A notícia da terra a um clique de você.
Campo Grande, Segunda-feira, 05 de Dezembro de 2016


  • Ampla Visão
  • Ampla Visão

    com Manoel Afonso


04/11/2011 11:00

Amplavisão

Manoel Afonso

A DOENÇA de Lula domina o noticiário e estimula o ‘debate’ sobre os danos que o político sofre pelo seu estilo de vida. Citam Covas, Quércia, Itamar, Artuzi, Kirchener e Chavez, vitimas do ambiente estressante da política.

Veja Mais
Corporativismo político sem limites, segue a avacalhação
Pizzas, os políticos não abrem mão delas

A PRESSÃO do eleitorado, de adversários e da opinião pública é cruel. Não respeita circunstâncias, nem idade. Exige resultados, custo o que custar. É como a família do detento cobrando sem trégua sua liberdade ao advogado.

EXCEÇÕES existem: Sarney está aí firme e forte. Já enterrou vários presidentes, senadores e governadores ao longo dos 50 anos de sua trajetória. Uns dizem que seria a genética (invertebrado), outros creditam ao seu estilo ‘manso’.

COMPAIXÃO Ela acaba beneficiando o político com problemas de saúde. Mesmo que ele não seja demagogo para tirar proveito, o eleitor faz do voto uma espécie de ‘compensação’ pelo sofrimento. É o chamado voto passional.

ESPERA-SE que Lula saia inteiro dessa ‘provação’, tornando-o mais humilde, menos presunçoso, mais conciliador, menos rancoroso e complexado pelo seu baixo nível escolar. Que fale menos e ouça mais os sábios, principalmente.

CONSELHO aos candidatos a prefeito da capital. Conhecer as regiões e bairros é importante numa campanha eleitoral. Melhor ainda é ter intimidade com seus problemas e lideranças que tenham credibilidade na comunidade.

FIASCO Imagine num debate de TV se o candidato não souber identificar a localização de um bairro! Aliás, naquela eleição de 2.000, soube-se depois que o grande temor de Ben Hur é que André o questionasse sobre bairros e ruas.

CAIXA Uma candidatura não é feita apenas de propostas e discursos com promessas atraentes. Sem dinheiro para montar uma estrutura, a campanha morre no canteiro da Afonso Pena sem fôlego para chegar ao Calçadão da Barão.

PROJEÇÕES Os ‘filósofos’ do saguão da Assembléia estimam que o custo de uma campanha prefeitural em Campo Grande seja de 40 milhões de reais. Já a candidatura a vereança com chances, custaria 1 milhão de reais.

TUDO IGUAL! Um pré-candidato a prefeito do interior desabafou-me: “é ingenuidade supor que o eleitor mudou de postura. Pelo contrário: os casos de corrupção aguçaram o ‘apetite’ para levar algum tipo de vantagem financeira.”

A ORDEM é retardar a confirmação de candidaturas para aliviar o bolso. Nesta época, por exemplo, o que não faltam são convites e pedidos de formandos. Patrocinar esse tipo de evento dá visibilidade, mas o custo é alto. Sacou?

O ELEITORADO estaria assim dividido: 50% tem posição definida, vota de forma consciente; 30% quer primeiro aferir as propostas e desempenho dos candidatos; 20% vota apenas em troca de vantagens/conveniência pessoal.

‘INOVANDO’ Os candidatos que se preparem: A vedete das ‘mordidas’ será a multa de trânsito, seguida pelo IPTU, prestação da casa própria e licenciamento de veículo. Depois do ‘Bolsa Família’, o sacolão deixou de ser prioridade.

LEITOR-1 sugere ao prefeito Nelsinho: “Elimine a Fonte Luminosa da Praça Ary Coelho, construa calçadas e passarelas nos canteiros da A. Pena, colocando bancos para humanizar o ambiente. Não custa muito e embeleza.”

LEITOR-2 “Então fica assim. Troca-se o ministro/ a grana surrupiada pelas ONGs não volta...e onde fica a responsabilidade de quem ordenou as despesas?...comunistas se dão bem com petistas e dinheiro...Dilma inocenta ex-ministro”.

DEPOIS os políticos reclamam da imagem ruim. Está na ‘bica’ para ser colocado em votação o projeto que anistia os mensaleiros Zé Dirceu, Pedro Amorim e Roberto Jefferson. Aprovado, voltariam a disputar eleições em 2014.

MAU EXEMPLO O mais grave é que a orquestração deste projeto está à cargo do deputado mensaleiro João Paulo, que ainda é réu no STF. Não é preciso ter bola de cristal para prever que o projeto será aprovado. Sacou?

A DOENÇA fez Dilma esquecer da tal ‘faxina’. Pensando bem: como pregar a varredura geral com tanta gente complicada ao seu lado. Sarney, Renan, Collor, Romero Juca e João Paulo encabeçam essa lista de ‘notáveis’.

‘MANDA quem pode, obedece quem tem juízo”. Prevaleceu a vontade de Lula e Marta recuou da candidatura à prefeitura paulista, cedendo a vez para Fernando Haddad. Ela deverá ser recompensada com um ministério. Aguardem.

A TESE de que a candidatura de Haddad implicaria na desistência de Serra procede. O eleitorado de Marta é visível e definido; já o potencial de Haddad é desconhecido e pode surpreender em crescimento. Uma sinuca de bico.

RESUMINDO: as divergências entre os tucanos, o surgimento do PSD com nomes para disputar - e a postura do PMDB, agora sob comando de Temer, alteraram o quadro. Fernando Haddad seria o ‘novo’, sem a cara do PT.

PONTO FINAL Nossas fronteiras continuam desguarnecidas atraindo o pessoal do tráfico. E onde está aquela prometida mudança, com mais gente e melhor estrutura para a Polícia Federal e a PRF? Palavras...apenas palavras.

“Eu quase nada sei, mas desconfio de muita coisa”. (Guimarães Rosa)

Corporativismo político sem limites, segue a avacalhação
DESAFIO Se o presidente Michel Temer (PMDB) não vetar, caso o Senado aprove o projeto bizarro da Câmara, o país irá culpá-lo e perderá o apoio das ru...
Pizzas, os políticos não abrem mão delas
NÁUFRAGO Culpando a TV Globo e o juiz federal Sergio Moro, o ex-deputado Antonio Carlos Biffi (PT) tentou no saguão da Assembleia Legislativa justifi...
Invasores das escolas, a nova aposta do PT
LUZ AMARELA Os casos do Rio Grande do Sul e Rio de Janeiro, com as finanças em colapso, estão sendo considerados pelo governador de Mato Grosso do Su...
Junior Mochi, ponto de equilíbrio na Assembleia
NOSTRADAMUS Não tenho seu dom, mas prevejo: o país de 2018 será outro. As delações premiadas da Odebrecht e Andrade Gutierrez cairão como meteorito n...



Diante do comentario sôbre o custo de uma campnha eleitoral, chegamos a conclusão de que a tese do financiamento público de campanha seria mais uma peça de ficção, num país onde para alguns tudo é permitido e tolerável. A falta de conscientização do eleitorado é outro fator determinante para que o poder econômio prevaleça, deixando de lado a qualidade dos candidatos.
 
bene rodrigues costa em 06/11/2011 07:06:45
Porque não se faz uma enquete, sobre oque a população acha do aumento do numero de vagas pra camara municipal
 
flavio pizzigatti em 04/11/2011 04:26:19
imagem transparente

Classificados


Desenvolvido por Idalus Internet Solutions