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Campo Grande, Segunda-feira, 05 de Dezembro de 2016


  • Luca Maribondo
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    Coluna


17/05/2011 16:15

Multa nas autoridades

Luca Maribondo

Prefeito de Campo Grande, Nelsinho Trad disse dia desses que o problema no trânsito na cidade é culpa da falta de educação dos atores do trânsito, motoristas principalmente. Boquirroto, Trad disse que a maioria dos acidentes é causada por pessoas que saem bêbadas, em alta velocidade, fazendo manobras arriscadas. “Depois que acontece a confusão, fazem protestos culpando a minha mãe. O buraco é mais embaixo. Tem que ter uma conscientização mais ampla (...)”.

Vulgaridades à parte, o prefeito prefere ignorar a parte que cabe à sua administração na esculhambação no trânsito da cidade. O poder público tem uma gorda cota de participação nas falhas no sistema de circulação de Campo Grande, falhas essas que vão do planejamento à manutenção das vias públicas, passando por sinalização, construção, fiscalização etc. etc. e tal.

Há uma grande insatisfação da população desta Morenópolis com a insegurança no trânsito da cidade e o prefeito, demonstrando ineficiência e ineficácia no exercício da própria função, joga toda a culpa no cidadão e foge da sua responsabilidade como gestor da cidade.

A população brasileira está assustada com a violência que assola o país. A sensação de impotência está explícita na face dos governantes. O poder público, cada vez mais inerte, se pronuncia de maneira confusa e pouco eficaz. A sociedade clama por segurança.

E um dos temas recorrentes nas discussões sobre a violência é o trânsito. A violência atinge patamares assustadores. Os acidentes graves já estão incorporados à rotina dos brasileiros, seja nos grandes centros urbanos ou nas pequenas localidades do país —e Campo Grande não está entre as exceções. Colisões, abalroamentos, atropelamentos, viraram fatos corriqueiros no dia-a-dia da população.

Não há qualquer justificativa para acidentes que tiram de forma tão absurda a vida das pessoas, principalmente sabendo-se que todos eles podem ser evitados na medida em que o condutor dirija com responsabilidade e respeito a outras pessoas. Os números chocam, impressionam e doem.

As causas dos “acidentes” normalmente têm sempre um vilão para as autoridades— seja ela de trânsito ou policial: o motorista. É sempre ele que dirige alcoolizado, que tenta uma ultrapassagem em local não permitido ou dorme ao volante. As mortes poderiam ser evitadas se os condutores dirigissem com responsabilidade e respeito a outras pessoas. Mas as explicações não podem parar por aí. Não mesmo. As pessoas morrem nas ruas, avenidas, rodovias e estradas deste país por uma série de fatores. E o mais grave deles é a omissão estatal —com certeza à autoridade cabe mais culpa que ao motorista e motoqueiro. Se o motorista bebe e dirige, é também porque falta fiscalização para punir com rigor.

Quando se divulga que uma ultrapassagem proibida provocou uma tragédia, nenhum especialista vai checar se a sinalização no local era boa ou se havia um buraco na pista. Quando um caminhoneiro dorme ao volante, ninguém quer saber quantas horas ininterruptas ele trabalhava nem as condições de saúde. Nessas horas, uma das desculpas mais comuns das autoridades é que os órgãos de fiscalização não dão conta de tantas atribuições. Só que isso precisa mudar. Chegou a hora de virar o jogo. Por que não se toma uma iniciativa realmente séria e abrangente para conter essa grande epidemia que é a das mortes no trânsito?

As medidas devem ir além das campanhas de conscientização. É preciso muito mais do que difundir o “se beber, não dirija”. É necessário reunir as autoridades pra preparar uma estratégia única para conter as tragédias nas vias. Fazer um levantamento completo dos problemas enfrentados, melhorar as vias públicas e adotar uma fiscalização única e eficaz.

Pode não render votos, mas evita tragédias diárias. Chegou o momento de estabelecer uma política séria de combate à violência no trânsito. Ou melhor: de firmar um pacto pela vida. E isso tem de começar com as autoridades parando de dizer platitudes, como Nelsinho Trad, que coloca toda a sua filosofia do trânsito na culpa dos motoristas. Faria melhor se pusesse a Prefeitura a planejar e gerir melhor o trânsito, cuidar melhor do sistema viário da cidade.

A autoridade tem uma grande parcela de culpa pelo que acontece de errado no trânsito. Se cada motorista exercitasse os valores da cidadania, da paciência, da solidariedade, da gentileza e da responsabilidade, o trânsito seria muito mais civilizado. Acontece que a mídia, quase sempre, só cobra do cidadão; nunca cobra do poder público, embora haja tantos erros no trânsito da exclusiva responsabilidade da autoridade.

Sempre achei que um dos grandes erros da Natureza —ou do Todo–Poderoso, sabe-se lá!— é não ter feito a incompetência doer. Já imaginou o gentil leitor se a incompetência doesse, por exemplo, nas autoridades do trânsito? Elas têm uma enorme aptidão para vigiar, fiscalizar, multar, aterrorizar o cidadão, cobrar impostos escorchantes, mas nenhuma para fazer o que lhes compete de fato. Um exemplo: por que existem computadores, câmeras-robôs, radares, sonares, câmeras nos ônibus (o serviço de transporte é uma porcaria, mas o usuário está sempre estrelando os filminhos dos ônibus), lombadas eletrônicas, fotossensores e outros badulaques eletroeletrônicos para achacar o motorista, se as autoridades não são capazes de fazer a parte que lhes cabe na administração do trânsito?

Mas o trânsito continua mal administrado como sempre —e somos nós, cidadãos, que levamos a culpa por tudo o que acontece de errado. Você, gentil leitor, já observou com que cuidado, com que refinamento, com que acabamento sofisticado —e a que custo, claro!— com que a autoridade (do trânsito e de outras áreas) exerce a sua inépcia, inaptidão e incompetência? Mas a culpa é sempre minha, sua, nossa —e com o apoio dos veículos de comunicação.

Entretanto, os grandes problemas —exatamente aqueles da competência do Poder Público— do trânsito continuam sem solução. As vias públicas continuam mal projetadas, com manutenção precária, mal sinalizadas e mal fiscalizadas; as autoescolas continuam ensinando mal a quem passa por suas salas de aula e veículos de treinamento; as autoridades continuam não cumprindo as leis, mas exigindo que o cidadão as cumpra rigorosamente, e multando pesadamente quando isso não acontece. Mas nós, cidadãos, não temos como multar as autoridades.

Quase todos os a mídia veicula alentadas reportagem sobre as vias de trânsito mais intenso de Campo Grande. São ruas e avenidas perigosas pra danar, extremamente estressantes para quem nelas circula. E os responsáveis pela reportagem não perdoam: a culpa pela esculhambação é nossa, motoristas, motoqueiros, passageiros, pedestres. Temos sim nossa parcela de culpa. Mas e as autoridades que não mexem no planejamento, nas dimensões, na construção, na manutenção e na sinalização das vias públicas? E nunca são multadas por isso.

Aliás, seria ótimo se isso fosse possível, é ou não é? Se toda vez que um servidor público pisasse no tomate, a gente pudesse tascar-lhe uma pesadíssima multa, seria uma delícia —pois, mais cedo ou mais tarde, todo governante, todo político, acaba correspondendo àqueles que não confiam nele. Se a gente pudesse realmente punir as autoridades que dão mancada, o poder público seria muito mais confiável e eficaz. E nós, cidadãos, seríamos mais felizes.

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Parabéns! Concordo plenamente com a uma fatia muito grande do poder Público tanto na fiscalização, administração e melhorias no trânsito da capital, sou Instrutor de Trânsito e luto para minha sala da aula na auto-escola consiga conscientizar os candidatos a Permissão para Dirigir, mas infelizmente Dr. Lucas "uma andorinha sózinha não faz verão" com tantas imcopetências no poder público e tantos "comerciantes" de auto-escolas.
 
José Elton em 08/06/2011 09:35:23
Parabens pela materia. Parece que o nosso Prefeito só realiza obras que não necessitam de verbas da prefeitura. Exemplo disso é a tal revitalização do centro, onde simplesmente da-se um prazo para que as lojas realizem as reformas necessarias sem querer saber se elas tem condições financeiras para cumprir o prazo determinado. Porque a prefeitura não dá incentivo fiscal às lojas que realizarem as obras? se pelo menos isentasse do pagto de alvará uma unica vez já seria uma grande ajuda aos comerciantes.É facil meter a mão no bolso dos outros ou fazer caridade com o chapéu alheio.
 
ANTONIO JACQUET em 27/05/2011 08:45:33
DR. LUCAS MARIBONDO.... BELO ARTIGO...
GOSTARIA QUE VC ESCREVESSE ESSE ARTIGO, ESCLARECENDO O FATO RECENTEMENTE OCORRIDO NA SANTA CASA QUE MORREU 4 PESSOAS E O CAOS QUE POR LA EXISTE ... E O PORQUE DESTE AQUARIO SER CONSTRUIDO ..

SERA QUE A VIDA HUMANA VALE MENOS QUE OS PEIXES ???

POIS PRA NÓS NÃO EXISTE VERBA PRA SAUDE , MAS PRO AQUARIO CONSEGUE 80 MILHOES .... QUE HIPOCRISIA É ESSA....

 
rodrigo pereira em 26/05/2011 11:00:54
Muito eloquente o artigo do Luca. Assim como no direito, existe uma responsabilidade solidária nos transtornos que temos sofrido nas ruas... Parece pouco, mas todos os dias faço o trajeto Via Park - Afonso Pena - Pedro Celestino para ir ao trabalho. Na Afonso Pena, próximo à esquina com a José Antônio existe um buraco na faixa da esquerda que obriga o condutor a desviar à direita se não quiser passar por ele. O fato é que eu sou obrigado a passar pelo buraco, uma vez que se estou nessa faixa e desviar para a direita bato no carro que vem ao lado. Acredito que se não houve acidente nesse trecho, logo acontecerá. Se ocorrer, a culpa é somente do condutorou também da Prefeitura que não tampa o bendito buraco?
 
João Júnior em 26/05/2011 04:38:18
Rodrigo Pereira, não é que os peixes valham mais que seres humanos. É que os peixes podem se extinguir e a raça humana está sempre se multiplicando.
 
Cleider de Souza Costa em 26/05/2011 04:15:53
Luca, voce está falando realmente o que vem acontecendo em nossa capital. A não ser alguns bairros ou ruas e avenidas centrais, principalmente a Euclides da Cunha, que recebe sinalização a cada tres meses, o restante da cidade está uma lástima. Tem se construído belas e eficientes avenidas, onde a sinalização não dura mais do que seis meses (empresas empregam materiais de péssima qualidade e serviços mal feitos).
Agora voce esqueceu do restante do Estado, o DETRAN executou serviços de sinalização viária em apenas dois ou tres municípios, (em praticamente cinco anos), o restante está um caos total. O Governador esqueceu de que no interior tambem é necessário sinalizar as cidades, o que não é feito desde o governo do Zeca, que sinalizou todos os municípios. Realmente, MULTA NAS "AUTORIDADES".
 
Pedro Paulo Hansen em 25/05/2011 10:46:21
Luca, faz tempo que noto que você ao escrever seus artigos, parte do pressuposto de que o prefeito tem culpa. Vem ca, você acha que o povo esta errado e você esta certo sempre? Acho que você deveria respeitar a legitimidade de quem tem voto e por isso tem mais respaldo para falar em nome do povo do que você.
 
Carlos Roberto Truming em 25/05/2011 06:11:00
Ninguem discute que em alguns acidentes a culpa é do motorista, etc. mas não podemos esquecer a total incompetencia do poder publico... em Campo Grande basta observar a sinalização ou a falta dela, as vias totalmente destruidas, a falta de fiscalização nos locais corretos e assim vai....não venham me dizer que as pessimas condições da Av. Afonso Pena, da Bandeirantes, da Guaicurus e todas as outras é culpa minha. Pode até ser culpa nossa que absolutamente não sabemos votar...do contrario, qual é a minha culpa?
 
Agricio Araujo em 25/05/2011 01:37:14
Realmente, os gestores públicos tem uma parcela considerável de culpabilidade, no entanto, não somente com relação ao trânsito mas em todas as áreas. Saliento ainda que o judiciário também é responsável, permite que os governantes ocorram em constante erros, erros esses fatais as pessoas, repito, as pessoas.
 
silva souza em 24/05/2011 04:59:42
parabens pela sua reportagem, é a realidade brasileira. Agora o que nos brasileiros estamos fazendo para modificar isto? Nada, simplesmente nada. Nossa saude está um caos, no estanto, neste dia, vi a mudança de transito para o lançamento do AQUARIO. Quanto será gasto nesta obra faraonica e para que vai servir? O transito, a saúde e a educação está um lixo. Aonde está a defensoria publica e para que serve neste caso? Tenho a plena certeza que a Defensoria Publica nos prestar um grande serviço, porem neste caso é uma inercia total. Devemos nos manifestar pois é o dinheiro de todo o povo que ai está.
 
osmar belin em 23/05/2011 11:39:46
Cultura local horrivel pessoas despreparadas exibindo carrões nas principais avenidas como se estivessem dirigindo em rodovías, outros babacas que conseguem comprar um lata velho e sai pelas avenidas inclusive sem CNH,s, pedestres que atravessam fora da faixa, cachaçeiros travestidos de universitarios que passam as noites nos canteiros da afonso pena depois pega o carro e sai como se nada tivesse tomado, legislação de transito frouxa, punição de faz de conta (mata no trânsito, paga fiança e vai embora???). Mistura de irresponsabilidade com puxa saquismo, autoridades do faz de conta! Antes de ficar culpando esse ou aquele é bom lembrar que a mesma violência que aconteçe no transito, acontece nas escolas nos bairros. Cidadania é isso que falta, e me parece que neste Estado cidadania é motivo de chacota! a bajulação o puxa saquismo e outros favores e beneses prevalecem em detrimento ao crescimento da consciencia. Ufa cultura e cidadania cortaram volta de Campo Grande
 
Daniel Rocha em 22/05/2011 12:08:54
À Sra Hildete. Sem querer ser excessivamente irreverente, sugiro à senhora que releia o artigo. Agradeço pela leitura e pelo comentário.
 
Luca Maribondo em 22/05/2011 10:37:36
Luca, parabéns pela matéria! nada de fugir da raia! Há muita desorganização no trânsito de Campo Grande. A cidade cresce a cada dia e as vias públicas continuam sem planejamento . As sinalizações confundem e em alguns locais nem isso tem. E falta, como sempre faltou, uma eficiente fiscalização. A população tem sua culpa é claro! O comportamento dos motoristas em Campo Grande é muitas vezes absurdo. Vergonhoso eu diria. Mas isso já é uma questão de caráter mesmo, honestidade, respeito e humanidade. Uma questão díficil de se resolver. Portanto, resta ao Poder Público trabalhar muito para que o trânsito seja simplesmente o local por onde circulam veículos e pessoas. Porque no momento, defino o trânsito de Campo Grande como o lugar da morte. É preciso que as autoridades morram no trânsito para as providências serem tomadas? Afinal, sempre foi assim.
 
Talitha Moya em 22/05/2011 09:19:57
Preciso como de costume. Parabéns pelo artigo! A incompetência desse prefeito atual é notória e está ficando tristemente famosa em todo o Brasil.
Campo Grande tem um planejamento de tráfego deficiente e a culpa é dos motoristas (afinal, são todos eleitores e a maioria votou no prefeito atual).
 
andre sorio em 22/05/2011 01:13:15
Parabens pela matéria vc disse tudo é mais fácil multar o cidadão muitas vezes sem comprovação da inflação, ou fazer o que nossa amiga Hildete escreveu em seu comentário do que assumir as responsabilidades do poder publico que ao invés de recuperar as vias em péssimo estado investe pesado em lombada eletrônica trazendo de volta a tão famosa industria da multa
 
CLAUDIO EMILIO CASSIANO em 21/05/2011 09:20:37
Camarada porreta! pede para o prefeito, o governador ou alguém mais do poder publico ler esta matéria. Simplesmente maravilhosa.
 
antonio jose. em 21/05/2011 03:46:15
Não adianta querer tampar o sol com a peneira, tanto o motorista quanto o poder público tem sua parcela de culpa na trânsito. Existe muitas leis para regem a ordem, mas dificilmente se paga por ela, pois sempre damos um "jeitinho" de burlar a cobrança, do mesmo jeito que o poder público também usa seu "jeitinho" para fugir das suas obrigações, vejam a lei seca por exemplo. A única coisa que funciona perfeitamente é multar e receber a multa, mas não cobre a aplicação do recebimento delas ao que deveria ser destinado pois aí já não funciona....
 
Keila Godoy em 18/05/2011 08:10:54
Hoje no trânsito, se mata, deixa cidadão deficiente, etc... de nada adianta multar os motoristas inflatores. Vamos lutar por uma lei mais dura em todos os sentidos, o indivíduo faz o que faz, vai preso e em poucas horas é solto, ainda sorrindo como se fôssemos palhaços.
 
Nelson Orlando em 18/05/2011 05:34:25
Acredito que essa tal de Hildete Fasano deve estar levando o dela por fora (faz ano), por isso defender a indústria da multa. Tenho dito!
 
carlos silva oliveira em 17/05/2011 06:05:36
Gente pra fiscalizar e dinheiro para melhorias tem! O que falta mesmo é vontade de quem tem o poder!!!!
Temos um órgão municipal responsável pelo trânsito, a Agetran. Mas nunca presenciei nenhum agente deste órgão num semáforo fazendo campanha de conscientização ou coisa parecida. Quando os vejo, estão com o talão de multas e uma caneta que não para de se mexer sobre aquele imenso e amedrontável bloco de papel que seria quase inútil caso as pessoas fossem conscientizadas sobre seus deveres no trânsito.
Mas, conscientização não dá lucro nem gera tantos empregos assim, não é mesmo??
Ainda bem que as autoridades de trânsito são órgãos públicos, por que se fossem órgão de algum ser humano, este já teria falecido por falência múltipla há muito tempo, haja visto tamanha ineficiência.
 
Wellington Sampaio em 17/05/2011 05:10:55
Parabens ! Esta coluna reflete a realidade nua e crua. Na hora de sair na foto, existe fila, mas na hora de assumir responsabilidades todos querem esquivar-se. O Estado (união, estado, municipio) é responsável sim pelo que está ocorrendo, pois cabe a eles adotar mecanismos para conter esta violência no trânsito. Lembrando o Sr. Prefeito que estamos num Estado de Direito e que o povo delegou ao Estado esta atribuição (será que ele quer que volte a lei do 38?). Será que ele (prefeito) não sabia quando se candidatou ao chefe do Executivo que ele tem esta obrigação ? O motorista é mal esducado ? é sim... então ache como educa-los, como puni-los. Faça com que o braço do Estado os alcance. O Sr. é o representante do Estado, está com os instrumentos nas mãos... use-os, mas da forma correta, sem querer fazer política disto. É SIMPLES, FAÇA SUA OBRIGAÇÃO !!! ou delegue para alguem capaz.
 
Eva Gomes em 17/05/2011 04:59:02
Eu discordo do óbvio, que é culpar o poder público pela imprudência das pessoas. Tantos acidentes que já vi pela falta de atenção, pela irresponsabilidade, pela inconsequência. Faço um desafio a você, Luca Marimbondo, ler as notícias dos últimos 10 dias sobre acidentes de trânsito em Campo Grande e constatar que a maioria dos fatos NÃO relatam irresponsabilidade do condutor, mas da prefeitura. Nossa cidade/estado/país precisa de mais rigor na emissão das CNHs, mais rigor na renovação e principalmente, mais fiscalização nas estradas, com severas e duras penalidades para os infratores.
 
Hildete Fasano em 17/05/2011 04:48:57
Simplesmente parabéns!!!!
 
Ricardo Correa Gomes em 17/05/2011 04:28:49
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