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    com Manoel Afonso


19/12/2014 11:35

A conferir: a cara e o estilo do novo Governo

Manoel Afonso

Boa bicada - Repercute na mídia a postura de Mariano, companheiro de Munhoz, que no programa de TV. da Eliana, após perguntado pela apresentadora se adicionaria a presidente Dilma ao seu grupo no facebook, respondeu negativamente.

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‘O Bagual’ - Vantuir Jacini chega com moral ao RS ( 11 milhões de habitantes), anunciando como prioridade na chefia da Secretaria de Segurança o fim da farra dos celulares nos presídios, com 29 mil presos. Know-how anti-crime ele tem de sobra.

O fator - ‘Experiência a campo’ conta mais do que a ‘competência de gabinete’ nesta secretaria, onde os recursos são aquém dos desejados. E será que um representante do MPE no cargo, teria identidade e bom trânsito com a Polícia Civil e Militar?

Retrovisor - Mostra que os resultados na área de segurança foram melhores quando o comando ficou à cargo de gente do ramo. Trabalhar focado na teoria é uma coisa, já atuar com base na realidade local e o material disponível é diferente.

Balanço - De 108 projetos de lei, 59 se tornaram leis, 200 foram emendas ( R$5.670 mil em benefícios para 50 cidades). A obrigatoriedade da oximetria de pulso ( teste do coraçãozinho) também na lista de conquistas do deputado Marcio Fernandes.

Precavido - Ciente que virá chumbo grosso, André se precaveu e reservou em lei R$34 milhões para concluir o aquário. Não se fiou na conversa mole de que era excesso de zelo. Ele sabe: sem mandato e imunidade estará exposto a todo tipo de desgaste.

Controvérsias - Os agentes tributários tentam mudar a nomenclatura, com o que não concordam os fiscais de renda, lembrando as diferenças entre o enfermeiro e o médico. Corporativismo, invasão de competência? A batalha continua em 2015.

A guerra - Os fiscais são 175 na ativa, os agentes tributárias mais de 600. Os primeiros ingressaram por concurso público, ganham mais e tem exclusividade para alguns atos. Na pratica, os agentes querem derrubar essas prerrogativas funcionais.

Eleições - Valem os votos e não as intenções. É o caso da deputada Dione Hashioka. Com chances de se reeleger seguiu o marido Roberto que optou por Delcídio, mesmo sendo do PSDB. Acho que por toda a vida eles terão esse assunto para discutir.

A dúvida - Outros exemplos (casos) mostram que no Brasil os projetos políticos das mulheres estão ligados aos projetos de seus maridos, como se fossem muletas. No caso de Dione, ela tinha luz própria, mas teve que ceder em nome do modelo patriarcal.

Fronteira - Sua vulnerabilidade não foi explorada por Aécio. Sem efetiva ajuda do Planalto, Azambuja não vencerá a guerra contra o tráfico. Aí conta o peso da bancada federal e a disposição de Dilma em atacar o problema. Minhas duas dúvidas.

Emendas - A avaliação do parlamentar passa pela sua capacidade de trazer recursos. O resto não rende votos e vantagens financeiras. No caso das fronteiras, o Planalto investe mais no combate ao tráfico nas favelas, onde o eleitorado é muito maior.

Nitroglicerina - O nome do senador Delcídio e do deputado Vander Loubet na lista dos 28 políticos listados na ‘Lava Jato’ repercute aqui e serve de combustível aos adversários. Saia justa: nela também figura Sergio Guerra, o ex-poderoso do PSDB.

Aviso - Político da cozinha de Azambuja, o deputado Zé Teixeira garante que o futuro governador não se deixará levar por pressões e chantagens, mesmo de quem se rotula ‘aliado de primeira hora’. Será o primeiro teste do estilo do novo governo.

A conferir - Azambuja ganhou não só por méritos, mas também pela participação de outras forças partidárias. Mas na pratica há de se priorizar o projeto central que norteou a campanha e jamais os interesses varejistas deste ou daquele aliado.

A batalha - Sempre foi assim. Só após curtida a ressaca das festas é que se articula de fato a composição da mesa da Assembleia Legislativa. Em janeiro Azambuja já terá à disposição instrumentos para negociar, via cargos e outras vantagens irresistíveis.

Sem ilusões - No quadro da reforma administrativa existem perto de 100 cargos objetos de desejo de muita gente. Como se diz: é aí que a Maria mora. Azambuja não contentará a todos, mas tentará juntar o útil ao agradável. Essa é a arte da política.

E agora? - Claro, a gente sabe como funciona na pratica, mas é a primeira vez que todos os personagens envolvidos na indicação de um Conselheiro do TCE, ficam desnudos junto a opinião pública. A instituição deve sair enfraquecida do episódio.

O episódio - Está mostrando como o jogo é jogado, as vantagens de cada um, o custo financeiro e político. A opinião reinante é que quanto mais a novela se alongar, inclusive na esfera judicial, maiores as chances de ficar incontrolável e ‘explodir’.

Resumindo - A ida de Arroyo garante maioria do grupo político de André contra o grupo liderado pelos ex-tucanos Valdir Neves e Marisa Serrano. Além da aprovação das contas do atual governo, está em jogo as próximas eleições do Tribunal. Entendeu?

Dúvidas para 2015 - Marcos Trad à espera de um novo partido? Sem cargo no diretório do PSB e sem mandato, Sergio Assis continua político? André aguentará até quando o nhemhemhém dos netos? E Londres, escreverá o livro de memórias?

Arremate - Pode parecer surreal, mas é assim. Embora o novo governador tome posse no início de janeiro, o mandato dos atuais deputados só termina no final do mesmo mês. Janeiro continua sendo um mês vazio, mas com direito a praia e Cia.

“A imprensa é uma arma. Por quê haveria eu de dá-la ao meu inimigo?” ( Leon Trotsky)

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Dizem que a política é a arte de engolir sapos, porém, mais do que isso, penso que política é também alquimia, arte de transformar metais comuns em ouro puro. O hiato de tempo entre o resultado eleitoral e a posse do eleito, serve para amainar a temperatura e os ânimos dos mais afoitos, até porque os espaços disponíveis são limitados e delimitados, valendo acrescentar que cada caso e um caso, e, quem pode mais, chora menos. Com a posse do novo governador, o que a população aguarda ansiosamente, são as ações voltadas ao desenvolvimento do estado como um todo, tirando um pouco o foco da capital, onde estão entrincheirados a maioria dos deputados estaduais, dividindo com os municípios, tão carentes em termos de opções de desenvolvimento, o ideal seria regionalizá-los. Bene.
 
benedito rodrigues da costa em 20/12/2014 08:29:45
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