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Campo Grande, Sábado, 10 de Dezembro de 2016


  • Luca Maribondo
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    Coluna


17/01/2011 08:29

Zoneando o zoneamento

Luca Maribondo

Zoneando o zoneamento

Enquanto a Prefeitura de Campo Grande se faz de morta, políticos, comerciantes, publicitários, donos de escolas, advogados, universidade, sorveteiros, médicos e até cassinos e lupanares, criam o caos em vários pontos da cidade, instalando estabelecimentos comerciais em zonas estritamente residenciais. Carros atravancando o trânsito em ruas estreitas e calmas, lojas que funcionam onde não deveriam, longas filas duplas e triplas em frente a escolas —que as autoridades do trânsito todo ano garantem que agora vão reprimir severamente (alguém acredita?).

Campo Grande está cheia de casos de desrespeito à legislação que ordena o uso do solo da cidade, principalmente em áreas estritamente residenciais. Tudo porque a Lei de Zoneamento, criada para disciplinar a ocupação da cidade, é desrespeitada por anônimos e figurões que invadem bairros estritamente residenciais, criando bagunça, poluição e desrespeito por onde fincam suas raízes.

Não é muito fácil percebê-los, pois apesar de destoarem da vizinhança pacata e parecerem residências, não são. Em geral —mas nem sempre—, a coisa é mais ou menos discreta, mas esses estabelecimentos recebem tanta gente —clientes, fornecedores, correligionários, fiscais, alunos, amantes e namoradas— no horário comercial e, em muitos casos, fora dele também— que congestionam a rua de carros e incomodam os moradores com o barulho, fumaça, poeira, lixo e movimento.

Personagens dos noticiários dos jornais e das colunas sociais, aparentemente cidadãos acima de qualquer suspeita, todos integram uma legião de campo-grandenses fora-da-lei. Entre eles, há figurões descolados, garotões sarados, gente conhecida ou anônima que se esmera em ignorar a Lei do Zoneamento, o conjunto de normas que deveria regular o crescimento da cidade, disciplinar a ocupação de suas ruas e bairros e fixar os limites da cidadania.

O desrespeito ao zoneamento acontece tanto em bairros considerados chiques quanto nas fímbrias da cidade. Acontece de tudo: loteamentos clandestinos próximos a áreas de mananciais e matas preservadas, vias públicas que simplesmente desaparecem, tomadas por figurões, ruas e calçadas invadidas por notáveis, estabelecimentos comerciais e de profissionais liberais em zonas estritamente residenciais, faculdades sem estacionamento obrigando seus alunos a tomarem ruas inteiras, postos de gasolina despejando água suja e restos de derivados de petróleo etc. etc.

E tudo sob o beneplácito da Prefeitura Municipal. A bagunça nas ruas reflete o desconcerto generalizado nas repartições municipais. Não há entrosamento entre os diversos órgãos que deveriam estar lidando diretamente com a questão, entre eles as Secretarias de Serviços Públicos, Finanças, Obras, Planejamento e Administração. Na verdade, em Campo Grande o zoneamento é uma zona, demonstrando que na capital de Mato Grosso do Sul as principais formas de governos são as ruins e as muito piores.

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Isso tudo se deve à falta de educação e cultura, principalmente a educação moral. Se as pessoas fossem moralmente educadas não seria necessario guardas vigiando, fiscalizando, multando... Mas, educação não rende voto, ignorancia sim.
 
Antonia Glorizete de Almeida em 28/01/2011 04:39:46
Não se trata de mudar de cidade, realmente outros grandes centros tem problemas e bem maiores, o que o LUCAS relata e com muita eloquência é o que ocorre no dia a dia, promessas são feitas e não cumpridas, entendo que reclamações e opinões devem ser relatadas, no meu parecer Campo Grande é um grande canteiro de obras, mais há muita coisa a fazer, a melhorar, o povo não precisa mais de orientação, pessoas sabem os seus direitos e tenho certeza que conhecem os seus deveres, mais este último é ignorado, então só resta cumprir a Lei, parou em fila dupla, tripla, multa e assim por diante, não há mais o que se orientar, o relato do LUCAS é o que acontece na Morena.
 
Nery Ribeiro em 25/01/2011 09:51:10
Luca Maribondo
Vc foi feliz neste artigo, aliás Campo Grande infelizmente virou uma verdadeira "zona" o zoneamento urbano,basta ter um amigo seja na polícia ou na prefeitura e não digo que seja corrupção,apenas para desburocratizar os tramites e dar andamento para obtenção do alvará de funcionamento.
Aí sim começa o inferno na vida de quem mora ao lado do "empreendimento" seja bar,igrejas,postos de gasolina,conveniência e afins,pior ainda quando o "empreendedor" consegue o alvára especial para fincionamento até as 6hs da manhã seguinte aí o bicho pega mesmo,a população do entorno fica desesperada com tiros brigas e até mortes como foi o caso conveniência do Jarrão na COPHAMAT(saída para Sidrolândia),onde foi morto um jovem trabalhador.
 
Haroldo Borralho em 25/01/2011 03:02:10
"Leis são como teias de aranha: boas para capturar mosquitos, mas insetos maiores rompem sua trama e escapam". Frase de Sólon..... : E infelizmente neste país.... vai continuar assim.... Vergonha!!!!
 
Rodrigo Santos de Araújo em 22/01/2011 08:54:39
Falar é fácil ... cada um tem que fazer o seu papel. Palavras bonitas não resolvem!!!
 
Roberto Silva em 21/01/2011 04:05:13
Poxa vida, até parece que a cidade está um caos. Uma sugestão aos descontentes: mudem de cidade, vão para São Paulo... garanto que em três dias, vocês voltarão. Será que não tem nada de bom aqui em Campo Grande? É tudo ruim ? Sei lá, mas parece que o articulista não gosta do prefeito... só deve ser isso!
 
Cicero Rodrigues Junior em 20/01/2011 02:46:16
Este texto deveria estar na capa dos jornais de Campo Grande. Este artigo mostra a realidade da cidade acredito que ainda há tempo de fazer algo, temos que levantar o debate e provocar a discussão do caos que a cidade está se transformando
 
Romildo Fagundes em 19/01/2011 09:54:51
No dia em que tomarmos consciência e mudarmos os atletas políticos que continuam neste revesamento de bastão, será tarde demais, os vícios e os hábitos já estarão enraizados, aliás, já está. Será, se já que não é, um câncer incurável?
Está na hora de trocar os políticos brasilianistas por políticos com nacionalidade e qualidades brasilienses.
 
Ezio José em 19/01/2011 09:13:52
CONCORDO EM GENERO, NÚMERO E GRAU LUCA.
 
João Carlos Maciel em 19/01/2011 04:08:42
NÃO É DE HOJE QUE A NOSSA CAMPO GRANDE ESTA ASSIM.
POSSO FALAR COM A TODA CERTEZA, VAI PIORAR, OS POLITICOS , POLICIAIS, COMERCIANTES E OUTROS SÃO TODOS DA MESMA LAIA.
ELE BUSCAM SATISFAZER SUAS GANANCIAS E INTERESSES, DEIXANDO DE LADO OS DEVERES E OBRIGAÇÕES COM A SOCIEDADE.
ELES QUEREM O APOIO E RESPEITO DO POVO SENDO QUE ELES NÃO MERECEM NEM 1% DE RESPEITO.
PODE GRAVAR ESSA - AQUI SE FAZ E NO FINAL SE PAGA CARO COM JUROS!
 
MARCOS MAIA em 18/01/2011 12:28:34
A cada dia voce ganha mais um fã, que concorda plenamente com seus comentarios e indicações de caos na Morenópolis, quem dera suas palavras fossem ouvidas, mas infelizmente sua voz é tão forte quanto a da população de Campo Grande, suas ferroadas infelizmente páram na camisa do poder e não atingem a carne dos politicos, quem dera Luca quem dera. Na esquina da minha casa (que fica num bairro estritamente residencial) há um bar com pagodão quase todos os dias da semana, infelizmente as pessoas que frequentam tal estabelecimento pelo visto não trabalham pois o dia em que há mais movimento é domingo, sou obrigado a dormir com o som do pagode, agora também tocam musica tecno em certos dias da semana, fico com o som até as 4 as vezes 5 horas da manhã de segunda feira, é um inferno, já liguei para todas as policias existentes em Campo Grande, ninguem faz nada, no dia em que consegui chegar mais perto acionei a policia militar umas 20 vezes até que quando era 1 da manhã surge uma viatura da PM e pára em frente ao boteco, pensei comigo, "AGORA VAI", desceram da viatura dois policiais fardados e adentraram o estabelecimento, falei, "VAI DAR CANA", pois já me disseram que no local também vendem-se drogas, eis que surgem os dois policiais voltando de dentro do bar, cada um com seu copão de chop na mão, conversando com o dono do boteco, aí perdi as esperanças, no minimo ganharam uma caixinha do proprietario mais um copão de chop. Foi triste, foi revoltante, pensei em tirar fotos dos policiais com o copão na mão e o dono do bar ao lado, mas não tirei, estavam fardados bebendo e com medo da repressão futura me calei. Depois fui descobrir, um dos policiais é irmão do dono do boteco/boca de droga, fiquei quieto e hoje aprendi a conviver com a estupidez que é a policia da nossa querida cidade. É isso aí Luca não são só figurões que margeiam a lei em nossa capital, são todos que de alguma forma tem envolvimento com politicos ou órgãos publicos como nossa querida e eficiente policia Sul Matogrossense. Melhor ficar quieto mesmo...infelizmente.
 
MAXIMILIANO NAHAS em 18/01/2011 11:03:00
Sábias palavras Luca. Uma das maiores bizarrices que se pode ver em Campo Grande é a instalação de bares e botecos em áreas residenciais, levando barulho (música ao vivo, som automotivo, etc) e desordem à locais que deveriam privilegiar a paz e o sossego de seus moradores. A Prefeitura faz vista grossa, a PM não dá conta de atender as chamadas, a Polícia Civil nem esquenta cabeça e assim a cidade vai se entregando ao caos...
 
Éder Yanaguita em 17/01/2011 10:25:56
Os diversos órgãos de fiscalização, cada um fala uma língua, ninguém se entende na prefeitura a Secretaria de meio ambiente sinceramente para que serve?Não fazem nada...até com pedido do ministério público eles não tomam iniciativa para cumprir o seu papel.
 
Juarez Sousa em 17/01/2011 02:27:50
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