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Campo Grande, Quinta-feira, 08 de Dezembro de 2016


  • Luca Maribondo
  • Luca Maribondo

    Coluna


08/03/2011 11:51

Como se sair bem no aquecimento global

Luca Maribondo

Não há como não admitir: todas essas conferências sobre meio ambiente e ecologia acabam redundando em fracasso. Nunca se chega a acordo algum, apesar das intervenções e dos clamores das grandes figuras internacionais como Bono Vox, Al Gore, Marina Silva, Sting, Ban Ki Moon, Brigitte Bardot, o falecido Chico Mendes e tantos outros. Há sim, muito discurso, muita crítica, muita parolagem, muito aplauso. Não acontece nada, porém.

Toda vez que ocorre um grande evento ambientalista, a tendência é para que uma meta para a redução das emissões de CO2, economizar energia, tratar o lixo, não comer carne vermelha etc. Ao final, todos os países se escondem e pensam em primeiro lugar nas corporações, que degradam o meio ambiente sem pensar nas gerações futuras. E aí está o grande problema: os governos são controlados pelas grandes corporações, que desejam apenas seu dinheiro nos cofres. Foi desta maneira que a crise de 2008 foi alastrada pelo mundo inteiro e continuará com ainda mais força nos próximos anos.

Da até pra concordar com Hugo Chávez e Evo Morales, quando estes disseram que o problema do aquecimento global ocorre devido às consequências do capitalismo selvagem. De acordo com pesquisas divulgadas há alguns anos, um adolescente norte-americano produz toneladas de CO2, enquanto um jovem da mesma idade do Afeganistão produz muito menos. É preciso, portanto, mudar. Mas a maioria acha que é melhor deixar como está pra ver como é que fica.

As grandes corporações devem mudar sua linha de pensamento. O homem deve repensar seu estilo de vida exagerado e conter o crescimento populacional, através de subsídios que a tecnologia atual proporciona. Porém, em meio a tudo, o chamado curto prazo reina e reinará para sempre em nossa sociedade. Afinal, foram nossos avós que iniciaram uma Revolução Industrial na Europa e destruiram 97% das florestas naturais dos EUA e do resto do mundo.

E, da mesma maneira, somos nós que não fazemos nada para que isso mude. O planeta sobreviverá a tudo, nós não. Pois haverá uma hora em que o homem perceberá que só existe dinheiro à sua volta. E é impossível comê-lo ou bebê-lo.

Mas como a humanidade vai perecer? Se for o aquecimento global o grande vilão, é bem provável que os seres humanos sejam tragados na voragem das águas. Pensando nesta questão, esta coluna dá algumas dicas pras pessoas tentarem sobreviver ao aquecimento global. Preste a atenção:

• Pra começar, identifique todos os objetos domésticos que possam servir de flutuadores ou bóias flutuantes quando as calotas de gelo derreterem e, em conseqüência, provocar o transbordamento dos oceanos, lagos e mares. Dê atenção especial aos itens produzidos com material sintético, que tendem a ser extremamente resistentes à água.

• Também não se esqueça de olhar para o lado de fora —aquelas cadeiras à prova d'água com apoiadores de copos inclusos boiarão tão bem no oceano quanto na piscina do seu quintal. Se os pneus do seu carro forem providos de câmaras de ar, estas podem ser usadas como flutuadores; assim como aqueles bichinhos infláveis que você usar pra brincar na piscina. Quem disse que o catastrófico derretimento polar não pode ser divertido?

• Analise os mapas topográficos da área em que você vive para determinar os pontos mais elevados. Mapeie as rotas mais rápidas até eles. Faça exercícios de fuga com a família, os parentes, os amigos, os vizinhos, as amantes. Preparar-se para a hecatombe pode se transformar em entretenimento.

• Ponha as geladeiras e os frízeres pra produzir todo o gelo. Você já imaginou ficar sem gelo pro uísque ou pra caipirinha?

• Compre saquinhos ziploc (ou outros impermeáveis) e em equipamentos à prova d'água, tais como câmeras, celulares, canetas, cafeteiras, tênis etc. Comprar botes infláveis também é um excelente investimento.

• Informe-se na sua vizinhança sobre cursos de natação e trate de fazer logo um curso completo. Agora. Já. E preste especial atenção nas aulas que ensinam a boiar e a nadar de costas.

• Outro ótimo investimento são os veículos anfíbios. James Bond que morra de inveja: carros que andam rápido na terra e também no mar são fabricados em série e estão à venda (para quem puder pagar). Hoje, com propulsores mais desenvolvidos e a tecnologia hidráulica atrelada a sistemas computadorizados, existem anfíbios para espião nenhum botar defeito.

• E já que estamos no primeiro trimestre do ano, pense logo nas suas férias: transfira o lugar onde pretende passá-las. Por exemplo: do Balneário Camboriú para a Serra Gaúcha ou a Serra da Bodoquena. Dê a dica a seus filhos: a temporada de bebedeira de Porto de Galinhas para a Chapada dos Guimarães.

É bom ter em mente que não há mar que nunca se acabe, assim como não há bem que sempre dure. Portanto, reze pra sobrar pelo menos um gelinho pra sua caipirinha. Ou pro uísque.

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É...INFELIZMENTE A HUMANIDADE É UMA IMENÇA COBRA VENENÓSA,QUE HÁ SECULO VEM PICANDO À SI PRÓPRIA,E HOJE,( COMO TODOS VEEM)ÉLA SE AGONIZA NO EFEITO DO SEU PRÓPRIO VENENO, E MUITO BREVE VAI DEIXAR DE EXISTIR,
 
waldemar souza em 15/03/2011 07:56:47
Noé tinha uns sonhos malucos quando tomava uns chás sem conhecimento da fitoterapia e dizia que era Deus quem mandava fazer isto ou aquilo. Ele foi o primeiro homem responsável pelo mal uso dos recursos de nosso planeta.
Após suas alucinações, embrenhou-se na floresta e danou-se derrubar árvores para fazer uma enorme arca. Dizia que Deus o tinha orientado a fazê-la porque iria acontecer um grande dilúvio.
O desmatamento, as cascs do troncos lapidados, os galhos finos secos com as folhas deu, realmente, razão para o dilúvio que conteceu e foi contanto de geração em geração até Guttemberg inventar os tipos com chumbo extraído da natureza. Inventou a tinta também que deveria ser extraído das árvores. Veio o papel da celulose e assim nunca mais houve um dilúvio tão grande quando o deslocamento do eixo dos caminhões que que levam a terra em suas caçambas forçando os peões rangirem com as coroas num deleite mergulhado em óleo e graxas.
 
Ezio José em 14/03/2011 10:00:34
O comentário do caro leitor "Angel Dourado" sem nenhum nexo..... Infelizmente há sim infestações de pragas em plantações dentre outras coisas. Mais dizer que não crê em aquecimento global...infelizmente está como está porque temos muitas e muitas pessoas que pensam da forma que você pensa...Ou o caro leitor acha que essas enchentes são normais????....Mais infeliz ainda o caro leitor dizer que deixaremos o planeta para tais insetos....rsrsrsrs....Continue pensando assim, futuramente seus filhos,netos... não terão onde viver, mais não por "TAIS INSETOS" mais sim pelo "AQUECIMENTO GLOBAL".
 
Carlos H. M. C. em 14/03/2011 07:39:12
Parabéns Luca, uma maravilha o seu texto.
A sociedade capitalista, com seu imediatismo, e a busca apenas dos resultados financeiros, está liquidando totalmente o nosso planeta, e impossibilitando que as futuras gerações possam desfrutar do bem mais a precioso: a vida.
Já está mais que comprovado, que em poucas décadas, a continuar assim ( e nada indica que irá mudar), a disputa por um simples copo d'água, para matar a sede, será comum, pois a água potável existirá em pequena quantidade no planeta.
E nós continuamos diariamente, produzindo montanhas de lixo, sem reciclá-las, explorando indiscriminadamente todas as matérias primas, poluindo os rios, mares e lençóis freáticos, exterminando com as florestas ( e consequentemente todos os animais, insentos, plantas e vegetais), aquecendo o planeta com milhões de toneladas de gases, diariamente ( principalmente o CO2 e o gás metano), cuja consequência será o derretimentos das geleiras e das calotas polares.
A pessoas precisam se conscientizar o mais rápido possível, contra esta situação, e procurar fazer a sua parte para reverter o horizonte negro que será o futuro dos nossos netos.
A grande verdade, caro e talentoso Luca, é que a raça humana, está cavando a sua própria sepultura...
 
Paulo Barros em 13/03/2011 10:03:40
Penso que não se trata de acreditar ou não acreditar, mas é evidente que os recursos são escassos e do jeito que estamos tratando a natureza com certeza não iremos muito longe...mas o lado comico é que lendo o texto acho que para morar em campo grande ja estou precisando de alguns itens mencionados: carro super flex(ora boia, ora flutua)...poderia flutuar na Bandeirantes e boiar na ernesto geisel.
 
agricio araujo em 10/03/2011 10:38:40
Texto muito sagaz, bem humorado e oportuno, visto que que este é o tema da Campanha da Fraternidade de 2011.
 
Victor Henrique de Saboia em 10/03/2011 08:31:58
Caro sr. Luca, agora o sr. tocou num assunto polêmico. Pior, eu não acredito nessa estória de aquecimento global, acho isso verdadeira mentira. Começaram essa estória para poder proibir as queimadas que queimavam as larvas dos insetos, só para aumentar a venda de venenos, agrotóxicos, etc.
Insetos estes que estão tão resistentes que não existe mais veneno que acabe com eles. Em 2008, comecei tentar revigorar a beira do córrego Anhandui com plantas ornamentais e frutíferas, mas estou desistindo, pois além das formigas, (cortadeiras são poucas), mas existe uma qualidade de formiguinha preta miúda que não há veneno que acabe com elas. Elas estão sempre juntas de várias espécies de pulgão que engruvinham os brotos, matando as plantas.
Todas essas pragas aumentaram depois que proibiram as queimadas.
Um exemplo disso é o famoso mosquitinho "lambe olho", verifique na internete quanta reclamação sobre esse inseto. Eles estão em toda parte, só aumentam, a cada dia, mas nada mata eles, já tentei veneno mata-mosca, a mosca morre, mas eles não. Na internete eu li que os casulos destes insetos podem durar até três anos sem eclodir, só morrem congelados, queimados ou fervidos. Antigamente eles eram branquinhos, mas agora estão quase pretos, deve ser por causa dos agrotóxicos.
Outro exemplo é o caso dos caramujos e lesmas, até o Bairro Tijuca que é alto, está infestado.
Eu sinceramente não creio em aquecimento global, mas creio que haverá num futuro bem próximo, um verdadeiro ataque de tudo que é espécie de pragas súper-resistentes que ninguém conseguirá eliminar e nós teremos que sumir do planeta, deixando-o para tais insetos.
 
Angel Dourado em 10/03/2011 01:38:38
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