira e de seus filhos Antonio Luiz, Joaquim Antonio, Francisca, Presciliana, Constança, Ana, Rita, Maria, de três tutelados e ainda das famílias de João Pereira Martins, Antonio Ferreira, Joaquim Olivério de Souza, Manoel Gonçalves Marins, tendo, todos, juntamente com vários camaradas - num total de 62 pessoas e providos de 6 carros mineiros - Partido de Monte Alegre em fevereiro daquele ano.
1899 - Em virtude da resolução 225, de 26.08.1899, rela a Freguesia elevada a condição de vila e criado o município de Campo Grande "articulado ainda a comarca de Nioac, em relação à judicatura"(sic).
Fonte: O Album de Campo Grande - Benedito Leitão - Edição rara de 20/10/1939.

 
Ubirajara de Almeida Santiago em 14/08/2011 03:44:26
ô julio você tá certíssimo. é um direito de todos nós, campo-grandenses saber qual é a idade correta da nossa cidade. uma data errada é desrespeito a todos: cidadãos, estudantes e aos fundadores.
 
Julia Hanna Saboia em 13/08/2011 11:38:43
Este é um assunto que deve ser muito discutido, afinal, como campograndense, gostaria que fosse realmente oficializada a idade da nossa Cidade Morena.
 
Julio Cesar Vieira Martins em 13/08/2011 09:59:13
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